Redação Enem 2023: como é feita a correção, possíveis temas e dicas

No Enem 2023, a redação será aplicada no 1º dia de exame; entenda como é feita a correção, veja possíveis temas e confira dicas de como tirar nota mil

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é motivo de muita preparação e angústia entre os alunos que irão realizar a prova. A avaliação subjetiva é a única forma de obter 1.000 pontos, ou seja, a nota máxima. No Enem 2023, a redação será aplicada no primeiro dia de exame, marcado para dia 5 de novembro.

Por isso, O POVO consultou a Cartilha do Participante da Redação do Enem 2023, elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e separou as principais dicas para uma redação mais perto do mil.

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Correção da Redação Enem 2023: quais são os critérios de avaliação?

A redação é avaliada por, pelo menos, dois professores graduados em Letras ou Linguística. A avaliação é dividida em 5 competências, cada uma valendo 200 pontos, que totalizam a nota mil:

Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;

De acordo com a Cartilha do Participante, é considerado os seguintes aspectos para avaliar a nota do participante nesta competência:

  • convenções da escrita: acentuação, ortografia, uso de hífen, emprego de letras maiúsculas e minúsculas e separação silábica;
  • gramaticais: regência verbal e nominal, concordância verbal e nominal, tempos e modos verbais, pontuação, paralelismo sintático, emprego de pronomes e crase;
  • escolha de registro: adequação à modalidade escrita formal, isto é, ausência de uso de registro informal e/ou de marcas de oralidade;
  • escolha vocabular: emprego de vocabulário preciso, o que significa que as palavras selecionadas são usadas em seu sentido correto e são apropriadas ao contexto em que aparecem.

Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;

Na segunda competência, o candidato deve evitar um texto de caráter apenas expositivo. Por isso, de acordo com a cartilha, é necessário “entender assunto para não tangenciá-lo (abordar parcialmente), ou, ainda pior, desenvolver um tema distinto do determinado pela proposta”.

Segundo a cartilha, é importante que o aluno apresente informações de áreas do conhecimento acerca do tema que sejam produtivas dentro do texto.

Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;

O terceiro ponto avalia a apresentação clara do ponto de vista, as seleções do argumento e as organizações das ideias, sem mudanças abruptas sobre o que está sendo discutido. Também é avaliado o desenvolvimento desses pensamentos por meio da explicitação, explicação ou exemplificação de informações, fatos ou opiniões.

Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;


Na competência quatro será analisado como o aluno conecta as partes do texto, ou seja, as ligações entre as frases e parágrafos. Para isso, são utilizados os chamados “operadores argumentativos”, como “enfim”, “por enquanto”, “além disso”, entre outros.

Em resumo, o documento elaborado pelo Inep recomenda que devam ser evitados:

  • ausência de articulação entre orações, frases e parágrafos;
  • ausência de paragrafação (texto elaborado em um único parágrafo);
  • emprego de conector (preposição, conjunção, pronome relativo, alguns advérbios e locuções adverbiais) que não estabeleça relação lógica entre dois trechos do texto e prejudique a compreensão da mensagem;
  • repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos pela língua (pronome, advérbio, artigo, sinônimo).

Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Na última competência é avaliado uma proposta de intervenção para o problema apresentado pelo tema que respeite os direitos humanos.

De acordo com o documento, essa competência é uma oportunidade para o aluno exercitar a cidadania e atuar na realidade, em conformidade com os direitos humanos.

Ao elaborar uma proposta, o participante deve responder às seguintes perguntas:

  • O que é possível apresentar como solução para o problema?
  • Quem deve executá-la?
  • Como viabilizar essa solução?
  • Qual efeito ela pode alcançar?
  • Que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta?

É possível zerar a redação do Enem?

De acordo com a Cartilha do Participante, há, pelo menos, 8 casos que o aluno pode ter a redação zerada:

  1. Fuga total ao tema: é considerado que uma redação tenha fugido do tema proposto quando nem o assunto mais amplo foi abordado no texto;
  2. Desobediência ao formato dissertativo-argumentativo: será atribuído nota zero a escrita que apresentar predominância de outro tipo textual, mesmo que atenda corretamente às outras competências;
  3. Cópia dos textos motivadores: terá a prova de redação zerada o aluno que copiar linhas dos textos motivadores ou do caderno de questões e não escreva 8 linhas próprias;
  4. Assinatura: redações com rubricas, assinaturas ou qualquer tipo de identificação também serão anuladas;
  5. Desenhos e sinais gráficos: se a folha contiver desenhos ou sinais gráficos que não tenham função na dissertação-argumentativa, a prova também será anulada;
  6. Redação em branco: mesmo que o participante tenha escrito na folha de rascunho e não tenha transferido para a folha oficial, a redação não será considerada;
  7. Texto inelegível: caso a redação apresente uma letra ilegível, que impossibilite a compreensão, será atribuída nota zero.
  8. Língua estrangeira: texto predominante ou parcialmente em língua estrangeira será zerado.

Possíveis temas para a redação do Enem 2023:

Tradicionalmente, os temas escolhidos seguem linhas históricas e sociais que geram impactos na sociedade.

Neste ano, a banca do Concurso “Redação Enem: Chego Junto, Chego a 1.000”, uma realização da Fundação Demócrito Rocha em parceria com a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc-CE), apresentou 5 possíveis temas para 2023.

“Os impactos da Inteligência Artificial na educação brasileira” foi a primeira aposta do grupo para a redação. O tema discute os potenciais e os cuidados com os avanços da IA na educação do Brasil. O tema também discute a legislação brasileira acerca do assunto.

Na mesma linha da tecnologia, a demência digital também é um possível tema para este ano. O tema discute a “sobrecarga digital” e a “intoxicação digital” em referência à quantidade excessiva de informações.

O assunto ainda traz o debate sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes e como isso pode afetar o desenvolvimento na utilização demasiada desses dispositivos.

Já no âmbito social, “a importância das minorias sociais na composição da política brasileira” discute o acesso à saúde, educação e à qualidade de vida de minorias sociais. O tema também traz um levantamento da representatividade na política brasileira.

O quarto assunto discute o preconceito contra idosos. Conhecido como “etarismo” ou “velhofobia”, o tema discute, também, a relação entre o envelhecimento da população e o mercado de trabalho. Além disso, apresenta dificuldades, em relação ao preconceito, que essas pessoas enfrentam.

O último tema “desafios para conter a violência escolar no Brasil” apresenta a complexidade acerca do assunto, visto que, neste ano, o País relatou vários ataques às instituições escolares. O cyberbullying também é uma questão debatida.

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