Desenvolvimento de Maranguape em torno da Transnordestina entra em debate
O município abrigará um dos seis terminais de carga da Ferrovia Transnordestina, que une o Piauí ao Porto do Pecém através de 53 cidades, saiba mais
Resumo
A obra cruza 608 km no Ceará e une Fiec, prefeitura e TLSA para atrair investimentos e modernizar leis para o crescimento regional
A ferrovia é indutora de produção e negócios, sendo considerada essencial para o futuro industrial e a prosperidade do Estado.
O desenvolvimento de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, por meio da ferrovia Transnordestina, entrou em debate.
O município abrigará um dos seis terminais de carga da Ferrovia Transnordestina, que une Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), através de 53 cidades.
A discussão foi impulsionada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), na quarta-feira, 11 de fevereiro, traçando estratégias de evolução industrial.
De acordo com o Ministério dos Transportes, dos mais de 1.200 quilômetros de extensão da Transnordestina, 608 km estão em solo cearense, o que deverá beneficiar 28 municípios.
Em janeiro deste ano, foi realizada a segunda fase de testes operacionais da estrutura.
A reunião teve como foco as oportunidades geradas pela operação da Ferrovia Transnordestina.
Participaram do encontro o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, o prefeito de Maranguape, Átila Câmara, e o diretor-presidente da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), Ismael Trinks.
Também acompanharam a reunião o diretor Comercial e de Terminais da TLSA, Alex Trevisan, e o secretário de Governo de Maranguape, Paulo Neto.
Para o presidente da Fiec, a ferrovia representa um marco para o Estado.
“A Transnordestina é uma obra essencial para o futuro industrial do Ceará. Ela criará condições para a atração de novos investimentos e fortalecerá as cadeias produtivas já instaladas”, afirmou Ricardo Cavalcante.
Ele destacou ainda a importância da articulação entre as instituições envolvidas e o município de Maranguape.
Para ele, é fundamental para alinhar estratégias e garantir que o desenvolvimento econômico gerado pela ferrovia se traduza em benefícios para a indústria e para a população.
No âmbito municipal, a expectativa em torno do empreendimento é elevada, segundo o prefeito Átila Câmara.
De acordo com ele, a gestão trabalha em parceria com a TLSA para modernizar legislações e promover a desburocratização.
“A Transnordestina será uma grande oportunidade para o desenvolvimento industrial e de novos negócios no Ceará. Por onde a ferrovia passar, certamente haverá impactos positivos e geração de prosperidade”, afirmou o prefeito.
Leia mais
Já o diretor-presidente da TLSA ressaltou o papel da Fiec na mobilização do setor produtivo.
“A Transnordestina é um indutor de produção e de indústrias. Observamos a possibilidade de um crescimento industrial muito forte, totalmente sinérgico com a ferrovia”, destacou Ismael Trinks.