IPCA-15 sobe 0,21% em Fortaleza em janeiro

Prévia da inflação na Região Metropolitana de Fortaleza ficou acima da média nacional, que foi de 0,20%, segundo dados divulgados pelo IBGE

17:49 | Jan. 27, 2026

Por: Mariah Salvatore
Indicador que antecipa a inflação oficial mostra alta moderada dos preços na Região Metropolitana de Fortaleza no início de 2026 (foto: Samuel Setubal)

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,21% em janeiro na Região Metropolitana de Fortaleza, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou ligeiramente acima da média nacional, que foi de 0,20%, e reflete aumentos concentrados em despesas como saúde, alimentação e comunicação, parcialmente compensados pela queda na conta de energia elétrica.

No acumulado de 12 meses, o índice atinge 4,30% na capital cearense, enquanto o Brasil registra 4,50%, patamar superior ao observado nos 12 meses imediatamente anteriores.

Apesar do avanço moderado no mês, o comportamento dos preços foi desigual entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, o que ajuda a explicar por que algumas despesas pesaram mais no orçamento das famílias.

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Saúde, alimentação e comunicação pressionam

Entre os nove grupos analisados, Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior alta em janeiro, com variação de 0,81% e o maior impacto sobre o índice.

O resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento nos preços de artigos de higiene pessoal, planos de saúde e produtos farmacêuticos, itens de consumo recorrente no dia a dia.

Outro grupo que contribuiu para a alta foi o de Comunicação, que avançou 0,73%, puxado pelo encarecimento de aparelhos telefônicos e serviços relacionados.

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro, interrompendo uma sequência de sete meses consecutivos de queda.

No consumo dentro do domicílio, alimentos básicos como tomate, batata, frutas e carnes ficaram mais caros, enquanto itens como leite longa vida, arroz e café apresentaram recuo de preços. Fora de casa, refeições e lanches também registraram aumento.

Conta de luz ajuda a conter inflação

Na direção oposta, o grupo Habitação apresentou queda de 0,26% em janeiro, ajudando a conter o avanço do índice. O principal fator foi a redução na energia elétrica residencial, com o retorno da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional na conta de luz, após a vigência da bandeira amarela em dezembro.

Também o grupo Transportes registrou recuo no mês, de 0,13%, influenciado pela queda nos preços das passagens aéreas e de tarifas de transporte coletivo em algumas capitais, em razão de políticas de gratuidade aos domingos e feriados.

No caso de Fortaleza, porém, o cálculo do índice já incorpora o reajuste de 20% na tarifa de ônibus, em vigor desde o início de janeiro, o que ajuda a explicar o comportamento local do indicador.

O que é o IPCA-15

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial, o IPCA, que serve de referência para a política de juros e para a correção de contratos, salários e benefícios. A diferença entre os dois indicadores está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Em janeiro, os preços considerados foram coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026, e o índice reflete o custo de vida de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para 27 de fevereiro.

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