Efeito Venezuela no mercado: dólar em alta e investimentos em prata
Metal precioso foi o preferido dos investidores que buscam segurança após o ataque americano ao país de maiores reservas de petróleo da América
Os metais preciosos aceleravam alta na manhã desta segunda-feira, 5, em meio a forte busca por segurança após da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos neste fim de semana. O dólar também reagiu e teve pequeno sobressalto na abertura do pregão.
"A disposição de Trump de saquear os recursos venezuelanos sinaliza risco adicional para países que investem em ativos dos EUA", diz Joshua Mahony, da Scope Markets.
"Trump mostrou suas cartas como alguém que também poderá recorrer a ações militares contra vizinhos se considerar isso de importância estratégica", acrescentou.
Às 9h39 (de Brasília), a prata para março subia 5,07%, a US$ 74,615 por onça-troy, enquanto o paládio para o mesmo mês avançava 2,57%, a US$ 1.735,00. Já a platina para abril tinha alta de 3,37%, a US$ 2.209,10 a onça-troy. Ao mesmo tempo, o ouro para fevereiro subia 2,24%, a US$ 4.426,30 por onça-troy.
Com informações da Dow Jones Newswires
Dólar abre em alta no Brasil
O dólar abriu o pregão desta segunda-feira (5) em leve alta na comparação com o real, com investidores buscando refúgio na moeda norte-americana diante das dúvidas geradas pela operação militar dos Estados Unidos na Venezuela no fim de semana, que resultou na captura do então presidente do país, Nicolás Maduro.
"A reação inicial do mercado aos eventos extraordinários de sábado na Venezuela foi de uma busca por qualidade", disse o banco ING em um relatório. "Dada a incerteza sobre como os próximos dias vão se desenrolar, os investidores provavelmente vão preferir a liquidez do dólar", acrescentou.
Na sexta-feira, 2, o dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 1,16%, a R$ 5,4256 - menor valor de fechamento desde 15 de dezembro. Hoje, por volta das 9h20, tinha alta de 0,15%, a R$ 5,4335.
A indefinição no exterior deve deixar em segundo plano os indicadores econômicos domésticos divulgados pela manhã. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou dezembro com alta de 0,28%, após avanço de 0,28% em novembro, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IPC-S encerrou o ano com alta de 4%.
A mediana do relatório Focus para o dólar ao fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 12ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 continuou em R$ 5,50 pela 10ª leitura seguida. Para o fim de 2028, se manteve em R$ 5,52. Um mês antes, era de R$ 5,50.
Às 12h, será divulgado o índice do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial dos Estados Unidos em dezembro.