40% dos cearenses preferem almoçar em buffet de preço fixo, aponta pesquisa

A segunda modalidade preferida dos cearenses é o restaurante por quilo, com 34%

Cerca de 40% dos cearenses preferem almoçar em restaurantes de buffet com preço fixo. É o que aponta o levantamento realizado pela Pluxee, parceira em benefícios e engajamento para trabalhadores. 

Os dados foram obtidos por meio de entrevista com 4.308 usuários do benefício de vale-refeição da empresa em todo o Brasil para identificar os hábitos alimentares do trabalhador brasileiro durante o horário do almoço. 

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A segunda modalidade preferida dos cearenses é o restaurante por quilo, com 34%. No momento de montar o prato no local, 41% dos cearenses responderam que não pensam no peso dos alimentos e fazem a refeição conforme sua vontade.

Outros 50%, às vezes, evitam alimentos que pesam mais para o almoço não sair tão caro e 9% sempre abrem mão de alimentos que pesam mais. O ranking ainda mostra que 22% preferem a comida a la carte simples e 2% prato executivo.

Alberto Ippolito, gerente de marketing e produtos da Pluxee, detalha que a pesquisa demonstra a preferência dos brasileiros por estabelecimentos onde seja possível controlar o orçamento e, mesmo assim, ter uma alimentação completa.

"No Ceará, essa tendência se confirma com a escolha por restaurantes com buffet de preço fixo, que se destacam por oferecer uma variedade de opções a um custo acessível e previsível. O trabalhador opta por locais onde sabe exatamente quanto vai gastar."

Além disso, os restaurantes que oferecem refeições por quilo ou preço fixo se tornam mais atraentes para quem quer economizar, considerando que, em média, o custo de uma refeição completa no Brasil em 2024 é de R$ 51,61.

Isso representa um aumento de 10,8% em relação ao preço médio de R$ 46,60 do ano anterior, conforme revelado em um levantamento anual realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT).

Sobre as bebidas, 20% dos entrevistados cearenses escolhem tomar refrigerante durante o almoço, 34% optam por suco, 6% água comum gratuita e 3% água sem gás. Outros 37% ainda responderam não ter o hábito de consumir bebidas ao almoçar.

O café após a refeição é consumido por 8%, mesmo se houver custo. Já 23% optam pela bebida gratuita, 28% preferem tomar o café no trabalho como forma de economizar e 40% não costumam tomar café após o almoço.

Em relação à sobremesa, 60% dos cearenses entrevistados não comem sobremesa após a refeição, enquanto 6% geralmente pedem algo do cardápio ou pegam no próprio buffet.

Por outro lado, 12% consomem fruta ou salada de fruta trazidos de casa, 8% compram um doce industrializado fora do restaurante, em supermercados e docerias; 6% preferem comprar fruta e 6% geralmente compram chocolate ou paçoca no próprio restaurante.

O consumo de doces industrializados no caixa do restaurante, no momento em que paga a conta, também foi apontado pelo estudo da Pluxee.

Entre os cearenses, 50% compram esses itens pela praticidade e agilidade, pois conseguem comer enquanto voltam para o emprego. A outra metade consome pela vontade de comer doce após a refeição, mas gastando menos.

Cenário nacional

No Brasil, o cenário é de empate: a opção favorita entre aqueles que almoçam fora durante o horário comercial são os restaurantes que servem refeições por quilo ou em buffets com preço fixo. Ou seja, ambas as escolhas foram indicadas por 33% dos entrevistados cada.

De acordo com Luiz Louzada, diretor comercial da Pluxee, a conjuntura econômica exerce um impacto direto nas decisões de consumo dos trabalhadores, particularmente no que diz respeito à seleção de estabelecimentos para alimentação.

"Embora a economia esteja demonstrando sinais positivos de recuperação e a inflação apresenta uma trajetória ligeiramente decrescente em comparação com o ano anterior, ainda observamos um aumento nominal no valor da refeição média. Isso sugere que os operadores de restaurantes, apesar da pressão no setor, começaram a transferir parte do encargo dos custos crescentes de insumos para os consumidores."

De acordo com a ABBT, o prato comercial - uma refeição pré-definida com comida caseira - é a opção mais econômica em comparação às opções por quilo, executivo e a la carte.

Mesmo com o preço, em média, 27% mais alto que o prato comercial, o quilo permanece como a opção preferida durante o horário do almoço.

A flexibilidade na hora de montar o prato, controlando porções e escolhendo os alimentos de acordo com o apetite, orçamento e preferências, como a busca por uma refeição mais saudável com mais verduras e legumes, explica a popularidade dessa modalidade. Veja o preço médio de refeição por tipo de serviço:

  • Comercial: R$ 37,44
  • Autosserviço: R$ 47,87
  • Executivo: R$ 55,63
  • À la carte: R$ 96,44

Embora o preço seja um fator relevante na escolha dos estabelecimentos, aspectos relacionados à conveniência desempenham um papel ainda mais significativo na decisão. Segundo a ABBT, 51% dos trabalhadores priorizam a conveniência ao selecionar onde irão se alimentar.

"Optar por um restaurante pela sua conveniência é um comportamento típico de quem possui tempo limitado e precisa fazer uma escolha assertiva para não comprometer o cronograma do dia", afirma Louzada.

A pesquisa conduzida pela Pluxee, como um desdobramento da realizada pela ABBT e que ouviu usuários de seus cartões, ainda forneceu insights sobre a consideração do peso dos alimentos ao montar seus pratos em restaurantes por quilo.

Cerca de 46% dos entrevistados afirmaram que não levam esse fator em conta e preferem montar suas refeições de acordo com suas preferências pessoais. No entanto, 39% admitiram que ocasionalmente evitam alimentos mais pesados para manter o custo do almoço mais baixo.

Além disso, 15% dos entrevistados sempre optam por excluir alimentos mais pesados de suas refeições. Confira a preferência de refeição no horário comercial: 

  • Restaurante por quilo: 33%
  • Buffet com preço fixo: 33%
  • Comida à la carte simples: 19%
  • Comida à la carte executiva: 7%
  • Comida à la carte completa: 5%
  • Outro: 3%

Em relação às preferências de tipo de serviço, além do quilo, a pesquisa revelou que 33% dos entrevistados favorecem buffets com preço fixo.

Outros 19% mostraram preferência por refeições à la carte simples. As opções à la carte executiva e completa foram escolhidas por 7% e 5% dos entrevistados, respectivamente.

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