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Pela primeira vez, litro do etanol passa de R$ 6 no Ceará

Em Crateús, o litro do etanol é comercializado por até R$ 6,30. A maior média do Estado. Alta de 5,17% em sete dias e o equivalente a 94,2% da máxima do preço da gasolina (R$ 6,70)
17:47 | Set. 14, 2021
Autor Irna Cavalcante
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Irna Cavalcante Repórter no OPOVO
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A gasolina já não é mais o único combustível que ultrapassou a marca dos R$ 6 no Ceará. Agora até o litro do etanol, que antes era uma alternativa mais econômica, já é encontrado em postos cearenses por até R$ 6,30. Os dados são da mais recente pesquisa de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP), divulgada nesta terça-feira, 14. 

O levantamento feito em 194 postos de combustíveis do Estado, entre os dias 5 e 11 deste mês, mostra que o preço médio do etanol está em R$ 5,47. São três centavos a mais do que a média da semana imediatamente anterior.

A mínima se manteve estável no período em R$ 4,34. Porém, o preço máximo para o produto no Estado deu um salto de R$ 5,99 para R$ 6,30 em um intervalo de apenas sete dias. Alta de 5,17%.

Esse valor de R$ 6,30 foi o preço máximo do etanol encontrado nos postos em Crateús, que também tem um preço médio mais elevado que a média do Estado (R$ 5,79). Em Fortaleza, o litro do etanol tem preço médio de R$ 5,47, mas pode ser encontrado com valores entre R$ 5,17 e R$ 5,86.

Com essa disparada de preços do etanol nos postos do estado, a diferença entre a máxima do produto com a máxima da gasolina, que está em R$ 6,70, passou a ser de apenas R$ 0,40. Ou o equivalente a 94,2%. No comparativo da ANP da semana anterior, a diferença entre os dois tipos de combustíveis era de R$ 0,70 (89,2%).

Abastecer com etanol somente é mais vantajoso quando o valor for até 70% do preço da gasolina. Acima disso, para economizar, é melhor usar a gasolina. Isso ocorre porque apesar de ter um preço nominal menor, o carro precisa de mais etanol para rodar a mesma quantidade de quilômetros que faria com a gasolina.


Gasolina

Enquanto o preço do etanol segue em alta, o da gasolina deu uma leve trégua na semana encerrada no último dia 11. De acordo com levantamento da ANP, o preço médio da gasolina nos postos do estado foi de R$ 5,98. Um centavo a menos do que a média da semana imediatamente anterior.

Já o preço mínimo para o produto saiu de R$ 5,59, para R$ 5,57, enquanto a máxima baixou de R$ 6,71 para R$ 6,70 em um intervalo de tempo de sete dias.

Diesel

O diesel está com preço médio de R$ 4,91 no Ceará, mas pode ser encontrado com valores entre R$ R$ 4,66 e R$ 5,13, segundo balanço da ANP.

Na semana entre 29 de agosto e 4 de setembro, esses valores eram de R$ 4,83, na média, com R$ 4,63 de mínima e R$ 5,19 de máxima.

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Motoristas reclamam de reajustes de apps

ECONOMIA
17:08 | Set. 14, 2021
Autor Agência Estado
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O reajuste dos ganhos de motoristas anunciado pelas empresas Uber e 99 foi insuficiente, segundo eles, para compensar a alta recente de preços dos combustíveis e com a manutenção dos veículos. O movimento das plataformas veio após relatos de parceiros deixando a profissão ou negando corridas para não ficar no prejuízo.
O Estadão conversou com motoristas de apps, e a avaliação é de que a mudança foi tímida e que os ganhos foram consumidos pela inflação. Só o combustível teve alta de mais de 50% no ano. Já o reajuste das empresas nos repasses aos motoristas foi de até 35%, sendo de 10% em algumas regiões. A reportagem enviou questionamentos dos motoristas ao Uber e ao 99, mas as empresas não responderam diretamente às perguntas, ressaltando apenas os reajustes concedidos.
Para Tarcísio de Oliveira, de 42 anos, o valor repassado aos motoristas deveria subir entre 30% e 35% para recompor os custos. Ele trabalha com uma das plataformas há um ano. "Creio que não (foi suficiente o reajuste de 15% do Uber em Brasília), mas melhorou", afirma o motorista, que calcula um ganho de R$ 50 a mais, com o reajuste, a cada 500 km rodados.
No ramo há três anos, João Paulo da Silva, de 26 anos, calcula que a margem de lucro dos condutores foi reduzida em até 40% no último ano. Com a alta dos custos, Silva mudou sua forma trabalho. Passou a preferir as corridas às quintas, sextas e fins de semana, quando a demanda por motoristas é mais alta. Em suas contas, a ocupação não compensava mais em dias de semana e nos trajetos mais curtos. Para Silva, o reajuste anunciado pelas empresas não vai mudar o cenário. "Esses passageiros que continuam tentando pegar essas viagens curtas vão continuar sofrendo da mesma forma. Com certeza, não (será suficiente para trazer gente de volta). Quem saiu do aplicativo, encontrou alguma coisa melhor."
A avaliação é reforçada pelo presidente do Sindicato dos Motoristas Autônomos por Aplicativos do Distrito Federal, Marcelo Chaves. "O reajuste foi tão mínimo, pelo menos no Distrito Federal, que o motorista nem sentiu no bolso. Não resolveu muita coisa, não", diz ele.
Motoristas que atuam pela Uber e pela 99 na Grande São Paulo ressaltam que o porcentual de reajuste anunciado pelas empresas não é fixo nem vale para todas as corridas. "Eles anunciam esses reajustes de 'até' tanto porcento, ou seja, pode ser que não chegue ao valor máximo. E não vale para todas as corridas, esse reajuste vai depender do horário, do local, do tipo de corrida, do passageiro, enfim, de inúmeros fatores para que o motorista receba esse reajuste", explica Eduardo Lima de Souza, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp).
"Só neste ano, o combustível teve aumento de mais de 50%. Então, ainda está defasado esse reajuste, o motorista ainda sai perdendo", acrescenta Souza. "Todo e qualquer reajuste ou aumento para uma categoria é sempre bem-vindo, mas esse em questão é insuficiente", diz.
Para Souza, as parcerias com os postos de combustível firmadas pelos aplicativos também não ajudam - o Uber firmou parceria que envolve cashback para os motoristas com o posto Ipiranga, enquanto a 99 se juntou à rede Shell. "Essas parcerias são com as bandeiras que têm o combustível mais caro. É possível encontrar bandeiras com o valor da gasolina mais barato", diz.
Rosemar Pereira, de 48 anos, que trabalha como motorista dos dois aplicativos, disse que os reajustes anunciados são "conversa fiada". "Se for dar um aumento, que dê um aumento igual em todas as corridas, um aumento fixo, um aumento real. Precisamos de uma tarifa digna, para que possamos trabalhar tranquilamente e arcar com as nossas despesas", diz.
Procurado, o Uber afirmou que, "com o aumento constante dos combustíveis", tem "intensificado seus esforços para ajudar os motoristas parceiros a reduzirem seus gastos, com parcerias que oferecem desconto em combustíveis, por exemplo, assim como tem feito uma revisão e reajustado os ganhos dos motoristas parceiros em diversas cidades". Já a 99 disse que os novos valores levam em consideração "o impacto negativo do aumento dos combustíveis sobre a categoria, considerando a manutenção do equilíbrio da plataforma". "O objetivo é continuar oferecendo uma fonte de ganho para os motoristas parceiros e um meio de transporte financeiramente viável, seguro e eficiente para a população."
Corrida cancelada se torna uma rotina
Passageiros que usam aplicativos de motorista particular relatam alta no preço e dificuldade para achar um motorista. Coordenador de mobilidade urbana do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Calabria, atribui os problemas ao preço "irreal" e "surpreendentemente baixo" que as plataformas praticam no Brasil - o que leva à má qualidade dos serviços.
"Ter vários cancelamentos dos motoristas se tornou rotina", diz a analista de redes sociais Camila Nishimoto, 25 anos, que costuma usar o Uber para se deslocar na Grande São Paulo. O preço também mudou. Em Brasília, a passageira Regina Picoli sentiu a diferença. Ela lembra que, em agosto, uma viagem do aeroporto de Brasília até sua casa custou cerca de R$ 30. Ontem, o preço cobrado foi de R$ 40. "Vi que aumentou bastante", diz.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Presidente da Petrobras segue Bolsonaro e diz que ICMS eleva combustíveis

ECONOMIA
16:44 | Set. 14, 2021
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Com um discurso totalmente alinhado ao do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, jogou para os governadores a responsabilidade pela escalada dos preços dos combustíveis no País. Disse que a estatal deve ser vista com orgulho, afirmou que tem se esforçado em diversas áreas para colaborar com o Brasil, e negou que repasse as elevações vistas no mercado internacional de forma automática. Enquanto o general falava para deputados, em um evento privado o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, avaliava que a petroleira brasileira repassa os preços de forma muito mais rápida do que se vê em outros países, para justificar a alta dos juros.

 


A participação de Silva e Luna no Congresso foi requisitada pelo deputado Danilo Forte (PSDB-CE). Inicialmente, ele seria ouvido pela Comissão de Minas Energia, mas sua presença ganhou mais relevância depois que a audiência foi transferida para o plenário pelo presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). A expectativa em torno das declarações do presidente da Petrobras cresceu ainda mais depois que Lira usou as redes sociais, na noite de ontem, para criticar a gestão da estatal.

"Tudo caro: gasolina, diesel, gás de cozinha. O que a Petrobras tem a ver com isso? Amanhã hoje, a partir das 9h, o plenário vira Comissão Geral para questionar o peso dos preços da empresa no bolso de todos nós. A Petrobras deve ser lembrada: os brasileiros são seus acionistas", escreveu o presidente da Câmara. A mensagem de Lira causou forte reação negativa nos papéis da companhia em Nova York, que chegaram a ceder 2%, pois os negócios brasileiros já haviam encerrado as atividades. Apesar de o mercado avaliar bem as posições de Silva e Luna hoje, as ações da empresa seguem em baixa de 0,99%.

Com o alerta feito na véspera, o interesse por possíveis recados de Lira virou o foco das atenções. Na abertura, no entanto, o presidente da Câmara limitou-se a usar seu tempo de fala para descrever como seria o rito da sessão. Em cerca de metade do tempo da audiência, que durou cinco horas, ele se retirou do local e não voltou mais. Segundo fontes, o presidente da Câmara se dirigiu a sua residência oficial para se encontrar com líderes.

No plenário, o presidente da Petrobras manteve o tom firme, mesmo escutando críticas tanto de parlamentares da oposição quanto da base aliada e argumentou que a alta dos preços dos combustíveis é fruto de uma "série de incidências de impostos". "A Petrobras não passa a volatilidade momentânea do preço internacional do petróleo", garantiu.

Mais do que tentar passar a ideia de que a estatal não tem relação com o aumento dos preços, um dos seus principais pontos foi sobre a "limpeza" da companhia, que no passado se envolveu em várias denúncias de corrupção. "Quando há flutuação dos preços, não quer dizer que a Petrobras teve alguma atuação sobre o preço", disse. Segundo o presidente da estatal, a parte da composição do valor que corresponde à estatal é de aproximadamente R$ 2,00 considerando um preço na bomba de R$ 6,00. "O que impacta é o ICMS, e outros impostos federais, como PIS e Cofins", alegou.

Silva e Luna também foi cobrado sobre atuações da estatal para combater a crise hídrica, que vem se transformando em crise energética, por meio de outras formas de geração de energia. Para ele, o problema ainda deverá se arrastar "até outubro ou novembro" e pediu para que a solução para a turbulência fosse encontrada de forma conjunta pelos agentes de mercado. O principal papel da Petrobras, de acordo com o general, é dar lucro para o País. Com isso, pelo seu raciocínio, há recursos excedentes para o governo, que pode canalizá-los para as áreas que mais necessitam.

Além disso, citou o esforço da companhia para manter o abastecimento. "O combustível mais caro do mundo é aquele que não existe. Por isso, nosso esforço é para não faltar combustível, por isso importamos e ampliamos nossa capacidade de navios", afirmou. Ele afastou a possibilidade de haver um tabelamento no País, alegando que isso inibe investimentos e afirmou, inclusive, que não há qualquer aversão na companhia para justamente investir, apesar das empreitadas recentes de venda de plantas e refinarias.

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Leilão de pré-sal é lançado e está previsto para novembro

Economia
14:48 | Set. 14, 2021
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A Pré-Sal Petróleo (PPSA), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia, lançou nesta terça-feira, 14, o pré-edital do 3º Leilão de Petróleo da União, previsto para o dia 26 de novembro, na B3, em São Paulo.

Serão comercializados cerca de 55 milhões de barris de petróleo dos quatro contratos de partilha com excedentes de petróleo da União, que são os campos de Búzios, Sapinhoá e Tupi e a Área de Desenvolvimento de Mero. No total, o Brasil tem 17 contratos em vigor no regime de partilha.

As cargas estarão disponíveis para embarque entre 2022 e 2026. Manifestações em relação ao pré-edital devem ser encaminhadas até o próximo dia 28 para o e-mail [email protected] A versão final do edital será divulgada no dia 26 de outubro.

O diretor de Administração, Finanças e Comercialização da PPSA, Samir Awad, disse que os mercados de petróleo e de câmbio são muito complicados para se dar uma visão de longo prazo. Mesmo  assim, estimou que, em números de hoje, o leilão renderia à União algo acima de R$ 10 bilhões para os próximos três anos. “É uma estimativa, realmente, que amanhã vou dar uma outra. Depende muito, também, do sucesso do leilão. Se acabar com contratos de mais curto prazo, eventualmente, o número vai ser menor””, disse Awad.

O diretor explicou que a quantidade de barris de petróleo prevista para oferta no leilão vai depender de quanto será a participação do Governo Federal depois da recuperação dos custos nos contratos de partilha. “A esse número irá se somar a incerteza do próprio preço do petróleo e do valor do câmbio, quando a gente for monetizar cada carga”, disse.

Lotes

As cargas serão leiloadas em quatro lotes, sendo um para cada campo produtor, com contratos de 24, 36 ou 60 meses, dependendo do lote. A maior carga a ser comercializada é da Área de Desenvolvimento de Mero. O comprador poderá adquirir um lote de 43,4 milhões de barris em 36 meses, ou de 19,8 milhões, em 24 meses. Já os lotes do excedente da Cessão Onerosa de Búzios e dos campos de Tupi e Sapinhoá serão oferecidos em 60 e 36 meses. Como os volumes são estimativas da futura parcela de petróleo da União nesses campos, incluindo as incertezas inerentes ao processo, o comprador ao arrematar um lote terá disponível toda a carga nomeada no período, mesmo que ela seja maior ou menor que o volume estipulado no edital, informou a PPSA.

O leilão será presencial e poderá ser realizado em até três etapas. Na primeira, serão oferecidos lotes de maior prazo para cada campo, sendo vencedor quem oferecer o maior ágio sobre o Preço de Referência (PR) fixado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) para o respectivo petróleo. Caso algum lote não seja arrematado, será realizada uma nova etapa, com a reabertura do referido lote para contrato de menor prazo. Da mesma forma, vencerá quem ofertar o maior ágio sobre o PR. Se ainda assim não houver interessados, terá início a fase da repescagem. Nessa etapa, o lote será reapresentado pelo menor prazo e o vencedor será aquele que oferecer a menor oferta de deságio em relação ao PR, que a Pré-Sal Petróleo poderá aceitar ou não.

Vendas spot

Samir Awad informou que a mesma estratégia já tinha sido adotada no segundo leilão de petróleo, em 2018, quando houve contratos com prazos diferentes. “Na primeira fase, tanto para maior como menor prazo, a gente espera algum ágio em relação ao Preço de Referência da ANP. Mas se, por acaso, isso não acontecer, teremos a derradeira etapa, onde será ofertado o menor deságio e onde nós temos uma condição que a PPSA poderá não aceitar a melhor oferta, a depender do tamanho do deságio”, disse.

O diretor de Administração, Finanças e Comercialização da PPSA disse que caso a empresa não aceite a oferta de melhor deságio, terá de pensar “em um plano B, como já fizemos no passado”.

Vendas spot são uma alternativa “para termos alguma musculatura para contemporizar uma oferta muito deprimida”. O mecanismo já foi adotado anteriormente pela PPSA. Esse tipo de venda se refere a negócios com pagamentos à vista e pronta entrega de mercadorias.

Samir Awad admitiu que pensar em vender sempre spot não é um cenário muito atraente, embora constitua uma opção que pode ser exercida no primeiro ano, “principalmente em 2022, quando a produção ainda não será tão crescente, mas em 2023 o cenário já começa a ficar mais difícil para a gente manter essa alternativa de vendas spot para todos os contratos”. 

O diretor assegurou que não acredita nesse cenário. “Acho que a gente consegue ter uma colocação de contratos de longo prazo que visa garantir maior previsibilidade de entrada de recursos para a União”.

Participantes

Poderão participar do leilão, de forma individual, empresas brasileiras produtoras e exportadoras de petróleo e membros de consórcio de contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural no pré-sal ou empresas brasileiras de refino. Empresas de logística, nacionais ou estrangeiras, só poderão participar em consórcio formado com empresas petroleiras ou de refino, cuja liderança seja exercida por empresa brasileira.

As datas de homologação do resultado do leilão e de assinatura dos contratos serão definidas pela diretoria da PPSA. O pré-edital do leilão pode ser acessado no site da Pré-Sal Petróleo.

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Deputado critica Guedes e diz que Estados têm de ser recompensados por ICMS menor

ECONOMIA
14:18 | Set. 14, 2021
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O deputado José Melto (Podemos-GO) criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que há um jogo de empurra-empurra entre o presidente da República e governadores em meio à escalada da alta dos preços dos combustíveis. Ele falou durante debate que ocorre sobre a situação da operação das termelétricas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à Petrobras no plenário da Câmara, com presença do presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna.
"O principal agente não está aqui, que é o Paulo Guedes", disse o deputado, afirmando que o ministro é o responsável pela política cambial.
Na verdade, quem é responsável por atuações no câmbio é o Banco Central, mas a autoridade monetária sempre alerta que suas intervenções estão ligadas à questões de ajustes de mercado, e não busca uma cotação específica.
O deputado, que defendeu a quebrar do monopólio da estatal, disse que a Petrobras virou uma "Geni". "É uma empresa dos acionistas internacionais e nacionais. Quem tem dinheiro aplica, mas quem paga a conta é o povo sofrido brasileiro", declarou.
Melto também disse que o "jogo de empurra" não pode continuar. "Temos que baixar o ICMS?", questionou, respondendo que sim, mas que uma queda drástica do imposto deveria vir acompanhada de uma recompensa para que os Estados tenham como pagar professores e abastecer viaturas policiais.
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) também fez críticas ao chamado "Centrão". "Como disse uma jornalista, o Centrão vai ao velório pega na alça do caixão, mas na hora de se jogar junto para ser enterrado ele tem capacidade política para saber que isso vai levar à morte. Ele sabe que o que acontece hoje com a Petrobras é altamente impopular porque incide na renda da família brasileira."
O deputado também lembrou que, durante a campanha, o então candidato Jair Bolsonaro disse que o preço do gás não passaria de R$ 30, e que o da gasolina não seria superior a R$ 2,50. "General Luna, Bolsonaro é diretamente responsável por isso, e o senhor é co-responsável pela política que gera alto rendimento para os senhores, mas fome para milhares de brasileiros."
Glauber Braga anunciou ainda que dia 25 de setembro 2 de outubro vai ter "uma grande movimentação de atos públicos muito maiores do que em 7 de Setembro, para a derrubada do governo Bolsonaro".

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Preço dos combustíveis: dólar forte torna todas as commodities mais caras, diz presidente da Petrobras

ECONOMIA
13:57 | Set. 14, 2021
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Depois de ouvir muitas críticas sobre a alta dos preços dos combustíveis, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, salientou que o dólar forte torna todas as commodities mais caras.

Ele também disse que cumprirá as regras que estiverem estabelecidas durante debate que ocorre sobre a situação da operação das termelétricas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à empresa no plenário da Câmara.

"Repassamos aumentos estruturais, não os conjunturais, para reduzir volatilidade", argumentou.

Respondendo ao questionamento de um parlamentar, o general disse que a estatal compensou a queda de entrega de gás para o Nordeste com diesel e comentou que a Petrobras saiu da Operação Lava Jato "sozinha" e passou a ser empresa sólida.

Sobre campanha publicitária, ele disse que a decisão foi tomada para esclarecer à sociedade o que cabe à empresa na formação de preço dos combustíveis. "Não é provocação", garantiu.

Reservas em riqueza

O presidente da Petrobras disse também ter pressa de que as reservas brasileiras se transformem em riqueza. "Vamos produzir cada vez mais", previu.

Segundo o general, a estatal teve momento difícil, mas já saiu dessa fase e, direto aos brasileiros afirmou: "orgulhe-se da Petrobras".

Comentou também que os uniformes da companhia emprestam uma espécie de "elegância moral" a todos que têm orgulho de vesti-los. "O que importa para o Brasil, importa para a Petrobras", disse.

Silva e Luna salientou ainda que duas vendas de refinarias foram frustradas, mas que a empreitada será retomada. Além disso, destacou que outras quatro estão em curso.

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