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Preço dos combustíveis: dólar forte torna todas as commodities mais caras, diz presidente da Petrobras

Ele também disse que cumprirá as regras que estiverem estabelecidas durante debate que ocorre sobre a situação da operação das termelétricas
13:57 | Set. 14, 2021
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Depois de ouvir muitas críticas sobre a alta dos preços dos combustíveis, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, salientou que o dólar forte torna todas as commodities mais caras.

Ele também disse que cumprirá as regras que estiverem estabelecidas durante debate que ocorre sobre a situação da operação das termelétricas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à empresa no plenário da Câmara.

"Repassamos aumentos estruturais, não os conjunturais, para reduzir volatilidade", argumentou.

Respondendo ao questionamento de um parlamentar, o general disse que a estatal compensou a queda de entrega de gás para o Nordeste com diesel e comentou que a Petrobras saiu da Operação Lava Jato "sozinha" e passou a ser empresa sólida.

Sobre campanha publicitária, ele disse que a decisão foi tomada para esclarecer à sociedade o que cabe à empresa na formação de preço dos combustíveis. "Não é provocação", garantiu.

Reservas em riqueza

O presidente da Petrobras disse também ter pressa de que as reservas brasileiras se transformem em riqueza. "Vamos produzir cada vez mais", previu.

Segundo o general, a estatal teve momento difícil, mas já saiu dessa fase e, direto aos brasileiros afirmou: "orgulhe-se da Petrobras".

Comentou também que os uniformes da companhia emprestam uma espécie de "elegância moral" a todos que têm orgulho de vesti-los. "O que importa para o Brasil, importa para a Petrobras", disse.

Silva e Luna salientou ainda que duas vendas de refinarias foram frustradas, mas que a empreitada será retomada. Além disso, destacou que outras quatro estão em curso.

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Deputado critica Guedes e diz que Estados têm de ser recompensados por ICMS menor

ECONOMIA
14:18 | Set. 14, 2021
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O deputado José Melto (Podemos-GO) criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que há um jogo de empurra-empurra entre o presidente da República e governadores em meio à escalada da alta dos preços dos combustíveis. Ele falou durante debate que ocorre sobre a situação da operação das termelétricas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à Petrobras no plenário da Câmara, com presença do presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna.
"O principal agente não está aqui, que é o Paulo Guedes", disse o deputado, afirmando que o ministro é o responsável pela política cambial.
Na verdade, quem é responsável por atuações no câmbio é o Banco Central, mas a autoridade monetária sempre alerta que suas intervenções estão ligadas à questões de ajustes de mercado, e não busca uma cotação específica.
O deputado, que defendeu a quebrar do monopólio da estatal, disse que a Petrobras virou uma "Geni". "É uma empresa dos acionistas internacionais e nacionais. Quem tem dinheiro aplica, mas quem paga a conta é o povo sofrido brasileiro", declarou.
Melto também disse que o "jogo de empurra" não pode continuar. "Temos que baixar o ICMS?", questionou, respondendo que sim, mas que uma queda drástica do imposto deveria vir acompanhada de uma recompensa para que os Estados tenham como pagar professores e abastecer viaturas policiais.
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) também fez críticas ao chamado "Centrão". "Como disse uma jornalista, o Centrão vai ao velório pega na alça do caixão, mas na hora de se jogar junto para ser enterrado ele tem capacidade política para saber que isso vai levar à morte. Ele sabe que o que acontece hoje com a Petrobras é altamente impopular porque incide na renda da família brasileira."
O deputado também lembrou que, durante a campanha, o então candidato Jair Bolsonaro disse que o preço do gás não passaria de R$ 30, e que o da gasolina não seria superior a R$ 2,50. "General Luna, Bolsonaro é diretamente responsável por isso, e o senhor é co-responsável pela política que gera alto rendimento para os senhores, mas fome para milhares de brasileiros."
Glauber Braga anunciou ainda que dia 25 de setembro 2 de outubro vai ter "uma grande movimentação de atos públicos muito maiores do que em 7 de Setembro, para a derrubada do governo Bolsonaro".

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Crise hídrica se arrasta e deve perdurar até novembro, diz Silva e Luna

ECONOMIA
13:42 | Set. 14, 2021
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O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse nesta terça-feira, 14, que a crise hídrica, com a consequência de uma crise energética, já se arrasta "há algum tempo" e deve perdurar até novembro. "Estamos necessitando de várias mãos para encontrar um caminho", afirmou durante debate que ocorre no plenário da Câmara dos Deputados.
Ele destacou que a companhia ampliou a capacidade instalada e de entrega de gás de 2 GW para 8 GW. "Nosso comprometimento é com a situação que vivemos nesse momento", afirmou, repetindo que a estatal é controlada por vários setores.
O general comentou há um contrato com a térmica de Linhares (ES) até 2025 e que a Petrobras vai cumprir com o fornecimento o gás.
Ele disse que a térmica Norte Fluminense tinha problema, mas voltou a funcionar de forma plena hoje, que a Térmica Santa Cruz está em manutenção programada, mas que volta a operar em 30 de setembro, e que a companhia atende hoje quase toda a demanda de gás no Nordeste.
O presidente da Petrobrs também previu que, em outubro, estará com operações em 100%, além de citar a situação da produção em vários outros Estados questionados pelos parlamentares.

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Petrobras tem forte governança para evitar qualquer desvio

Economia
13:42 | Set. 14, 2021
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O presidente da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, defendeu hoje (14) a atuação na empresa na política de preço de combustíveis. Durante debate no plenário da Câmara dos Deputados, Silva e Luna disse que a empresa atua para não repassar a "volatilidade momentânea" dos preços internacionais do petróleo para o valor dos combustíveis no Brasil.

Segundo o presidente da empresa, durante o processo de reajuste nos combustíveis, a Petrobras verifica se o aumento se deve a questões estruturais, de longo prazo, ou conjunturais, de curto prazo.

"O que é conjuntural, ela absorve e procura entender ao máximo possível essa lógica de mercado", disse Silva e Luna durante comissão geral da Câmara para debater o preço dos combustíveis das usinas termelétricas.

Gás natural

De acordo com Silva e Luna, a empresa tem uma rigorosa governança corporativa, estando submetida a diferentes órgãos reguladores e de mercado. Silva e Luna disse que desde o início da crise energética, a empresa tem atuado para aumentar a oferta de gás natural no país.

O presidente da Petrobras disse que, dos 14,882 megawatts gerados no país por usinas termelétricas movidas a gás natural, a empresa é responsável, por cerca de 5,6 megawatts.

“Temos uma rigorosa governança: não tem espaço para aventura na empresa. A Petrobras triplicou a entrega de gás para operação das termoelétricas nos últimos 12 meses e contribui para este momento de crise energética”, afirmou.

Combustíveis

Silva e Luna disse ainda que o interesse da Petrobras é o Brasil e que, parte do preço da gasolina está relacionado à cobertura de custos com produção, investimentos e juros da dívida e outra parte vai pagamento de impostos.

“Petrobras atua para não repassar preço internacional. Faz investimentos selecionados e tem uma forte governança para evitar qualquer desvio".

Silva e Luna disse ainda que do preço médio de R$ 6 reais na gasolina, a Petrobras é responsável por cerca de R$ 2 e que o tributo que mais impacta no preço é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados.

O presidente da Comissão de Minas e Energia (CME), Édio Lopes (PL-RR), disse que o colegiado tem acompanhado o desenrolar da crise energética e que não compartilha uma visão “tão otimista” quanto a do governo.

Lopes citou, além da alta dos combustíveis, o baixa no nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do Centro-Oeste e Sudeste e o aumento na utilização das usinas termelétricas mais caras.

O deputado citou ainda o preço do gás de cozinha, do óleo diesel e da gasolina e disse que é simplista atribuir ao ICMS a culpa pela alta dos combustíveis.

“Seria por demais simplista queremos atribuir o elevado preço de combustíveis no Brasil apenas passando a responsabilidade no ICMS que é tributo de fundamental importância para os estados. Em 2001, a gasolina custava R$ 2,90 e a carga tributária era a mesma dos dias atuais. Que a carga tributária, no caso o ICMS, pesa no resultado final do combustível é verdade, mas é simplista dizer que a causa é só essa”, criticou.

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Preço médio do etanol sobe em 14 Estados e no DF, cai em 11 e fica estável no AP

ECONOMIA
12:52 | Set. 14, 2021
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Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 Estados e no Distrito Federal na semana entre 5 e 11 de setembro, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Em outros 11 Estados os preços recuaram e, no Amapá, ficaram estáveis.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol subiu 0,91% na semana ante a anterior, de R$ 4,611 para R$ 4,653 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do hidratado ficou em R$ 4,434 o litro, queda de 15,27% ante a semana anterior.
O preço mínimo registrado nesta semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,899 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 4,434, foi registrado também em São Paulo.
O preço máximo, de R$ 6,999 o litro, foi verificado em um posto do Rio Grande do Sul. O maior preço médio estadual também foi o do Rio Grande do Sul, de R$ 6,036.
Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País subiu 7,24%. O Estado com maior alta no período foi Mato Grosso, onde o litro subiu 12,98% no mês.
Na apuração semanal, a maior alta de preço foi observada em Sergipe, com avanço de 25,97%, para R$ 5,530 o litro.

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Nem toda mudança de preço de combustível tem relação com Petrobras, diz presidente da estatal

ECONOMIA
12:18 | Set. 14, 2021
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O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse nesta terça-feira, 14, que nem todas as alterações de preços de combustíveis têm relação direta com atuações da estatal. "Quando há flutuação dos preços, não quer dizer que a Petrobras teve alguma atuação sobre o preço", afirmou, durante um debate sobre a situação da operação das usinas térmicas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à empresa no plenário da Câmara dos Deputados.

 

Segundo ele, a parte que corresponde à estatal é de aproximadamente R$ 2, considerando um preço de R$ 6. "O que impacta é o ICMS e outros impostos federais, como PIS e Cofins", comentou.

No governo Michel Temer, a Petrobras alterou a sua política de preços de combustíveis para seguir a paridade com o mercado internacional. Ou seja, os preços de venda dos combustíveis praticados pela estatal passaram a seguir o valor do petróleo no mercado internacional e a variação cambial. Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil.

A formação do preço dos combustíveis é composta pelo preço cobrado pela Petrobras nas refinarias (a maior margem), mais tributos federais (PIS/Pasep, Cofins e Cide) e estadual (ICMS), além do custo de distribuição e revenda. Há ainda o custo do etanol anidro na gasolina, e o diesel tem a incidência do biodiesel.

Bolsonaro já reclamou publicamente da alta dos preços e tirou Roberto Castelo Branco do comando da estatal no início deste ano. Ele foi substituído por Silva e Luna.

Em algumas cidades do País, o preço do litro da gasolina já passa dos R$ 7 - e se transformou num dos vilões da inflação deste ano, responsável por afetar duramente o orçamento das famílias brasileiras.

Os preços cobrados nas bombas viraram motivo de embate entre o presidente e os governadores. Bolsonaro tem cobrado publicamente que os estados reduzam o ICMS, imposto estadual, para que, dessa forma, os preços da gasolina e do diesel recuem.

Na noite de segunda-feira, 13, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou a gestão da Petrobras, causando forte reação nos papéis da petroleira em Nova York. A mensagem foi publicada no Twitter após a Casa confirmar que o presidente da estatal participaria do debate. "Tudo caro: gasolina, diesel, gás de cozinha. O que a Petrobras tem a ver com isso? Amanhã [hoje], a partir das 9h, o plenário vira Comissão Geral para questionar o peso dos preços da empresa no bolso de todos nós. A Petrobras deve ser lembrada: os brasileiros são seus acionistas", escreveu o presidente da Câmara.

Após as declarações do presidente da Câmara, o ADR da Petrobras em Nova York mergulhou mais de 2% na sessão estendida. Depois de certa oscilação, o papel encerrou o pregão extra da segunda-feira em US$ 10,19, baixa de 1,16%.

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