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Economia
NOTÍCIA

Em meio à incerteza da greve dos caminhoneiros no Ceará, movimento nas Ceasas é considerado "calmo"

O analista de Mercado das Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) frisou que caso de fato tenha greve em outros estados, com bloqueios, o Estado deve ser afetado a partir desta quinta-feira, 4, principalmente se tiver restrições grandes na Bahia e em Minas Gerais

Alan Magno
09:00 | 01/02/2021
Movimentação na Ceasa é considerada tranquila apesar da convocação nacional de greve dos caminhoneiros  (Foto: FCO FONTENELE)
Movimentação na Ceasa é considerada tranquila apesar da convocação nacional de greve dos caminhoneiros (Foto: FCO FONTENELE)

Com a convocação de greve dos caminhoneiros permeada por divergências entre as entidades do setor, as Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa) de Maracanaú, Barbalha e Tianguá iniciaram, nesta segunda-feira, 1º, em ritmo “calmo”. O prognóstico da movimentação de entregas e despachos de mercadorias nos locais foi repassado ao O POVO por Odálio Girão, analista de Mercado da Ceasa.

“Por aqui ainda não teve reflexo da greve, vai demorar para sentirmos algo”, descreveu. Ele garante ainda que, por parte da Ceasa, a julgar pela movimentação desta segunda-feira, não há qualquer expectativa de que a paralisação de fato ocorra no Estado. O analista de Mercado frisa ainda que o ânimo por parte dos estabelecimentos locais é “tranquilo”, não havendo “alvoroço por parte dos comerciantes, muito menos elevação de preços neste primeiro momento”, detalhou.

Na última quinta-feira, 28, após anúncio de paralisação por entidades nacionais, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos no Ceará (Sindicam-CE) frisou que não iria aderir à greve. Apesar disto, o Ceará ainda pode sofrer impacto caso ocorra bloqueios e grande adesão de caminhoneiros de outros estados.

“Caso de fato tenha greve em outros estados, com bloqueios, a gente deve sentir isso a partir desta quinta-feira, 4, principalmente se tiver restrições grandes na Bahia e em Minas Gerais”, explicou Odálio.



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Mesmo com a incerteza, o analista de Mercado avalia que o Ceará possui estoque de boa parte dos alimentos de origem agrícola, com exceção de itens como cebola, laranja, batata inglesa, maçã, pera e uva. Ele estima que, somado aos estoques das empresas locais, bem como o armazenado nas Ceasas, exista o suficiente para atender a demanda do Estado por um período de 15 a 20 dias.