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Economia
NOTÍCIA

Greve dos caminhoneiros com adesão no Ceará está confirmada para o próximo dia 1º, diz ANTB

De acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, entre 200 a 300 mil devem aderir ao movimento já no primeiro dia. Inclusive, no Estado

Irna Cavalcante
16:25 | 28/01/2021
Caminhoneiros falam em paralisação maior que a de 2018 (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Caminhoneiros falam em paralisação maior que a de 2018 (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

A categoria dos caminhoneiros autônomos deve parar a partir da próxima segunda-feira, dia 1º de fevereiro. De acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a mobilização já está confirmada em pelo menos oito estados, incluindo o Ceará. Os sucessivos aumentos no preço do diesel, o mais recente deles da ordem de 4,4%, e a demora no julgamento de constitucionalidade da lei do piso mínimo do frete pelo Supremo Tribunal Federal (STF) estão entre os principais pontos de reivindicação.

“Já está tudo protocolado em todos os órgãos. O piso mínimo do frete e a questão do preço do combustível são duas coisas que não temos como abrir mão. O Governo precisa fazer alguma coisa, porque a Petrobras não pode continuar com essa política de preços internacionais que muda o tempo todo”, afirmou José Roberto.

Segundo ele, a estimativa é de que entre 200 a 300 mil caminhoneiros participem da mobilização no primeiro dia. E, assim como na greve de 2018, serão montados bloqueios em rodovias para interromper o fluxo do transporte de cargas pelo País. “Bloqueio vai ter, mas o que temos instruído é que seja resguardado o direito de ir e vir de carros de passeio, ônibus, transportes hospitalares. Somente serão retidos caminhões de carga”.

Também ressalta que a demora no julgamento pelo STF da lei do piso mínimo já provocou, desde a última greve, uma defasagem da ordem de 20% no preço do frete. “Esta lei é importante para nós porque lá tem um gatilho que diz que a cada vez que o preço do diesel subisse ou descesse acima de 10%, haveria reajuste. Porém, o piso nunca funcionou e a última vez que deram aumento foi de 2,5%. Enquanto isso, os nossos custos subiram muito mais, insumos como óleo lubrificante aumentaram mais de 100%”.