OVNIs em Quixadá: relato de Rachel de Queiroz e outros casos

ETs no Ceará: o que Rachel de Queiroz e outros cearenses viram no céu Quixadá?

Histórias sobre visitas de ETs percorrem há muitos anos em Quixadá, local onde Rachel de Queiroz afirma ter visto um Ovni; veja relatos e saiba mais da cidade ufóloga

Entre o céu estrelado de Quixadá, município do Ceará, um Óvni (Objeto Voador Não Identificado) foi avistado nos anos 1960. Até os dias de hoje, moradores comentam sobre o caso e relatam outras aparições.

Rachel de Queiroz foi colunista do O Cruzeiro por quase duas décadas, mas em 13 de maio de 1960 publicou um texto diferente do costumeiro. O título era “Objeto voador não identificado”, em caixa alta.

A escritora avistara um Óvni enquanto passava suas férias em Quixadá, sertão do Ceará. A cidade, conhecida por suas formações rochosas, é palco de fenômenos ufológicos e místicos há décadas. Saiba mais sobre as aparições cearenses:

O que Rachel de Queiroz viu no céu?

Há 60 anos, Rachel de Queiroz iniciava o texto de sua coluna no O Cruzeiro explicando que não faria uma crônica como as de todo dia, mas queria apenas compartilhar um depoimento. A cearense endossa que não diria nada além da verdade em cada linha seguinte.

Raquel estava em sua fazenda “Não me Deixe”, no distrito de Daniel de Queiroz. Por volta de “seis e meia da tarde”, enquanto estava na cozinha, a escritora ouviu um grito de seu marido a chamando para o lado de fora da casa.

Ele estava no alpendre junto de alguns homens, todos olhando para cima. O céu estava escuro e estrelado, como de costume, mas uma luz alaranjada brilhava mais ao norte, causando estranhamento.

“Bola envoada, feito uma lua, e no meio dela uma luz forte, uma espécie de núcleo, que aumentava e diminuía, correndo sempre na horizontal, e o poente ao nascente”, descreveu.

A candeia brilhava de maneira alternada, com seus raios em vários formatos. Ora muito forte, irradiada como “estrelas de Natal”; ora quase apagada. O objeto não identificado, como foi chamado pela escritora, sumiu bruscamente às 18h45min e não retornou.

Quem mais viu?

“Pelo menos umas vinte pessoas estavam conosco, no terreiro da fazenda, e todas viram o que nós vimos. E que moram a alguns quilômetros de distância, nos vêm contar a mesma coisa”, escreveu Raquel em seu texto para O Cruzeiro.

Ela registra que alguns contaram já ter visto aquele mesmo objeto não identificado, descrito como “bola envoada”, outras vezes. Segundo os relatos registrados pela mesma, esse corpo luminoso aparece no céu de Quixadá em janeiro e maio.

Aparições extraterrestres em Quixadá

João Macedo, de 19 anos, conta ao O POVO que crescer ouvindo histórias sobre fenômenos inexplicáveis é uma experiência comum para quem vive em Quixadá e arredores. Nascido no Sertão, mas hoje residente em Fortaleza, o jovem relata: vários parentes já avistaram objetos estranhos no céu.

A guardiã dessas memórias é sua avó, Aurilene do Nascimento Lima, de 56 anos, que narra os episódios com a naturalidade de uma conversa de fim de tarde. Nos relatos, as descrições mais frequentes envolvem luzes fortes e oscilantes, objetos circulares semelhantes a naves e formas nebulosas.

Um dos episódios marcantes envolve um primo de Aurilene. Durante um passeio de carroça, ele e seus acompanhantes foram surpreendidos por uma luz intensa sobre suas cabeças. Tomados pelo medo, se esconderam sob o veículo e rezaram até que o fenômeno passasse.

Embora não relatem abduções, outras histórias são mais drásticas. Uma delas narra o caso de um homem que viu seu jumento ser levado por uma luz ofuscante; “ele conseguiu escapar, mas adoeceu e passou muito tempo doente e acamado”, conta Aurilene.

Essa narrativa se assemelha ao famoso “Caso Barroso”, um dos pilares da ufologia local que, junto aos relatos de Raquel, inspirou o filme Área Q (2011). No dia 3 de abril de 1976, o agricultor Luiz Barroso Fernandes foi atingido por um feixe de luz disparado por um objeto que parecia um avião silencioso.

Segundo a família, após o contato de abdução, Luiz sofreu regressão mental e alterações físicas, como o avermelhamento da pele.

Astroturismo na cidade

Aurilene, avó de João, conta que Quixadá passou a ficar conhecida após a coluna de Raquel de Queiroz sobre o Objeto Não Identificado que avistou no céu da cidade e o Caso Barroso. Uma parcela das visitas à Quixadá se dá pelo seu astroturismo.

Existe na cidade um local com várias formações rochosas; uma delas possui o formato de uma cabeça de extraterrestre, na Caverna dos Ventos. Hoje, é uma das atrações da “Trilha da Pedra do ET”, um percurso famoso entre os amantes de histórias místicas e da teoria da vida além da Terra.

Além das histórias sobre “alienígenas”, o Sertão Central possui um céu propício para a observação de estrelas. A Nebulosa de Órion e as Plêiades podem ser vistas pelos telescópios disponíveis no Observatório Astronômico Estrela do Sul.

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