Conheça Forest City, cidade-fantasma de R$ 500 bilhões que ninguém quer morar

Apenas 15% do empreendimento está concluído, e as estimativas a área ocupada não chegue a 2% do total da cidade planejada; Confira

Forest City, uma cidade planejada, que custou US$ 100 bilhões, cerca de R$ 500 bilhões para ser construída, e deveria abrigar 700 mil pessoas até 2035, se tornou uma cidade-fantasma construída na costa sul do estado de Johor, na Malásia

Inaugurada em 2016, o empreendimento conta com mais de 2,8 mil hectares e apenas nove mil moradores. Para se ter uma noção, de acordo com a rede de televisão Al Jazeera, Forest City conta com 28 mil imóveis já concluídos e prontos para morar.

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O plano inicial da Country Garden, a incorporadora imobiliária da China responsável pelo megaprojeto, era que a cidade fosse uma metrópole ecológica com direito a campo de golfe, parque aquático, escritórios, restaurantes e bares.

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Entretanto, segundo a BBC, até o ano passado apenas 15% do empreendimento está concluído, e as estimativas é que pouco mais de 1% está ocupado. Mesmo com dívidas na casa dos U$$ 200 bilhões, a Country Garden informou que está otimista com o projeto.

Um dos obstáculos para que a cidade não esteja povoada é a geografia do local. Forest City ocupa quatro ilhas, tornando a localização mais isolada, ainda que ela esteja perto de Singapura. Além disso, o empreendimento tinha como público-alvo os chineses de classe média alta e não malaios.

Veja imagens de Forest City, a cidade-fantasma de R$ 500 bilhões

Por causa da mudança de governo na Malásia, em 2018, a entrada de imigrantes foi dificultada após o primeiro-ministro Mahathir Mohamad anunciar que 'não seriam emitidos vistos para estrangeiros viverem ali'.

O fechamento das fronteiras durante a pandemia de Covid-19 também foi um dos problemas enfrentados pelos investidores, agravando a situação da cidade-fantasma.

De acordo com a Bloomberg, um apartamento de dois quartos em Forest City pode custar 1,2 milhão de yuans, moeda chinesa, cerca de R$ 860 mil.

Diante da baixa ocupação, o megaempreendimento está servindo de cenário para reality shows e documentários.

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