Sob a mira da lei inglesa, cão avaliado em R$ 600 mil tem dieta especial incluindo carne crua e iogurte grego

O cão é considerado o mais valioso do mundo. Raças como os buldogues são os mais procurados para reprodução; entenda

Rope Daddy é um cão da raça buldogue francês que pode ser considerado um artefato de luxo. Acontece que o animal é avaliado em mais de R$ 600 mil. Mensalmente, o tutor do cachorro, Julian Montoya, investe 275 libras esterlinas, moeda do Reino Unido, em cuidados com o cão. A quantia equivale a R$ 1.754 na cotação de abril de 2024.

O cachorro ostenta pelagem cor de creme, olhos verdes e enormes bochechas que despencam de uma face quadrada. Tais características, somadas ao corpo musculoso, tornam o cão o mais valioso do mundo, segundo o portal inglês The Sun.

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De carne crua a iogurte: cão mais caro do mundo tem dieta especial e está sob a mira da lei inglesa

A dieta do cachorro consiste em carne crua, vegetais e, diariamente, uma tigela de iogurte grego. Além dos gastos com alimentação, Julian Montoya despende mais de R$ 21 mil 3.300 libras esterlinas  em vitaminas e suplementos de saúde para o cão, que são ministrados todos os dias.

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Todo esse gasto com fármacos veterinários e alimentação específica deixam Rope Daddy com a pelagem macia e unhas e dentes com cor perolada. De temperamento dócil, a raça buldogue francês é a mais procurada para o convívio com crianças, idosos e outros animais.

Rope Daddy e cães semelhantes também são alvos de prática de reprodução chamada criação seletiva Criação de cães para reprodução. Este modelo de criação leva em consideração a genética desses animais, onde pretende-se criar novas raças ou raças puras. . Segundo a Real Sociedade Britânica de Prevenção à Crueldade com os Animais (RSPCA), em entrevista ao The Sun, essa criação pode causar falta de diversidade genética nas raças dos cães.

Tal fator torna os animais mais propensos a doenças genéticas e hereditárias como câncer e cegueira. Ainda segundo a RSPCA, um outro fator de risco são as dobras na pele do rosto dos buldogues. Umidade e oleosidade, aliadas à sujeira, podem causar infecções tópicas e acúmulo de fungos.

Buldogues na mira da lei: projeto visa proibir a comercialização e criação de cães da raça no Brasil

No Brasil, o deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), no fim de fevereiro de 2024, apresentou um projeto de lei que visa a proibição da criação e da comercialização de cães das raças shih tzu, pug e buldogue francês.

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Estas espécies são denominadas “braquicefálicas”, devido ao formato achatado do focinho e do crânio.

Devido à essas condições, estas raças apresentam dificuldades para respirar e estão mais propensas a doenças como hipertermia (aumento excessivo da temperatura corporal), bronquite e até asma. As informações são da veterinária Alessandra Fonseca, em entrevista ao portal Terra.

A proposta do deputado ainda argumenta que devido ao formato dos crânios destes animais, os globos oculares ficam ainda mais expostos, podendo causar síndrome do olho seco e úlcera nas córneas. O texto ainda não foi votado pelo Congresso Nacional.

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