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Pênis de Napoleão Bonaparte: entenda como o órgão roubado foi parar nos EUA

Alguns órgãos de Napoleão Bonaparte foram roubados durante sua autópsia. Ao longo da história, o pênis viajou por alguns lugares do mundo; entenda como aconteceu
20:55 | Nov. 25, 2021
Autor Mateus Brisa
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Mateus Brisa Estagiário
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Tipo Notícia

O líder militar francês Napoleão Bonaparte morreu em 5 de maio de 1821, seis anos após sua derrota durante a histórica Batalha de Waterloo. Em vida, ele construiu um legado atuando como líder de diversas campanhas militares bem-sucedidas, com destaque para o período da Revolução Francesa (1789–1799). Isso, em conjunto com as Guerras Napoleônicas, é considerado um evento que deu início à Idade Contemporânea. 

Dada a notabilidade de Napoleão, vários médicos estiveram presentes na autópsia do cadáver do imperador francês. Foi durante esse alvoroço que diversas partes do corpo de Napoleão foram roubadas, incluindo seu pênis

As informações foram contadas em uma matéria publicada no portal UOL, escrita pelo professor de História Vítor Soares, que extraiu as revelações de um livro que documenta incidentes curiosos envolvendo figuras históricas. O autor da publicação, o estadunidense Harvey Rachlin, escreveu que um subordinado de Napoleão afirmou ter aproveitado de um momento de distração dos médicos para pegar pedaços de sua costela

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Pênis de Napoleão: como foi roubado e quem roubou?

Em outra obra literária, “As Partes Privadas de Napoleão: 2.500 anos de História Descompactada” (2008), o australiano Tony Perrottet recuperou e registrou uma noção vaga dos caminhos que o pênis de Napoleão traçou após ser removido. Algumas teorias tentam explicar, segundo o autor, como e por quem a parte íntima foi roubada.

Uma dessas teorias argumenta que um dos médicos pegou o pênis e mais tarde o vendeu para um padre italiano, que então levou o órgão para Córsega, terra natal de Napoleão. Em outra teoria, o próprio padre teria sido o culpado do roubo. Por fim, também acredita-se que a remoção dos órgãos teria sido um acordo entre os médicos, visto que essa prática era comum na época.

Pênis de Napoleão: uma viagem aos Estados Unidos

A investigação de Perrottet concluiu que o pênis do imperador passou décadas com a família do padre italiano na Córsega. Em 1916, um colecionador britânico o comprou e tornou público seu roubo. “O pênis adquiriu um status mítico”, escreveu o autor australiano. “Estava em uma pequena caixa de couro, congelado por temperaturas frias. Ele não foi colocado em formaldeídoFormaldeído, também conhecido como metanal, é um dos elementos que compõem o formol, mistura homogênea muito utilizada na preservação de cadáveres. , o que piorou o desgaste”.

Anos depois, em 1927, o órgão genital foi exposto em Nova York por um comerciante. 50 anos mais tarde, foi adquirido por John K. Lattimer, urologista e professor da Universidade de Colúmbia, por US$ 3.800. Ainda conforme Perrottet, o pesquisador permaneceu com o item até maio de 2007, quando morreu.

Antes de falecer, deixou o falo com sua filha como parte de sua herança. O pênis permanece em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a quase seis mil quilômetros de distância do túmulo de Napoleão, em Les Invalides, Paris. A filha de Lattimer foi entrevistada por Perrottet durante a feitura do livro; o encontro está documentado em vídeo (em inglês). Clique aqui para assistir ou reproduza o player abaixo.

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