Ex-professor é preso em Quixadá por suspeita de assédio sexual
A prisão aconteceu nesta quinta-feira, 29. O docente teria utilizado sua posição na universidade para manter relações de cunho sexual com aluna
Um ex-professor universitário e médico, identificado como Yuri Silva Portela, que atuava no curso de Medicina do município de Quixadá, a 148,91 km de Fortaleza, foi preso suspeito de assédio sexual e violência psicológica contra ex-aluna.
Prisão aconteceu através da Operação Bisturi Acadêmico, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MP-CE).
A ação teve o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A iniciativa contou ainda com a 1ª Promotoria de Justiça de Quixadá, em conjunto com equipes da Delegacia de Defesa da Mulher, da Polícia Militar e da Polícia Penal.
Os indícios apontam que o docente costumava usar sua posição na universidade para constranger a estudante e fazê-la manter relações de cunho sexual. Ele teria oferecido vantagens acadêmicas, incluindo acesso a avaliações e pontos em trabalhos.
Em nota, a defesa de Yuri afirma que "a decisão (sobre a prisão) se fundamenta, essencialmente, em trechos isolados de conversas virtuais cuja leitura foi realizada de forma descontextualizada, sem a devida análise da integralidade do conteúdo, da dinâmica comunicacional e das circunstâncias em que tais
mensagens teriam sido trocadas".
Defesa destaca ainda que "em toda a fase investigativa, não se imputou ao paciente
o emprego de violência física, grave ameaça ou qualquer forma de coação direta, tratandose de suposta conduta de natureza exclusivamente verbal e moral".
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As investigações permanecem até a elucidação dos fatos. Outros indícios de condutas possivelmente criminosas, além da presença de mais vítimas, são examinados.
“A medida cautelar foi necessária não apenas pela gravidade dos fatos, mas também para garantir a ordem pública, preservar o andamento das investigações e evitar novas abordagens ou intimidações à vítima”, relatou o Ministério Público.
A ordem de prisão foi expedida pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Quixadá e o processo tramita em segredo de Justiça.
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