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Dentista morto em chacina havia sido convidado por um cliente para almoço em Quiterianópolis

"Uma boa resposta das autoridades é o mínimo que deve acontecer. Não vai trazer a vida de meu irmão de volta, mas irá dar o mínimo de conforto", disse o irmão da vítima

Jéssika Sisnando
21:47 | 19/10/2020
O dentista viajou à Quiterianópolis a convite de um cliente  (Foto: reprodução/Redes sociais )
O dentista viajou à Quiterianópolis a convite de um cliente (Foto: reprodução/Redes sociais )

O dentista Gionnar Loiola, de 31 anos, vítima da chacina de Quiterianópolis, no domingo, 18, havia ido à Cidade para um almoço. A proposta foi feita por um cliente, que também acabou morto. A informação foi repassada por familiares. Cinco pessoas foram executadas durante a ação criminosa. 

O convite foi feito por uma pessoa que era cliente da clínica em que Gionnar atendia em Novo Oriente. A fonte não soube informar qual das vítimas fez o convite, mas afirmou que seria um dos mortos da chacina.

O dentista morava com os pais em Novo Oriente. Ele é filho de um policial militar. Para a família, o pedido agora é para que a Justiça seja feita em relação ao caso. "Nunca havia sentido tudo isso na minha vida. Uma boa resposta das autoridades é o mínimo que deve acontecer. Não vai trazer a vida de meu irmão de volta mas irá dar o mínimo de conforto", disse o irmão da vítima, o jornalista Nathan Loiola.

Gionnar foi sepultado nesta segunda-feira, 19, em Novo Oriente. A cidade reuniu centenas de pessoas para dar o último adeus. Em entrevista ao jornalista local Elzieu Silva, em uma live no Facebook, o sargento PM Loiola, pai da vítima, relatou que o filho tinha 31 anos de idade, era pós-graduado na área de Odontologia e que possuía vários clientes na rua onde aconteceu o crime.

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Segundo o pai, o rapaz era querido na cidade. "Formado em São Paulo, pós-graduado em Fortaleza e continuou aqui. Era muito cliente, foi preciso até aumentar o consultório, tinha clientes espalhados em todo canto e você não sabe se tem cliente que era bandido ou não", disse.  

O pai relatou que perguntaram o nome de Gionnar e mesmo assim o mataram. "Peço empenho ao governador, pois meu filho não era bandido, não era usuário. Senhor governador investigue isso que de baixo desse angu tem torresmo. Outra coisa que me chamou atenção é que foram mortos por espingarda 12, mas haviam cápsulas de fuzil", comenta.