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Caso João Gabriel: médico é proibido de atuar em hospitais públicos do Ceará

Criança de 3 anos morreu no dia 18 de abril deste ano após procurar atendimento médico no Hospital Municipal de Itatira e ser liberado duas vezes pelo médico suspeito de negligência

O médico Gabriel Albuquerque Parente, responsável pelo atendimento de João Gabriel Sousa da Silva, de 3 anos, e suspeito de negligência médica no caso, foi proibido de atuar em hospitais públicos do Ceará. No dia 18 de abril, o pequeno João Gabriel morreu após procurar atendimento no Hospital Municipal de Itatira, a 216 quilômetros de Fortaleza, e ser liberado duas vezes da unidade.

A decisão da Justiça, do último domingo, dia 31 de julho, ocorreu após o Ministério Público denunciar, na quinta-feira, 21, o médico por homicídio culposo, praticado mediante erro médico.

Na decisão, o Ministério Público também requereu à Justiça a suspensão da inscrição do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM), impedindo o suspeito de praticar a profissão devido à possibilidade de novos riscos aos pacientes.

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Em nota, o MPCE disse que “em decisão, na 1ª Instância, a Justiça estadual acatou a denúncia do MPCE e determinou a suspensão do exercício da função em unidades de saúde mantidas pelo Poder Público do Estado do Ceará até a publicação da sentença”, informou.

Pelas redes sociais, o irmão da criança, o influenciador digital Paulo Henrique comentou a decisão. “Foi uma vida, não foi um brinquedo", disse em publicação nas redes sociais.

O POVO buscou a defesa do médico Gabriel Albuquerque Parente na noite desta quinta-feira, 3. Em resposta, o advogado Edmilson Barros Júnior disse que eles se manifestarão "apenas nos autos".

Relembre o caso

Em abril, a família do pequeno João Gabriel, de 3 anos, procurou uma unidade de saúde em Itatira após a criança apresentar febre e tosse. Os familiares relataram, contudo, que o paciente não foi examinado pelo médico denunciado e que ele teria prescrito apenas medicação.

A criança morreu no dia 18 de abril após ser foi liberada duas vezes do hospital municipal. O irmão do menino, o influenciador digital Paulo Henrique, denunciou em uma série de publicações no Instagram que houve negligência. Na época, o médico que atendeu a criança foi afastado.

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