Participamos do

Comerciantes fecham as portas em Aquiraz após extorsões e ameaças

Mercantis e estabelecimentos comerciais amanheceram fechados; Polícia Militar esteve na região nessa quinta-feira, 23
05:27 | Set. 24, 2021
Autor Jéssika Sisnando
Foto do autor
Jéssika Sisnando Repórter
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Os pequenos comerciantes do Camará, Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza, fecharam as portas nessa quinta-feira, 23, por não ter como pagar os valores exigidos por criminosos. Eles amanheceram com valores do "Pedágio" escritos nos medidores de eletricidade e ameaças nos muros.

A Polícia Militar esteve presente no local com uma base móvel. As pichações com ameaças aos moradores foram apagadas. O secretário da Segurança, Sandro Caron, esteve no local com o comandante geral da PM, coronel Márcio Oliveira.

Em Camará, Aquiraz, os moradores sofrem com as extorsões realizadas por facções
Em Camará, Aquiraz, os moradores sofrem com as extorsões realizadas por facções (Foto: via WhatsApp O POVO)

 

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Há comerciantes que moram no lugar há mais de 10 anos e tiram o sustento das vendas. A informação apurado pelo O POVO é que o valor cobrado é tão alto que obriga os proprietários a falir. Eles não possuem condições financeiras paga realizar os pagamentos.

Mercantis e lotéricas da região permaneceram sem funcionar. Em uma lotérica, os criminosos chegaram a colocar o valor do "pedágio" no medidor da eletricidade. 

O POVO tentou conversar com os comerciantes, mas as pessoas preferem não comentar o que houve. "Não sei. Hoje não sai de casa", disse um dos proprietários de estabelecimento que permaneceram sem funcionar.  

LEIA MAIS 

Membros de facção expõem cabeça de jovem em vídeo após decapitação

 Presidiário do Rio de Janeiro é identificado como autor de extorsões a comerciantes

 90% dos homicídios em Fortaleza e na RMF são motivados por envolvimento com tráfico e facções

 

"Trabalhamos para que bandido e criminoso não tenha paz e nem tranquilidade" 

Sandro Caron reafirmou a presença da Polícia Militar e a investigação da Polícia Civil. Ele disse que não há prisões relacionadas ao caso, mas que a situação é prioridade para a Segurança Pública. "Cidadão de bem tem que ter tranquilidade, paz e segurança e também trabalhamos para que para que bandido e criminoso não tenha paz e nem tranquilidade", disse Caron.

"A própria Polícia Militar visitou as pessoas que moram e tentou conversar com os comerciantes e passou a eles a garantia que havia um reforço de policiamento. A Polícia Civil investiga tudo isso. Nós não vamos admitir aqui esse tipo de situação. Todos os casos que chegam ao nosso conhecimento são exaustivamente investigados. Essa situação hoje é uma das questões prioritárias para a segurança pública, pois nós prezamos muito por manter a tranquilidade do cidadão do estado", comentou o gestor da SSPDS.

Colunistas sempre disponíveis e acessos ilimitados. Assine O POVO+ clicando aqui

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags