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O que fazer ao ser picado por um animal peçonhento? Veja cuidados e onde buscar ajuda

Em menos de um mês, animais peçonhentos, como cobras, foram encontrados em Fortaleza e na Região Metropolitana (RMF). Tratamento à base de soro antiofídico é oferecido exclusivamente pelo SUS

O Corpo de Bombeiros do Ceará resgatou uma cobra coral verdadeira, a serpente mais venenosa do Brasil, atrás da cabeceira de uma cama em uma residência no município de Itaitinga, no último domingo, 22. Em menos de um mês, assusta a quantidade de achados de animais silvestres em ambiente urbano, o que levanta uma questão: como devemos agir ao encontrá-los?

Em entrevista aos jornalistas Jocélio Leal e Rachel Gomes, da rádio O POVO CBN, nessa quarta-feira, 25, a médica do Núcleo de Assistência Toxicológica do Instituto Doutor José Frota (IJF), Poliana Lemos, explicou que cobras peçonhentas em Fortaleza são relativamente comuns e citou uma série de cuidados que devemos ter ao entrar em contato com esses bichos.

Como funciona a picada da cobra coral e quantos casos o IJF atende por ano?

"Diferente da nossa jararaca ou da cascavel, a mordida da da coral dificilmente leva ao envenenamento porque as presas dessa cobra são bem posteriores, então ela raramente consegue inocular o veneno", ressalta a médica do IJF. Na unidade, cerca de 250 a 300 casos de acidentes com serpentes são atendidos por ano. Segundo Poliana, desse número, a taxa de mortalidade é muito baixa. "Caso ocorra uma picada, o soro antiofídico é o principal tratamento, ele funciona como o tratamento de tuberculose funciona para a tuberculose, e é comprado pelo Ministério da Saúde e distribuído pelo SUS (Sistema Único de Saúde)."

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O deve ser feito ao levar uma picada de cobra?

Quando acontece um acidente, a primeira coisa a ser feita deve ser buscar os centros de saúde. "O IJF está suprido de soro, mas primeiro precisamos saber qual é o caso para encaminharmos ao centro mais próximo. A minha principal orientação, em todo caso, é não manipular os animais para evitar que acidentes mais graves aconteçam", reforça Poliana Lemos.

Em relação à picada de escorpião, o que o paciente deve fazer?

Enquanto os atendimentos para as picadas de serpentes são centenas por ano, os de picadas de escorpião chegam aos milhares por ano, conforme a médica Poliana Lemos. "Atendemos, presencialmente, no IJF, algo em torno de três mil pacientes, chegando às vezes a até cinco mil pacientes por ano por picada de escorpião. Mas com o que devemos nos preocupar é na busca pela informação a respeito desse tipo de picada. A picada de escorpião é muito dolorosa, então o que leva o paciente à unidade de saúde é a dor."

No caso de crianças com menos de 6 anos, o cuidado deve ser redobrado. "O ideal é buscar um atendimento para que a gente possa avaliar de forma mais criteriosa e decidir se o paciente irá tomar ou não o soro antiescorpiônico", acrescenta Poliana. 

Caso picado por escorpião, devo ir diretamente ao IJF ou posso ir a unidades como Gonzaguinha ou Frotinha?

O IJF distribui o soro para outras unidades, públicas e privadas. "Esse tratamento é exclusivamente ofertado pelo Ministério da Saúde, o IJF apenas distribui quando necessário. Se for preciso mandar de helicóptero, nós vamos mandar", diz Poliana Lemos.

Quais são os números de contato para emergências com animal peçonhento?

Samu: 192

IJF: (85) 3255 5050 e o (85) 3255 5020

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