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Ceará antecipa vacinação de crianças contra gripe e sarampo para 20 de abril

Serão contempladas crianças a partir de 6 meses e menores de 5 anos. Uma das razões para a mudança é o risco de reintrodução do sarampo nos municípios
19:59 | Abr. 13, 2022
Autor Ana Rute Ramires
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Ana Rute Ramires Repórter da editoria de Cidades
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Tipo Notícia

A partir da próxima quarta-feira, 20, terá início a vacinação contra influenza e sarampo em crianças a partir de 6 meses e menores de 5 anos de idade. No calendário anterior, essa faixa etária seria contemplada com a imunização apenas a partir de 2 de maio.

Decisão foi tomada em reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-CE) realizada na tarde desta quarta-feira, 13, entre a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) e gestores municipais da Saúde.

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Mudança é justificada pelos riscos da volta da circulação do sarampo no Brasil e a sazonalidade do período chuvoso no Estado. As precipitações têm ocasionado um crescimento no número de atendimentos pediátricos por síndromes gripais nas unidades de saúde do Ceará, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza e no Cariri, conforme a Sesa.

"As vacinas podem ser aplicadas simultaneamente e, inclusive, se a criança tiver alguma vacina do calendário atrasada ela pode fazer sem nenhum prejuízo", detalhou a secretária. Ela explica que os imunobiológicos já estão nos municípios pois foram distribuídos para outro público-alvo que já estava previsto.

O quantitativo para dar início à vacinação das crianças vai poder ser utilizado enquanto as doses dessa faixa etária chegam, o que está previsto para próxima segunda-feira, 18.

Desde oúltimo dia 4, a campanha de vacinação contra sarampo e influenza está sendo realizada. Profissionais da Saúde já estão recebendo as doses para ambas as doenças e pessoas a partir de 60 anos, para a gripe. A campanha segue até o dia 3 de junho.

Casos em investigação

Seis casos de sarampo estão sendo investigados em cinco municípios cearenses, de acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). A Capital tem dois casos suspeitos da doença sob investigação, enquanto Marco, Caucaia, Maranguape e Trairi possuem, cada cidade, um caso também sendo analisado.

Sem nenhuma confirmação de sarampo no Estado até o momento, 12 casos suspeitos já foram descartados anteriormente nos municípios de Itapipoca, Cascavel, Ibaretama, Milagres, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante, Tauá e Umirim.

"Se em uma primeira coleta forem encontrados anticorpos para sarampo, deve ser confirmada em uma coleta seguinte após 15 dias", explica a secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Ricristhi Gonçalves sobre o processo de investigação. 

Quando há registro de caso suspeito ou confirmado, um protocolo é realizado em até 72h. Processo inclui o monitoramento de familiares e pessoas que tiveram algum contato com o paciente, além da vacinação de bloqueio aos que não apresentarem sintomas, a fim de interromper a disseminação do vírus.

Além disso, 21 municípios cearenses apresentam risco muito alto de reintrodução da doença, sendo eles Fortaleza, Caucaia, Tianguá, São Benedito, Sobral, Crateús, Itapipoca, Maracanaú, Maranguape, Guauiba, Pacajus, Aquiraz, Eusébio, Baturité, Frotim, Aracati, Russas, Iguatu, Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

Um alto risco de reintrodução de sarampo é observado em outros 80 municípios, de acordo com a Sesa. Já o médio risco de reincidência da doença é prevalente em 56 municípios, enquanto 27 apresentam baixo risco. Os dados foram atualizados nessa terça-feira, 12.

Ricristhi explica que o risco de reintrodução é "calculado" considerando vários indicadores que são pontuados. "Cada indicador tem um peso. Por exemplo, cobertura vacinal tem um peso importante. Tem uma série de indicadores como o turismo na região, densidade populacional, casos confirmados nos últimos anos. Tudo isso junto em uma matriz classifica o município para dizer se ele tem um risco potencial de introdução", destaca. 


 

 

 

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