Causa e hora da morte de Juliana Marins serão definidas por exames na Indonésia
Após 15 horas de resgate, corpo da brasileira foi levado a hospital para exames; jovem morreu após queda no Monte Rinjani e agudar quatro dias por resgate
O corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, foi entregue ao Hospital Bhayangkara, na Indonésia, após ser resgatado de um desfiladeiro no Monte Rinjani.
Os exames para determinar a causa e a hora exata da morte serão realizados antes da liberação do corpo para a família e posterior repatriação ao Brasil.
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Juliana foi encontrada morta na terça-feira, 24, quatro dias após cair de uma trilha no Monte Rinjani, segundo maior vulcão da Indonésia. O local de difícil acesso e as más condições meteorológicas dificultaram o trabalho das equipes de resgate.
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Içamento e trajeto até o hospital duraram 15 horas
Imagens gravadas por brigadistas da Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (Basarnas) mostram o momento em que o corpo foi içado do penhasco com o uso de cordas. O transporte até o hospital, que fica na cidade de Sembalun, levou 15 horas.
O chefe da operação, marechal do ar Muhammad Syafi’i, explicou que a retirada não pôde ser feita por via aérea, devido ao clima instável. “A entrega do corpo ao hospital marca o fim da nossa atuação direta”, afirmou em entrevista à emissora TvOneNews.
Etapas do resgate do corpo de Juliana Marins
A operação começou às 6 horas da manhã de quarta-feira em Lombok (17 horas de terça, no horário de Brasília), com a entrada da equipe de resgate no desfiladeiro. O corpo de Juliana e os socorristas foram içados até o ponto de ancoragem às 13h51min (2h51min no Brasil).
Às 15h50min, o comboio iniciou a descida rumo à cidade mais próxima, e por volta das 20h40min (9h40min no Brasil), o corpo foi entregue ao hospital.
Exames antecedem repatriação do corpo de Juliana Marins ao Brasil
De acordo com Syafi’i, o corpo será submetido a exames para identificar a causa da morte. “A partir daí, o processo de repatriação e outras providências caberão às autoridades competentes e à família da vítima”, acrescentou.
O resgate contou com o apoio da Basarnas, da polícia local e de agentes do Parque Nacional do Monte Rinjani. Parte do trajeto foi registrada por um montanhista voluntário que participou da operação.