Brasil registra mais de um milhão de picadas de escorpião entre 2014 e 2023
Foram 1.171.846 acidentes com escorpiões registrados. Sudeste e Nordeste têm a maioria dos casos
O Brasil registrou mais de um milhão de picadas de escorpião entre os anos de 2014 e 2023. Os dados são de uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
No período, foram 1.171.846 acidentes com escorpiões registrados. As regiões Sudeste, com 49,5% dos registros, e Nordeste, com 37,5%, apresentam o maior número de casos. A projeção é que, nos próximos dez anos, os incidentes passem de dois milhões.
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Existem cerca de 172 espécies de escorpiões conhecidas no Brasil, mas quatro delas são consideradas mais perigosas para os seres humanos. A espécie letal mais comum é a chamada “escorpião amarelo” (tityus serrulatus), normalmente encontrado no Sudeste, Centro-oeste e Nordeste.
Os outros são o “escorpião-preto na amazônia” (tityus obscurus), o “escorpião amarelo do nordeste” (tityus stigmurus) e o “escorpião preto” (tityus bahiensis), este comumente encontrado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País.
Conforme a pesquisadora Eliane Candiani Arantes, farmacêutica e professora titular da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, a proliferação das espécies se dá pelas condições de abrigo e alimento encontradas em ambientes urbanos, como baratas.
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Mesmo que em adultos, não seja letal, a picada de escorpião pode causar náuseas, vômitos, taquicardia, sudorese intensa e falta de ar. Idosos e crianças são mais vulneráveis.
Em caso de picada, a orientação é buscar ajuda médica o mais rápido possível. O tratamento nestas situações é feito com soro.