Com autorização da Justiça, Suzane Von Richthofen começa a frequentar faculdade
Suzane conseguiu entrar na instituição de ensino por meio da nota no Enem. Ela conseguiu autorização para frequentar a faculdade utilizando tornozeleira eletrônica e com saíde prevista de acordo com determinação judicial
Em regime semiaberto, Suzane Von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais, começou a frequentar aulas na faculdade Anhanguera nessa quarta-feira, 29, no município de Taubaté, em São Paulo. Suzane conseguiu autorização da Justiça no último dia 10 para cursar farmácia, mas decidiu mudar o curso para Biomedicina. As informações são do G1 São Paulo.
Suzane conseguiu entrar na instituição de ensino por meio da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As aulas são ministradas no período noturno. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ela utilizará uma tornozeleira eletrônica e iniciará o curso de Biomedicina com saída prevista de acordo com determinação judicial. A ida até a instituição será feita por meios particulares.
Segundo o G1, ela foi até a faculdade em um carro de aplicativo acompanhada de dois advogados. Estava com uma camisa florida e com o cabelo mais curto. Ela deixou o local por volta das 21h50min em um carro.
Suzane cumpre pena em regime semiaberto na P1 de Tremembé. Ela obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015. A detenta pode deixar a unidade para trabalhar ou estudar, também precisando de autorização da Justiça.
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De acordo com a SAP, serão tomadas as medidas de prevenção ao contágio de Covid-19 na Penitenciária Feminina I Santa Maria Eufrásia Pelletier.
Inicialmente, o Ministério Público teria dado parecer contrário à decisão, alegando que a segurança da detenta não poderia ser garantida. A decisão da Justiça, no entanto, declarou que Suzane cumpre todos os requisitos para frequentar a faculdade.
Em nota ao G1, a faculdade Anhanguera declarou que "a matrícula da aluna foi autorizada pela Justiça e esclarece que oferece a todos tratamento igual, conforme determina a legislação brasileira”.
Nos últimos anos, Suzane fez várias tentativas de ingressar no ensino superior. Em 2016, tentou frequentar as aulas do curso de Administração em uma universidade particular. Com medo do assédio fora da prisão, ela pediu à Justiça para fazer o curso online. Por falta de recursos tecnológicos no presídio, o pedido foi negado.
Em 2017, foi aprovada novamente em Administração, também em uma instituição de Taubaté. Ela foi contemplada com o financiamento do Fies, mas não chegou a concluir a matrícula. No ano passado, ela foi aprovada pelo Sisu, ainda, no curso de Gestão de Turismo , no Instituto Federal de Campos do Jordão (SP). Apesar de ter se matriculado, não chegou a cursar as aulas por não ter sido autorizada pela Justiça para deixar o cárcere.
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