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NOTÍCIA

"Investigações estão sendo realizadas", diz almirante da Marinha sobre manchas de óleo no litoral nordestino

Desde agosto que há registros de manchas de óleo em praias dos nove estados do Nordeste. Até o momento, não se sabe a origem do líquido

16:09 | 25/10/2019
Petróleo recolhido em Pontal de Maceio, em Fortim
Petróleo recolhido em Pontal de Maceio, em Fortim (Foto: AURELIO ALVES)

Atualizada às 17h42min

As causas de manchas de óleo encontradas no Nordeste brasileiro ainda não foram descobertas. Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 25, porém, o almirande de Esquadra da Marinha, Leonardo Puntel, afirmou que investigações para encontrar o possível “causador desse crime ambiental estão sendo realizadas.

“Existe inquérito de poluição hídrica aberto na Marinha, onde a Diretoria Geral de Navegação é a encarregada”, anunciou. Ao lado do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), o militar evidenciou que as apurações estariam sendo feitas “com muita seriedade e muita competência”.

Segundo o ministro, o Governo Federal tem agido de maneira a “somar esforços” para superar essa crise ambiental. “Independente de coloração partidária e ideologias políticas, estamos em um conjunto de esforços concentrados, em uma união, para realmente conseguir passar por esse problema, e que não sejam impactadas as economias dos estados e municípios”, declarou.

O primeiro avistamento das manchas de óleo foram encontradas em 30 de agosto, nas cidades de Conde e Pitimbu, na Paraíba. Depois delas, diversos outros pontos foram detectados ao longo dos demais estados nordestinos, até atingir por último a Bahia, em 3 de outubro.

Identificado como petróleo cru, o óleo já está presente por 200 praias. Delas, mais de mil toneladas já foram recolhidas pela Marinha do Brasil, sendo 900 toneladas sendo levadas para a indústria de cimento. No Ceará, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) destinou mais de 2 toneladas da substância tóxica para os fornos da fábrica de cimento Apodi.

Se arrastando por mais de 50 dias, a crise do óleo chegou a ser tema para pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as origens do seu vazamento. Até a noite de terça-feira, 22, o autor da solicitação, deputado federal João Campos (PSB-PE), conseguiu mais de 230 assinaturas tanto de parlamentares da oposição, quanto do "Centrão" e de partidos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Assista coletiva completa:

Bastidores da coletiva

Aos repórteres presentes na coletiva de imprensa, que teve a participação de deputados federais e secretário do Turismo de Pernambuco, foram permitidas apenas seis perguntas. Houve confusão entre os jornalistas para saber quem iria fazer o primeiro questionamento. Pela transmissão realizada pela TV Brasil não é possível saber quais profissionais de comunicação estavam no evento.

O ministro Marcelo Álvaro Antônio foi instigado a comentar sobre o pedido de expulsão do deputado federal Eduardo Bolsonaro do PSL. A repórter, que não se identificou, perguntou se essa solicitação, feita por integrantes da própria sigla, agravaria as discussões sobre a crise ambiental no Nordeste. Denunciado pelo Ministério Público por envolvimento no caso do “Laranjal do PSL” em Minas Gerais, Álvaro Antônio se negou a responder. “Estou aqui para tratar das questões relacionadas ao óleo que atingiu as praias do Nordeste”, afirmou.