Vina elogia repertório de Mozart e revela "dura" em goleada do Ceará: "Cobra muito"

Meia-atacante aponta diferença entre o atual comandante do Vovô e Léo Condé, revela que jogadores viram vídeos de Mirassol e Coritiba e se coloca à disposição para seguir como "falso 9"

16:20 | Jan. 22, 2026

Por: Afonso Ribeiro
Vina marcou o gol do Ceará na vitória diante do Maranguape, pelo Campeonato Cearense. (foto: FCO FONTENELE)

Artilheiro do Ceará em 2026, com três gols em três partidas, o meia-atacante Vina fez elogios ao trabalho do técnico Mozart, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 22, apontou o nível de cobrança como principal diferença entre o atual comandante e Léo Condé e falou sobre atuar como centroavante na goleada por 4 a 1 sobre o Tirol, nessa quarta, 21, pelo Estadual.

Em 2025, quando retornou ao Vovô depois de duas temporadas na Arábia Saudita, o camisa 29 não tinha conseguido balançar as redes em 16 partidas. Neste ano, garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Maranguape e foi destaque no triunfo sobre a Coruja, com dois gols e uma assistência.

“Feliz. Me dedicando ao máximo todo treinamento, assim como todos os jogadores. O repertório do Mozart, os argumentos que ele nos passa no dia a dia, a gente está começando a colocar em prática no jogo. Então é aproveitar as oportunidades. Muito feliz por estar fazendo gols novamente com essa camisa, pode estar ajudando de forma efetiva. Eu sempre busco isso, busco números, mas sem deixar de lado o maior, que é o Ceará. Muito feliz de poder estar voltando a marcar. É o começo. Estou feliz pelo momento, mas a gente sabe que futebol tem que se dedicar a cada dia para o momento prolongar. É isso que eu vou fazer aqui. Que seja um ano todo de comemoração para o nosso torcedor”, projetou o jogador.

Ao longo da coletiva, Vina citou Mozart em diferentes momentos, citando os “argumentos” e o “repertório” do treinador, referindo-se à parte tática. O meia-atacante revelou que o comandante exibiu vídeos do Mirassol e do Coritiba aos atletas do Ceará para apresentar seu modelo de jogo, disse que o Alvinegro está em adaptação e apontou a maior diferença para Léo Condé, ex-técnico da equipe.

“Parte tática, parte técnica, não vou entrar muito na questão porque cada treinador tem sua forma, mas o que eu vejo de diferente do Mozart é a cobrança. Ele cobra muito mais. Ontem (quarta-feira, 21), no intervalo, a gente levou a famosa ‘dura’ pelo primeiro tempo que fez. Óbvio, ganhando, mas a gente sabe que, depois que fez o gol, que foi muito cedo… Eu fui até meio contraditório quando falei disso, mas como a gente fez o gol muito cedo, acabou relaxado, achando que seria mais fácil, que a qualquer momento poderia fazer o gol, e isso nos prejudicou no primeiro tempo”, relatou o camisa 29.

“O que eu mais vejo nele é essa questão da cobrança e dos argumentos. Os argumentos que o Mozart dá para a gente, de tudo, de entrar em campo e saber fazer as coisas, a gente está, a cada treino, se adaptando mais, nos jogos está ficando mais visível o modo como o Mozart gosta de jogar. Quando ele chegou, ele mostrou os vídeos, principalmente do Mirassol e do Coritiba, os dois últimos trabalhos dele. Depois que você assimila e consegue fazer aquilo que ele… É bonito de ver, o estilo de jogo do treinador. Que a gente possa ajudar ele, se adaptar o mais rápido possível para as coisas ficarem fácil dentro de campo”, completou.

Função como “falso 9”

Com o Ceará à procura de um centroavante no mercado da bola para 2026, já que conta apenas com Lucca no elenco - Pedro Raul voltou ao Corinthians e Guilherme foi vendido para o Goztepe, da Turquia -, Vina foi utilizado na posição contra o Tirol e se saiu bem. O jogador relembrou que já tinha feito a função com outros técnicos no Vovô e se coloca à disposição de Mozart.

“Não é nova para mim. Com o Dorival (Júnior), joguei, até mesmo com o Tiago Nunes cheguei a jogar também. Para mim não é novidade. Me sinto bem ali, porque, mesmo jogando de meia, eu sou um cara que gosto muito de estar dentro da área. De 9 (centroavante) fica ainda mais perto da área. Com isso, tem que ser municiado por outros jogadores, pelo meia, pelos pontas. Ontem, no cruzamento do PH, pude estar ali na área e fazer o gol", explicou.

"Adaptação ao novo estilo de jogo do Mozart, é um cara que dá muitos argumentos, muitas variações táticas. Ele gosta de bater nessa tecla, porque, realmente, o futebol não deixa de ser um jogo de xadrez. Que, a cada jogo, a gente possa fazer a melhor formação para surpreender o adversário e cada vez mais tendo variações. Isso dificulta também para o adversário, porque a gente não vai ficar um time que só joga de um jeito. Isso é fundamental. Estou aqui para ajudar, independente da posição”, garantiu Vina.