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Tiago Nunes aprova postura do Ceará em derrota na Arena da Baixada: "Jogo de iguais"

Comandante do Vovô aponta equilíbrio do duelo contra o Athletico-PR, vê lances "discutíveis", mas pondera: "Não posso colocar na conta da arbitragem"
22:41 | Nov. 10, 2021
Autor Afonso Ribeiro
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Afonso Ribeiro Repórter de Esportes
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Tipo Notícia

Em entrevista coletiva após a derrota por 2 a 1 para o Athletico-PR, na noite desta quarta-feira, 10, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Tiago Nunes enalteceu a postura do Ceará, destacou o equilíbrio do confronto, lamentou os gols sofridos em momentos positivos da equipe e isentou a arbitragem de interferência no placar.

Sem contar com Messias, Luiz Otávio e Jael, suspensos, o Vovô teve novidades na escalação, com as entradas de Klaus, Gabriel Lacerda e Marlon, além do retorno de Gabriel Dias e nova chance para Rick. O Furacão abriu o placar na reta final do primeiro tempo, com Renato Kayzer, e os cearenses empataram no começo da segunda etapa, com o próprio Rick. Depois, porém, o zagueiro Pedro Henrique decretou o resultado final.

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"O futebol, em um jogo tão parelho como esse... A gente fez um jogo muito equilibrado com o Athletico aqui dentro, um jogo de iguais, eu diria, é decidido em lances isolados, muito capitais. O primeiro gol do Athletico foi um lance onde a gente erra um passe no comando de ataque, toma um contra-ataque, tem a oportunidade de fazer a falta tática, não fizemos, o adversário consegue, pela qualidade dos seus jogadores, achar uma infiltração e a finalização. E talvez no melhor momento nosso, no primeiro tempo, sofremos esse gol", analisou o treinador.

"E assim, da mesma maneira, no segundo tempo. Quando estávamos soberanos no jogo, havíamos empatado, estávamos bem na partida, sofremos um gol de escanteio, que é, no mínimo, discutível. O Mendoza, que estava marcando o Pedro, acabou sendo empurrado, o árbitro não marcou a falta, depois ele (Pedro Henrique) cabeceia, a bola desvia ainda no defensor, infelizmente, no meio do caminho, engana o João. Acabamos sofrendo os gols nos melhores momentos da nossa equipe. Mas, mesmo assim, a gente teve muito ímpeto, lutou, tento impor o jogo técnico. Mesmo com um jogador a menos, depois, tentamos ainda buscar o empate. Foi um jogo de pouquíssimas chances de gol, tanto do Athletico como nossa, porque se tratam de duas equipes que jogaram futebol ofensivo, buscando vencer, mas muito equilibradas", pontuou o comandante alvinegro.

A equipe de Porangabuçu ficou na bronca com a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio no lance do segundo gol, com a reclamação de empurrão de Pedro Henrique em Mendoza no lance do escanteio. O tempo concedido de acréscimos no segundo tempo também causou insatisfação. Tiago Nunes citou situações "discutíveis", mas isentou o árbitro.

"Não posso colocar na conta da arbitragem. A gente tem lances discutíveis. No lance do gol de escanteio, o Mendoza foi empurrado antes. O árbitro disse que a bola estava parada e, no meu ponto de vista, não estava. E temos um lance no final, que o Gabriel foi puxado pelo ombro, que pode ser discutível também, mas é tudo questão de interpretação. A gente também não pode generalizar. Tivemos um árbitro Fifa hoje (quarta-feira). Talvez se ele teve algum erro foi no cartão do João (Ricardo). A gente estava tentando organizar a equipe para achar uma melhor saída de bola e ainda no primeiro tempo deu um cartão amarelo, muito pela pressão da torcida. Mas nada que eu possa cravar com certeza que tenha tido uma influência direta no resultado. Nós temos também que fazer o nosso papel fora do campo, apoiar a arbitragem, dar tranquilidade para eles trabalharem e melhorarem, para que o espetáculo possa fluir cada vez mais", disse o técnico.

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