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À espera de resultado da perícia do INSS, jurídico do Ceará explica caso Alex Amado

Sem atuar desde 2017, atacante de 34 anos chegou a ser reintegrado ao Vovô por decisão judicial. Clube e jogador aguardam resultado da perícia médica para definir futuro

20:38 | 23/07/2021
Última partida de Alex Amado pelo Ceará foi em junho de 2017 (Foto: Rodrigo Carvalho/O POVO em 18.02.2016)
Última partida de Alex Amado pelo Ceará foi em junho de 2017 (Foto: Rodrigo Carvalho/O POVO em 18.02.2016)

O imbróglio judicial entre Ceará e o atacante Alex Amado pode ter um desfecho em breve. Após voltar a trabalhar no clube, conforme decisão da Justiça do Trabalho, o jogador de 34 anos realizou uma perícia médica no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para comprovar se há lesão ou não, e as partes aguardam o resultado para definir o futuro, de acordo com o departamento jurídico do clube.

Amado está afastado dos gramados desde junho de 2017, quando disputou a última partida pelo Alvinegro na Série B. Desde então, sofreu lesões nos joelhos, no músculo adutor e na tíbia da perna esquerda e teria realizado até cinco cirurgias. Neste período, a diretoria do Vovô renovou com o jogador por duas vezes.

Alex Amado alega no processo que lesionou os dois joelhos enquanto estava vinculado ao Ceará. A argumentação da defesa é de que a situação se enquadra em acidente de trabalho. Com isso, não poderia ter o contrato terminado sem estar totalmente recuperado. O Vovô, por sua vez, argumenta que a lesão diagnosticada após o fim do contrato de Alex Amado é um novo problema físico, não tendo relação com a contusão tratada enquanto estava vinculado ao Vovô.

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A situação segue em discussão na Justiça. O atacante chegou a voltar a Porangabuçu após a decisão do juiz Antônio Célio Martins Timbó, da 8ª Vara do Trabalho de Fortaleza, mas com o andar do caso nos tribunais, passou por perícia médica no INSS e espera o resultado.

"O juiz decidiu: 'Meu amigo, eu quero que você me entregue um documento laudado dizendo que você não pode trabalhar'. Basicamente, ele mandou o Alex para uma perícia, e o Alex não entregou. Aí, o Ceará disse: 'Olha, você está dizendo que está machucado e é mais de 15 dias'... Como qualquer funcionário ou empregado, se está há mais de 15 dias machucado, vai para o INSS, vai receber por lá. Aí, como é que acontece? Você é encaminhado para o INSS, faz uma perícia médica e, a partir de então, a perícia vai determinar se você está apto a trabalhar ou não. Mas, durante tudo isso, ele já tinha voltado ao clube. Agora que ele está aguardando o resultado da perícia, ele está aguardando para saber se está machucado mesmo, não pode trabalhar, e aí vai receber do INSS, e se ele não estiver machucado, o contrato dele acabou e ele não tem mais nada a pedir no processo", explicou o gerente jurídico do Ceará, Ranieri Barreto, ao Esportes O POVO.

"O mandado de segurança em si não havia sido deferido no primeiro momento, ou seja, nem é sobre reintegrar ou não o atleta. Quando você vê a decisão do mandado de segurança, o acórdão, ele não determina que o atleta seja reintegrado ao Ceará, apenas diz que o Ceará não pode questionar a decisão do juiz, então a decisão do juiz está valendo, só que o Ceará já tinha acatado a decisão do juiz faz muito tempo. Essa decisão já tinha sido superada, já tinham vindo outras decisões que enterraram aquela liminar", completou.

O Alvinegro aguarda o resultado da perícia para saber se o caso continuará se arrastando nos tribunais ou se chegará a um ponto final. "Hoje, o Ceará está esperando o resultado da perícia do INSS. Só isso. O resultado da perícia é que vai definir o futuro dele", finalizou Ranieri.