Copa do Mundo 2023: saiba quem é Pia Sundhage, treinadora da seleção brasileira

Conheça mais sobre Pia, a técnica sueca nomeada a melhor treinadora do mundo em 2012 e viajou à Oceania com a seleção brasileira

Pia Sundhage, técnica da seleção brasileira feminina desde 2019, acompanha o time na Oceania neste ano e é comumente lembrada por seu sistema autoral de jogo. O estilo internacional marca o jeito futebolístico da treinadora: “Se eu conseguir aplicar a mentalidade vencedora dos Estados Unidos e a organização defensiva da Suécia, nós poderemos fazer um grande trabalho”, afirma Pia. 

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Mas, afinal, o que se sabe sobre a técnica? Veja as informações que O POVO reuniu para você:

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Pia Sundhage: marido? Qual a nacionalidade? Quais são seus títulos? Confira mais informações

Sundhage nasceu na Suíça, tem 63 anos e assumiu a seleção brasileira em 2019. Pia tem 23 títulos, entre os que ganhou como jogadora e outros levados aos times que já comandou.

No ano em que começou como técnica no Brasil, em entrevista ao portal suíço The Local, divagou: “Se as pessoas me perguntam sobre isso [ser gay], eu respondo que 'Sim, sou gay' e é assim que é”, ao ser perguntada sobre sua sexualidade.

À época, alguns portais da imprensa brasileira reportavam como nunca antes os presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) permitiram que um estrangeiro assumisse as seleções de futebol. Acontece que Pia foi escolhida por indicações das próprias jogadoras da seleção brasileira.

Marta, que jogou nove anos na Suíça, deu o seu aval. Ela acompanhou de perto o trabalho de Pia. Além disso, sua proximidade com a CBF se deu por meio do seminário “Somos Futebol”.

Pia Sundhage e a excelência no futebol profissional

Seja como jogadora ou técnica, Pia mostra sua alta capacidade de fazer o melhor futebol que consegue apresentar. Como jogadora, iniciou no clube de sua cidade natal em 1978. Conquistou quatro vezes o Damallsvenskan, a principal divisão do Campeonato Sueco de Futebol Feminino, e duas vezes a Copa da Suécia.

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Como treinadora, iniciou a jornada no Hammarby, time sueco, onde tinha atuado ainda como jogadora antes de se aposentar, entre os anos de 1992 e 1994.

Mais tarde, consolidada como técnica após experiências com times do seu país natural, Pia passou pela Copa do Mundo de 2007 como assistente de Marika Domanski-Lyfors da seleção feminina da China.

Pia assumiu o comando da seleção feminina dos Estados Unidos em 2008, conquistando duas medalhas de ouro: em Pequim 2008 e Londres 2012. Com a equipe, também foi vice-campeã da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2011.

Em 2012, assumiu o comando da seleção sueca, levando suas comandadas até a final dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Na ocasião, derrotou os Estados Unidos, em um reencontro com sua ex-equipe, e o Brasil, ambos na disputa de pênaltis. Na grande final, acabou derrotada pela Alemanha por 2 a 1, ficando com a medalha de prata.

Pia Sundhage não fala português?

Apesar de o inglês não ser sua língua nativa, desde que assumiu a seleção brasileira, Pia só se comunica por meio da língua inglesa. Tanto em entrevistas quanto nos treinos, Sundhage ainda não se sente confortável para falar em português, mesmo que esteja estudando. 

Nesse quesito, já recebeu críticas. A jornalista Milly Lacombe disse após a divulgação da lista de convocação na sede da CBF:

"A Pia teve quatro anos para aprender a falar português, está errado, é a convocação de uma seleção. A Pia fala inglês, não é a primeira língua dela, é a segunda, ela é sueca e aprendeu inglês, por que não pode aprender português?"

Em entrevista ao UOL Esportes, a técnica mostrou estar aprendendo e apresentou seu dicionário de palavras favoritas com seis termos que norteiam seu trabalho na CBF: paciência, igualdade, lições, coragem, grit (definido em português como força de vontade) e fé.

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