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Antes de sucesso na web, Homem Mau foi prefeito interino de Mossoró e presidente de clube de futebol

Evaristo Nogueira foi vereador e presidente da Câmara de Mossoró e presidente do Baraúnas-RN. O locutor de 68 anos contou essas e outras histórias da trajetória profissional no FutCast, podcast do O POVO
17:11 | Out. 29, 2021
Autor Lucas Mota
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Tipo Notícia

Antes do sucesso na web com o personagem Homem Mau, comentarista do programa Trem Bala, Evaristo Nogueira foi vereador de Mossoró-RN, prefeito por três dias da cidade e presidente do clube de futebol Baraúnas-RN, entre as décadas de 1970 e 1980. O locutor de 68 anos contou essas e outras histórias da trajetória profissional no FutCast, podcast do O POVO (ouça abaixo na íntegra).

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Evaristo se aproximou da política quando fez jingles para Dix-Huit Rosado, candidato a prefeito da época, que acabou vencendo a eleição. Ele já trabalhava como locutor na rádio que pertencia a Dix-Huit.

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Anos depois, Evaristo foi convencido pelo irmão de Dix-Huit, Vingt Rosado, que era deputado, a entrar de vez na política e se candidatar a vereador. O então radialista foi eleito para o cargo pela primeira vez em 1976. Entre 1983 a 1985, ele assumiu a presidência da Câmara Municipal de Mossoró.

Durante o período como presidente da Câmara, Evaristo acabou assumindo também a Prefeitura de forma interina, quando o prefeito e o vice viajaram.

"O prefeito vai para a Europa, pede licença, pede para o vice também para ir dar umas voltinhas, aquela história, e deixa o Evaristo Nogueira só sentar no serrotinho. Foram três dias", lembra.

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Na mesma época em que exercia a presidência da Câmara, Evaristo se tornou presidente do Baraúnas-RN.

"Ninguém queria o Baraúnas. Fizeram uma junta governativa de oito. Eu narrava futebol também. Me colocaram no Baraúnas com uma junto governativa de oito. Saiu um, saiu outro e fiquei sozinho. O time foi vice-campeão potiguar", conta.

Acostumado a analisar o futebol cearense e soltar os bordões aos berros que viralizaram nas redes sociais, como letreca, refugo, Evaristo garante que na época que foi presidente do Baraúnas fez um trabalho positivo.

"Não (fui um presidente letreca). Eu sou sincero com você. Era pontual, tinha posição certa. Estava na época dos bingos. Fizemos o maior bingo de Mossoró. Chamei um diretor e disse: 'vamos fazer um bingo'. Foi tanto dinheiro que nunca vi tanto na minha vida. Você meteu a mão? De jeito nenhum. Deu tudo certo. Deixei o Baraúnas na Taça de Prata. Depois da sede feita, deixei no banco (conta do Baraúnas) 12 milhões de cruzeiros."

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