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Ceará e Fortaleza estiveram no Mineirão com torcida: "A gente entendeu o que funciona e não funciona"

Funcionários dos dois principais clubes cearenses foram ver de perto a execução do protocolo sanitário para presença de público na partida entre Atlético-MG e River Plate-ARG
16:49 | Ago. 19, 2021
Autor Brenno Rebouças
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Brenno Rebouças Repórter
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Tipo Notícia

Em preparação para o retorno do público aos estádios, Ceará e Fortaleza enviaram funcionários para acompanhar de perto o jogo entre Atlético-MG e River Plate-ARG, realizado no Mineirão, na última quarta-feira, 18, que contou com a presença de torcedores. A partida era válida pelas quartas de final da Copa Libertadores da América.

A ideia era observar a parte operacional para cumprimento dos protocolos sanitários, com o intuito de adquirir experiência e reproduzir a execução, se fosse o caso, no futebol cearense, quando o Governo do Estado liberar o retorno das torcidas às praças esportivas.

Quem viu o jogo pela televisão, no entanto, notou que muitas coisas estavam em desacordo com os protocolos, como falta de distanciamento entre torcedores, pessoas sem uso de máscara e até abraços e outros contatos físicos nas comemorações dos gols.

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O diretor de promoções e atividades sociais do Ceará, Veridiano Pinheiro, que também esteve presente no jogo entre Flamengo e Defensa y Justicia, no Mané Garrincha, em Brasília, há um mês atrás, ressaltou que havia bem mais gente no Mineirão — foram menos de 6 mil na partida do Flamengo e cerca de 17 mil na do Galo — e que o protocolo de Belo Horizonte era até mais rígido e burocrático, porém ficou difícil controlar o torcedor pela emoção do momento.

"Todo o setor de operação se prepara para isso, só que o torcedor está com uma emoção reprimida muito grande, com aquela ansiedade de voltar ao estádio. Aí, realmente, acabam infringindo algumas coisas do protocolo. No geral, foram dois protocolos totalmente diferentes e serviu muito de aprendizado. A gente já entendeu o que funciona e o que não funciona”, garantiu.

O representante do Fortaleza na Federação Cearense de Futebol, Tahim Fontenele, relatou que os enviados de Leão e Vovô puderam ver todas as etapas do processo de entrada. “Pudemos analisar o protocolo na prática, a funcionalidade, ver como é a questão da exigência dos testes, da triagem no estádio. Acompanhamos também a divisão dos setores e dos profissionais que precisavam estar em cada um deles, como os técnicos de enfermagem, pessoas orientando aos torcedores que permanecessem com as máscaras, entre outras coisas”, disse.

O dirigente reforçou, no entanto, que “cada estádio tem a sua forma de operar distinta, com acessos diferentes”. Nesse ponto, o Castelão tem uma vantagem, na visão de Veridiano: “A Arena (Castelão) acaba tendo um benefício gigante porque tem uma esplanada que nos favorece demais. Operacionalmente, vai nos ajudar demais para diluir esse público por várias entradas. A gente já mapeou, e eu tenho certeza que quando for autorizada a volta, nós seremos uma das referências para o Brasil de fazer valer o protocolo, levar segurança para o torcedor”, acredita.

Os dois clubes, juntamente com a Federação Cearense de Futebol, desenvolveram um protocolo para a volta do público especificamente no Castelão e entregaram ao Governo do Estado. O documento está sendo apreciado pelo poder público. O pedido é para liberação de 40% da capacidade da praça esportiva.

O presidente da FCF, Mauro Carmélio, ressaltou em entrevista ao programa Esportes do POVO, no dia 7 de agosto, que o fato do estádio ser setorizado facilita a distribuição dos torcedores, garantindo assim a separação entre eles e revelou ainda que é provável que os ingressos sejam retirados em dias anteriores ao do jogo, para só chegar perto do Castelão quem estiver com o bilhete em mãos, evitando assim aglomerações no entorno do local. Assim como no Mineirão, só serão permitidos torcedores vacinados (com as duas doses) ou com teste RT-PCR feito 48 horas antes.

“Estamos aguardando também o momento da evolução da imunização, porque também não podemos forçar uma barra se não tiver imunização, para abrir e depois ter que fechar (os estádios). O que a gente leva mais de proveito e aprendizado em relação a isso é que temos que voltar com cautela e evolução gradativa do aumento de percentual nos estádios”, disse Veridiano Pinheiro, do Ceará. Estiveram no Mineirão junto dele Afonso Lobo, diretor de patrimônio do Ceará, e Thiago Vale, gerente de operação do Ceará.

Pelo Fortaleza, além de Tahim Fontenele, o gerente de operações do clube, Régis Aguiar, esteve presente.

Com Afonso Ribeiro

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