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Covid: morre mulher que era esperada pelo marido no gramado do hospital

O caso ganhou repercussão após Jarcedi passar todos os dias, desde a internação da mulher, sentado em uma cadeira no gramado do hospital à espera da companheira.
09:20 | Ago. 05, 2021
Autor - Levi Aguiar
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Tipo Noticia

Morreu de Covid-19 na tarde da última quarta-feira, 4, Cristiane Fagundes Hahn. A história dela ganhou repercussão após internação no Hospital Metropolitano de Várzea Grande, no Mato Grosso, seguida do ato de seu marido. O empresário Jarcedi Hahn esperava pela recuperação da esposa no gramado do hospital desde o dia 11 de julho.

Jarcedi passou todos os dias sentado em uma cadeira esperando a recuperação da esposa. O homem estava sempre com uma cadeira vazia ao lado. Conforme publicado pelo G1, Jarcedi disse que aguardava a mulher ter alta para que o casal retornasse para Sapezal, cidade onde moram. O casal tem três filhos.

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Além disso, no início desta semana, o empresário receberia a primeira dose da vacina no município onde mora. Para que o homem não saísse de perto da esposa, a Prefeitura de Sapezal enviou a dose para que os profissionais de Várzea Grande fizessem a aplicação.

A mulher, de 42 anos, foi infectada pelo vírus há mais de um mês e ficou entubada. Na semana passada, Cristiane apresentou melhora e retirou o tubo. Contudo, dias depois, ela apresentou piora no quadro de saúde e foi entubada novamente. Uma das filhas foi visitar a mãe, mas quando chegou, ela já tinha morrido.

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Covid: teste rápido desenvolvido pela Uece possibilita resultado em 5 minutos

Coronavírus
00:30 | Ago. 05, 2021
Autor Gabriela Almeida
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Tipo Notícia

O Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular da Universidade Estadual do Ceará (LBB/Uece) desenvolveu um teste rápido e de baixo custo para diagnóstico da SARS-CoV-2, o vírus causador da Covid-19. Feito a partir da coleta de saliva ou secreções nasais, o exame possibilita um resultado em até cinco minutos. Informações foram divulgadas no site da Uece, nesta quarta-feira, 4.

De acordo com a publicação, o teste é tão eficaz quanto o RT-PCR, exame que apresenta um custo elevado. “O teste desenvolvido na Uece poderá ser aplicado em crianças ou em pessoas, inclusive, à beira do leito. Basta pegar uma gotinha de saliva para fazer o teste. O método também é ideal para fazer triagem e monitoramento em grandes eventos, como as Olimpíadas, por exemplo", explicou em publicação a coordenadora do LBBM/Uece, Izabel Florindo Guedes.

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Ainda conforme postagem, a ideia do exame veio durante a realização de outras pesquisas, que analisam a "prevalência da Covid-19 em crianças, adolescentes e adultos em situação de educação remota pela rede municipal de ensino em Fortaleza". Isso porque foi realizando essas análises que os pesquisadores ouviram dos participantes reclamações sobre o preço dos testes de identificação da doença.

Além do valor, as famílias que participaram das pesquisas afirmaram que os testes eram "incômodos" e os resultados "demoravam muito" para sair. Os integrantes do LBB ouviram os relatos e decidiram criar um teste mais rápido, que tivesse um custo baixo e fosse mais confortável que os demais.

Fase final de elaboração

Sem exigir "mão de obra extremamente qualificada", o teste criado pela instituição poderá ainda ser utilizado em locais como escolas - não sendo dessas forma usado apenas em laboratórios. Luiz Francisco Wemmenson, pesquisador do LBBM falou na postagem sobre a fase em que a criação se encontra.

“Foi feita a maioria dos testes em bancada. Infere-se, dessa avaliação, o fato de que o modelo se mostrou de alta sensibilidade e elevada especificidade. Já estamos em fase final de elaboração da redação para pedido de patente e, no momento, estamos escrevendo projeto para conseguir financiamento e aprovação do Comitê de Ética para validação clínica", destacou o representante.

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Em meio a movimento cearense, Flamengo consegue liminar para ter público na Série A

Volta da torcida
00:30 | Ago. 05, 2021
Autor Afonso Ribeiro
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Tipo Notícia

Clube brasileiro mais ativo no movimento pelo retorno do público aos estádios de futebol em meio à pandemia de Covid-19, o Flamengo-RJ deu mais um passo ontem e teve êxito: o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu liminar que permite a presença de torcedores em jogos do clube como mandante nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que replicou em nota oficial.

O êxito (parcial) do Rubro-Negro ocorre em meio à mobilização dos clubes cearenses pela volta da torcida à Arena Castelão. Ceará, Fortaleza e Federação Cearense de Futebol (FCF) encaminharam protocolo ao Governo do Estado que solicita a liberação de 40% de público no Gigante da Boa Vista, conforme antecipou O POVO. Os requisitos seriam imunização completa pela vacina — duas doses ou dose única, no caso da Janssen — ou teste PCR para Covid-19 em até 48 horas antes do jogo.

No caso do clube carioca, o presidente da Corte, Otávio Noronha, deferiu a liminar desde que se respeite "a presença máxima estabelecida" e "cumpridas todas exigências da Secretaria de Saúde e Autoridades Sanitárias locais". A Prefeitura do Rio de Janeiro já havia liberado 10% de público nas finais da Copa Libertadores, em janeiro, e da Copa América, em julho.

Ainda sem aval para receber torcedores no Maracanã, o Flamengo-RJ recorreu a Brasília em jogos da Libertadores — a Conmebol autorizou partidas com público. No mês passado, recebeu cerca de 6 mil torcedores diante do Defensa y Justicia, da Argentina, pelas oitavas de final. No próximo dia 18, atuará novamente no Mané Garrincha, contra o Olímpia, do Paraguai, e poderá ter até 20 mil pessoas nas arquibancadas.

Ao contrário da entidade sul-americana, a CBF ainda não liberou o retorno de torcedores nas competições nacionais — apesar de planejar fazê-lo a partir das quartas de final da Copa do Brasil. Após a liminar favorável ao Flamengo-RJ, a entidade afirmou que o pedido e a decisão "contrariam deliberação tomada pelos clubes em reunião do Conselho Técnico da Série A", na qual se "vedou a presença de público nos estádios até nova apreciação do assunto".

A CBF pondera que a nova discussão com as agremiações "ocorreria com a melhora dos índices epidemiológicos nas cidades-sede dos clubes participantes e desde que aprovado pelas autoridades sanitárias locais, em quantidade que garantisse a manutenção do equilíbrio técnico da competição".

Por fim, a Confederação destaca que a comissão médica formada em 2020 "desenvolveu protocolo específico para o retorno do público aos estádios, com projeto piloto a ser implantado a partir das quartas de final da Copa do Brasil" e que "qualquer partida realizada com público em desconformidade com tal planejamento inspira grande preocupação".

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Samira Bueno: O que os dados não dizem

00:00 | Ago. 05, 2021
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Tipo Opinião

Os dados divulgados no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública na última semana mostraram que 1.350 mulheres foram vítimas de feminicídio no último ano no país, o que corresponde a 34,5% do total de homicídios femininos registrados em 2020.

O crescimento de 1,5% no número de vítimas deste crime em relação ao dado de 2019 preocupa, indicando que a pandemia de Covid-19 expôs ainda mais meninas e mulheres a situações de violência.

No Ceará, no entanto, os números destoam significativamente do contexto nacional. Apenas 27 feminicídios foram registrados em 2020 segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, redução de 20,6% no total de vítimas em relação ao ano anterior, quando 34 casos tinham sido registrados.

Este dado, visto isoladamente, parece boa notícia para a terra que gerou Maria da Penha, a farmacêutica que deu nome a lei sancionada em 2006 e que visa proteger toda mulher da violência doméstica e familiar.

O problema é que, quando verificamos os dados de homicídios femininos, o registro de feminicídios mostra-se inconsistente. Apenas em 2020, 329 mulheres foram assassinadas (incluindo os feminicídios), crescimento de 46,2% em relação ao total registrado no ano anterior, quando 225 mulheres foram mortas.

Seria, portanto, possível afirmar que o crescimento se deu exclusivamente por outras motivações, que não a condição de gênero das vítimas? Dificilmente, se considerarmos que apenas 8,2% do total dos assassinatos de mulheres foi classificado como feminicídio, a menor proporção do país.

O que parece estar por trás dos baixos índices de feminicídios no Ceará é a baixa tipificação deste crime por parte da Polícia Civil, a quem cabe o registro do BO e a investigação dos casos.

Neste sentido, a adoção das diretrizes nacionais para investigar com perspectiva de gênero as mortes violentas de mulheres é primordial para avançar na capacitação dos profissionais de segurança e deveria ser prioridade para o Governo do Estado.

Mas não podemos ignorar os preconceitos sociais em torno da violência de gênero, que representam obstáculos à punição dos agressores, muitas vezes vistos como crimes passionais. Já passou da hora do Governo do Estado Ceará priorizar o enfrentamento à violência contra meninas e mulheres e nomear estes crimes pelo que efetivamente são. n

 

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Covid-19: Varjota monitora três casos suspeitos de variante Delta

Coronavírus
23:23 | Ago. 04, 2021
Autor Gabriela Almeida
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Tipo Noticia

O município de Varjota, a 272,7 km de Fortaleza, monitora três casos de pacientes que vieram recentemente do Rio de Janeiro e testaram positivo para Covid-19. Por serem provenientes da cidade carioca, há suspeitas de que o trio possa estar infectado por uma variante do coronavírus, entre elas a Delta. Informações iniciais foram divulgadas pela Secretaria da Saúde municipal, em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, 4. Órgão monitora casos e aguarda resultados de exames.

Em publicação, a pasta afirmou que foram notificados 28 pacientes com a doença pandêmica na cidade somente nos últimos três dias. Dentre eles, três são suspeitos de estarem infectados com a variante delta, que é mais transmissível do que a cepa original e chegou ao Ceará na última semana. 

"Os pacientes são provenientes da cidade do Rio de Janeiro e estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde. Exames nos familiares serão realizados nos próximos dias. A pandemia não acabou e agora mais do que nunca precisamos ser mais vigilantes", destacou ainda o órgão em postagem.

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Procurada pelo O POVO, a pasta explicou que a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) deu orientações para que todo paciente que venha do Rio de Janeiro, ou de estados como o Rio Grande do Sul, com sintomas de Covid-19 façam exames para a identificação da variantes. Isso porque as Unidades Federativas já têm casos de cepas. Só no estado carioca a Delta já se alastrou significativamente.

Em razão disso, os pacientes de Varjota que chegaram do Rio e testaram positivo tiveram exames enviados para laboratórios, onde será feito um sequenciamento que vai identificar se o vírus é ou não uma variante. Por meio de ligação, a Sesa informou que a orientação é um protocolo de monitoramento, parte do trabalho que está sendo realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Ceará.

A pasta estadual ainda destacou que são considerados suspeitas de infecção por Delta todas as pessoas que chegaram de estados como os citados acima e que apresentaram sintomas da doença. No entanto, existe também a possibilidade de que as infecções sejam por outras cepas ou até mesmo pela original, frisando que não há necessidade de se criar um alarme em decorrência de suspeitas por esse motivo.

Varjota não havia, até a tarde de hoje, confirmado a entrada da cepa na região. Segundo boletins de monitoramento, desde o inicio da pandemia no Estado até essa terça-feira, 3, a cidade de Varjota acumula 2.749 casos da doença, 45 óbitos e 2.515 casos de pessoas que se recuperaram da patologia.

Casos da variante no Ceará

Se os exames realizados derem positivos para a Delta, o Ceará terá nove casos da cepa confirmados - todos de pessoas provenientes do Rio de Janeiro. Isso porque as quatro primeiras infecções foram identificadas na ultima quinta-feira, 29, em passageiros de voos que vieram do estado carioca para Fortaleza. Dentre eles, três mulheres e um homem, com idades entre 22 e 26 anos.

Quase uma semana depois dos primeiros casos, nessa segunda-feira, 2, mais dois passageiros que estavam nesse voos tiveram um resultado positivo para a cepa. Segundo o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), os novos casos foram detectados em uma viajante de 22 anos, moradora de Jaguaretama, e em um residente de Ipueiras, de 20 anos. 

A Delta é considerada uma cepa de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por ser mais transmissível do que a original. No Ceará, especialistas apontam uma possibilidade da variante fazer uma combinação com a gama (P.1), que surgiu no Amazonas, e ficar ainda mais resistente.

O monitoramento da entrada da cepa no Estado é feito a partir de um trabalho da Sesa com a Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Ceará. Além de barreiras sanitárias nas rodovias, também foi instalado um Centro de Testagem no Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, para realizar exames nos viajantes que chegam a Unidade Federativa.

Confira publicação:

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Lote com mais de 114 mil doses do imunizante Pfizer chega ao Ceará

Vacinação
23:04 | Ago. 04, 2021
Autor Lara Vieira
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Lara Vieira Autor
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Tipo Noticia

Mais um lote com vacinas contra a Covid-19 chegou ao Ceará, na noite desta quarta-feira, 4. A remessa tem, ao todo, 114.600 doses do imunizante Pfizer. De acordo com o Ministério da Saúde, essas vacinas deverão ser utilizadas para aplicação da primeira dose (D1). Esse é o 59° lote de vacinas a chegar ao Estado.

Em suas redes sociais, o governador Camilo Santana (PT), agradeceu aos trabalhadores envolvidos no processo de recepção do lote. “Agradeço aos profissionais que trabalham na recepção, conferência e distribuição das vacinas em nossa Central de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadim), do Governo do Estado. Juntos estamos superando essa pandemia”, escreveu em publicação.

 

O governador divulgou, ainda, a chegada de mais 61.600 doses da CoronaVac, em Fortaleza, no início da tarde de hoje. As vacinas serão utilizadas para aplicação de D1 e D2 e devem ser distribuídas aos municípios cearenses nas próximas horas.

Vacinação no Ceará

De acordo com a plataforma Vacinômetro, da Secretaria da Saúde do Ceará, 1.729.286 cearenses completaram a imunização contra a Covid-19, com duas doses de AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer ou dose única da Janssen. A quantidade equivale a 18,82% da população. Para receber a vacina, as pessoas devem estar devidamente cadastradas na plataforma Saúde Digital, da Sesa.

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