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Santa Quitéria zera casos de Covid-19 e não registra mortes há 2 meses

Pela primeira vez desde o começo da pandemia, município não registra nenhum caso ativo da doença
19:50 | Jul. 29, 2021 Autor - Luciano Cesário Tipo Notícia

O município de Santa Quitéria, na região Norte do Ceará, zerou o número de casos ativos do novo coronavírus. Os últimos três pacientes infectados que estavam em tratamento receberam alta nesta quarta-feira, 28. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). É a primeira vez, desde o começo da pandemia, que a cidade não registra nenhum caso da doença.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira, 29, o município contabiliza 5.315 casos confirmados, dos quais 5.240 são de pessoas já recuperadas, e 72 óbitos em decorrência da infecção. Os dados indicam que não há nenhum paciente positivado internado ou em isolamento domiciliar nas últimas 48 horas. Apenas dois casos suspeitos estão sendo monitorados pela SMS. Ambos os pacientes cumprem quarentena em suas casas.

Há cerca de um mês, o município já havia reduzido a zero o número de pacientes internados com Covid no Hospital de Campanha. A unidade permanece com todos os seus 12 leitos clínicos vazios, segundo a Plataforma IntegraSus, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), que monitora a ocupação dos leitos em todos os municípios do Estado.

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Os números comemorados hoje refletem medidas de isolamento social rígidas adotadas no início deste ano. “Santa Quitéria foi o primeiro município da região Norte a decretar lockdown em 2021, ainda em fevereiro, num momento muito difícil. Fechamos a cidade, não só comércio”, afirma o Secretário Municipal de Saúde, Adeilton Mendonça, em entrevista ao O POVO. Segundo ele, a população “entendeu o recado”  das autoridades municipais e colaborou com o enfrentamento à doença.

“As pessoas realmente respeitaram as medidas e foram sensibilizadas com a situação. Paralelo a isso, abrimos Hospital de Campanha, reforçamos a testagem e fizemos monitoração e rastreio dos casos. Acredito que essa junção de ações foi fundamental para chegarmos a esses bons indicadores”, completa Mendonça, que apesar do quadro animador, pede cautela à população. “Orientamos o uso de máscara, o distanciamento e todas as medidas de precaução. Não tem liberação geral, continuamos atentos para manter os números de hoje”, finaliza o secretário. A mensagem foi reforçada pelo prefeito, José Braga Barrozo (PSB), em publicação nas redes sociais. "Não podemos baixar a guarda. Devemos continuar nos protegendo”, destacou.

Avanço da vacinação

A redução dos indicadores da pandemia em Santa Quitéria ocorre de forma simultânea ao avanço da campanha de vacinação. Até agora, ao menos 16.987 pessoas já foram vacinadas com pelo menos uma dose dos imunizantes disponíveis, incluindo a vacina da Janssen, administrada em dose única. A quantidade corresponde a 53,08% da população adulta do município, estimada em 32 mil habitantes pelo IBGE.

Já o número de moradores vacinados com a 2ª dose chega a 8.965, ou 28,1% do total de pessoas com mais de 18 anos. As informações são da Vacinômetro municipal, atualizado na noite de hoje, 29.

O avanço da campanha de imunização coincide com a redução no número de mortes. Segundo o IntegraSus, Santa Quitéria não registra óbitos em decorrência da Covid há mais de dois meses. A última morte foi registrada em 28 de maio, há 62 dias.

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Máscara, vacinas em dia e atenção aos sintomas são recomendações para pais na volta às aulas

VEJA QUAIS
2021-07-29 15:02:00 Autor Marília Freitas Tipo Noticia

O anúncio do retorno às aulas presenciais em setembro na cidade de Fortaleza reacendeu debates sobre os cuidados com as crianças em meio à pandemia. Mesmo com vacinação avançada de profissionais da área da educação, a apreensão para receber a segunda dose e a possibilidade de contágio de outros vírus reforçam a necessidade de cuidados além da máscara. 

Equipamento de proteção individual, a máscara vem sendo utilizada pelo público cearense de forma obrigatória desde o dia 6 de maio de 2020. No caso das crianças, o equipamento não é recomendado para crianças até dois anos de idade. O infectologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Guilherme Henn, reforça a medida. Segundo ele, existem três faixas etárias na primeira infância no qual o uso das máscaras deve ser observado:

0-2 anos: não há necessidade

A partir dos 3 anos: opcional, mas já se recomenda o uso da máscara em ambientes coletivos

A partir dos 5 anos: obrigatório

Sobre o distanciamento social entre as crianças, Henn prevê que as interações acontecerão e não há o que fazer sobre isso. "E tudo bem. Mas recomenda-se que a máscara seja trocada a cada três horas. A medida que a criança vai falando, o filtro vai ficando inutilizável", explica o professor. O recomendado é que responsáveis coloquem cerca de três máscaras na mochila infantil para serem utilizadas em um dia. Caso a escola tenha rotina de aulas integrais, o mais recomendado são quatro máscaras.

Devido a possibilidade de alergias, a máscara mais indicada para as crianças é a feita de algodão. Infectopediatra e professor na UFC, Robério Leite reforça o ajuste seguro das máscaras no rosto da criança. "Essa recomendação, talvez, seja mais importante do que o tipo de máscara que a criança vai usar. Porque mesmo com a de pano, deve existir uma orientação e uma supervisão do uso por parte dos responsáveis", conversa.

+ "Maioria das crianças era assintomática e com capacidade de transmitir Covid", conclui pesquisa da Uece

Henn complementa: "Essas máscaras permitem estampas e isso pode ajudar na adaptação do uso. Se a criança gosta de um personagem, ela vai querer usar a máscara com o personagem", exemplifica. Além dos cuidados com a máscara, ambos os especialistas destacam outras três medidas antes do início das aulas: reforço às medidas de segurança pelas escolas; necessidade de completar o calendário vacinal das crianças; e a atenção dos pais a possíveis sintomas da Covid-19 ou resfriados.

Calendário vacinal das crianças

 

Segundo Robério, o afastamento das crianças do contato social as deixou menos expostas aos vírus de doenças como sarampo e gripe. Ao voltar às aulas, completar o esquema vacinal é mais do que importante para garantir a segurança das crianças contra outras doenças. "O sistema imunológico funciona com treinamento. O vírus do sarampo e da H1N1 não parou de circular", comenta o infectopediatra. 

Para atualizar as vacinas de rotina, a Prefeitura de Fortaleza lançou no último sábado, 24, o dia D da multivacinação. Entretanto, as vacinas continuam disponíveis nas unidades de saúde mais próximas. Basta chegar ao local com cartão de vacina e receber os imunizantes gratuitamente. Para Henn, a vacina da gripe é uma das mais importantes de serem completadas pelas crianças - e pelos adultos também. O imunizante está disponível para a população geral desde o último dia 5 de julho. 

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Atenção dos pais a possíveis sintomas da Covid

 

Mesmo com os cuidados, as crianças ainda podem adoecer pela Covid. Dentre os principais sintomas, estão a febre, obstrução nasal, tosse e cansaço por cerca de dois a três dias. "Mesmo que os pais achem que é um resfriado, eles precisam desse comprometimento. Uma vez tendo sintomas, existe a possibilidade de ser Covid. E esse compromisso precisa ser assumido", alerta Robério.

Para Henn, caso aconteça uma suspeita de caso de coronavírus, professores e alunos devem suspender as atividades presenciais e manter o isolamento. Com o anúncio do retorno, a Secretaria Municipal da Educação (SME) anunciou a contratação de 1,3 mil agentes escolares e vai implementar um aplicativo de monitoramento de casos da Covid-19 em alunos e profissionais da educação. A remuneração será de R$ 1.050 e a prioridade é para pessoas residentes na própria comunidade escolar. Os candidatos deverão ter concluído o ensino médio.

Reforço de medidas de segurança das escolas

 

A vacinação completa dos professores (com as duas doses ou dose única) deve ser prioridade no retorno enquanto as crianças não são inclusas nos grupos de vacinação da Covid, segundo Henn. Reformas no ambiente escolar e o incentivo lúdico à higienização também são necessárias, recomendam ambos os especialistas. "Se não forem feitas medidas paralelas ao uso da máscara, não adianta", conversa Guilherme. Há expectativas que o Ceará vacine todos a partir de 12 anos até agosto. O imunizante Pfizer é o único autorizado para uso. 


 

 

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Mundo está no começo de outra onda de infecções e mortes por Covid-19, diz diretor da OMS

PANDEMIA
2021-07-21 14:56:00 Autor Mirla Nobre Tipo Notícia

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o mundo está no começo de outra onda de infecções e mortes por Covid-19. A fala foi realizada durante discurso aos membros do Comitê Olímpico Internacional de Tóquio nesta quarta-feira, 21, (noite de quarta no Brasil). Tedros destacou que, após 19 meses do início da pandemia e sete meses após as primeiras vacinas, o mundo está nos estágios iniciais de outra onda de infecções e mortes pela doença.

Ele aponta que os países falharam em compartilhar vacinas, testes e medicamentos, e que isso está alimentando uma “pandemia de duas vias”. Segundo ele, a discrepância das vacinas é epidemiológica e economicamente autodestrutiva. Tedros ainda destacou que a pandemia pelo novo coronavírus permanecerá até que todos os países possam ter o controle total sobre a doença.

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Confira discurso:

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Urânio no Ceará: consórcio Santa Quitéria negocia infraestrutura com o Estado

Exclusivo
2021-07-19 00:30:00 Autor Tipo Notícia

Representantes do consórcio Santa Quitéria, responsável pelo projeto estimado em US$ 400 milhões e que deve extrair urânio do sertão cearense para geração de energia e uso em fertilizantes e ração, estiveram no Ceará para tratar da infraestrutura de atendimento à jazida com o governo cearense.

A informação é do secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior. O grupo formado pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e pela Galvani está prestes a iniciar uma nova fase para a exploração da mina de Itataia, em Santa Quitéria.

O sumário executivo do projeto, obtido com exclusividade pelo O POVO, sinaliza a conclusão do Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) para setembro deste ano. Já a análise e emissão pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) tem o prazo final em fevereiro de 2022.

O documento indica ainda que “o Ibama oficializou que os processos de licenciamento da adutora e do PSQ (Programa Setorial de Qualidade) podem ocorrer separadamente, sendo o primeiro de responsabilidade do Estado do Ceará”.

Esta agenda foi cumprida, segundo Maia, com a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH). Apesar de a remodelação do projeto prever o uso de menor água e a exclusão da barragem de rejeitos, a adutora é um equipamento necessário para o processo industrial.

A exploração de urânio e a dissociação dele do fosfato no Ceará demandam duas fábricas, conforme detalhou o consórcio. A primeira é dedicada à dissociação dos minerais e preparação do fosfato, e a segunda para a produção do concentrado de urânio – ou yellow cake. As duas estruturas devem ser construídas nos arredores da mina.

A assinatura de um memorando de entendimento com o governo cearense, em setembro do ano passado, tornou oficial a cessão de benefícios ao projeto e há ainda mais tratativas. Uma delas, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, é a pretensão do consórcio de contar com uma rodovia estadual pavimentada e apta ao transporte de yellow cake e fosfatado entre a mina e a rodovia BR-020. O trajeto e as condições necessárias para o transporte seguro dos insumos não foram revelados pela empresa nem pelo Governo, e a agenda foi cumprida com a Secretaria de Obras Públicas (SOP).

Uma rodovia se torna necessária, conforme destacam Galvani e INB, porque a extração deve resultar em aproximadamente 50 mil carretas saindo e entrando de Santa Quitéria após a operação da mina, que devem aquecer a região de diversas maneiras e, sobretudo, fortalecer modais importantes do Estado. Além das rodovias, os portos do Pecém e do Mucuripe devem ser utilizados.

Para o Pecém, pelo que já se é tratado com o Complexo, o objetivo da INB é que o concentrado de urânio embarque em contêineres e navios específicos para o exterior, onde será enriquecido, e volte para o Rio de Janeiro para ser usado como combustível nas usinas nucleares.

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Em atividade, a mina de Santa Quitéria, somada à mina de Caetité (BA), deve atender a demanda das usinas de Angra 1, 2 e 3, e mais um complexo dessa mesma amplitude. Isso não só torna o Brasil autossuficiente em yellow cake, mas eleva o País à categoria exportador do produto.

O sumário executivo do projeto indica ainda que os prazos seguem sem atrasos e destaca avanços, como a inclusão no Plano Nacional de Fertilizantes e enquadrado na política “Pró-Minerais Estratégicos” do Programa de Parcerias para Investimentos do Governo Federal.

Outros avanços foram: após a apresentação do Programa de Monitoração Radiológica/Ambiental Pré-Operacional (PMRA-PO), a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem) instituiu, via portaria, um grupo de Trabalho para avaliação da proposta de interface das instalações mineroindustrial e nuclear do PSQ e avaliação do PMRA-PO.

Os avanços justificam as movimentações em busca de mais apoio do governo cearense. Pelo cronograma, entre 2022 e 2023, a previsão é de que as duas plantas de operação estejam em construção. Mantida sem atrasos, em 2024, a operação deverá ser iniciada. Atingindo a plenitude dois anos depois. Ao todo, a perspectiva é de 2,5 mil empregos formais gerados na fase de operação, dos quais 500 serão diretos.

Além do urânio, alvo de maior curiosidade e também protestos – vide os riscos para o meio ambiente se for explorado indevidamente –, o fosfatado dissociado do mineral deve ser usado para atender a cadeia agropecuária. Líder neste segmento no Nordeste, a Galvani espera produzir 500 mil toneladas a partir da operação em Santa Quitéria, o que seria 50% do fosfatado consumido nos estados nordestinos. Já para as rações animais a base de fosfatado bicálcio, a empresa mira 250 mil toneladas. Ambos os produtos beneficiados devem atender os mercados do Nordeste e do Norte.

Veja também o projeto do hub de hidrogênio verde no Ceará

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Principais avanços do projeto

2021-07-19 00:30:00 Autor Tipo Notícia

O Projeto Santa Quitéria (PSQ) foi incluído no Plano Nacional de Fertilizantes e enquadrado na política "Pró-Minerais Estratégicos" do Programa de Parcerias para Investimentos.

Em despacho, o Ibama oficializou que os processos de licenciamento da adutora e do PSQ podem ocorrer separadamente, sendo o primeiro de responsabilidade do estado do Ceará.

As campanhas geofísica e de fauna e flora, assim como as aplicações de pesquisas socioambientais quantitativas e qualitativas para o EIA/RIMA, foram concluídas.

O Programa de Monitoração Radiológica Ambiental Pré-Operacional (PMRA-PO) foi concluído e apresentado à CNEN.

A CNEN instituiu, via portaria, Grupo de Trabalho para avaliação da proposta de interface das instalações mineroindustrial e nuclear do PSQ e avaliação do PMRA-PO.

O desenvolvimento dos processos de concentração mineral e de produção do ácido fosfórico foi finalizado.

A agenda de visitas a stakeholders-chave (interessados-chave do projeto), relacionamento com imprensa e universidades permanece ativa.

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Próximos passos

2021-07-19 00:30:00 Autor Tipo Notícia

Governo do Ceará

Dar início aos processos de licenciamento da adutora e dos acessos rodoviários.

Atualizar e publicar estudo de disponibilidade hídrica para o empreendimento.

Empreendedor

Concluir a Rota de Extração de Urânio.

Finalizar os estudos complementares para o EIA/RIMA.

Protocolar o EIA/RIMA em setembro.

Realizar audiências públicas de acordo com as orientações e na data e forma determinadas pelo Ibama.

Promover ampla campanha de Comunicação Social sobre o projeto voltada às comunidades da área de influência direta e indireta.

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