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Casos confirmados de Covid-19 caem em todas as macrorregiões do Ceará, aponta boletim

O número de mortes confirmadas em 2021 já representa mais da metade do número de óbitos registrados em 2020. A taxa de mortalidade acumulada desde o início da pandemia é de 240,6 por 100 mil habitantes

Leonardo Maia
19:18 | 25/06/2021
Indicadores epidemiológicos fizeram com que o governador Camilo Santana (PT) permitisse a ampliação da retomada econômica (Foto: BARBARA MOIRA)
Indicadores epidemiológicos fizeram com que o governador Camilo Santana (PT) permitisse a ampliação da retomada econômica (Foto: BARBARA MOIRA)

Atualizada às 20h03min

Mortes e casos confirmados reduziram no Ceará, 18,7% e 45%, respectivamente, entre as duas semanas dos dias 6 a 19 de junho, conforme boletim da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) divulgado nesta sexta-feira, 25. Os números apresentaram queda ou se mantiveram iguais em todas as macrorregiões do Estado, com exceção do Cariri, que teve um discreto aumento no número de óbitos, de 3,6%.

Desde o início da pandemia, já foram confirmados 870.377 casos de Covid-19 e 22.293 mortes em decorrência da doença no Estado. Mais da metade dos óbitos (11.814) foram registrados em 2021, o que corresponde a uma letalidade de 2,3%. A taxa de mortalidade acumulada, nos dois anos, no Estado é de 240,6 por 100 mil habitantes.

Quando consideradas as 22 Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS), todas elas apresentaram redução de casos e óbitos, exceto a ADS de Baturité, que manteve o número de óbitos. A maior queda do número de mortes aconteceu na ADS de Tauá, quando o número de óbitos caiu de 24 para 1 (95,8%).

A redução mais expressiva de casos confirmados, por sua vez, aconteceu na ADS de Juazeiro do Norte, onde os números caíram 55,9% (de 2.717 para 1.199). A análise comparou o período das semanas epidemiológicas 20 e 21 e das semanas 22 e 23, que compreendem o período entre os dias 16 de maio e 12 de junho.

Em relação à média móvel de mortes, o documento aponta que após aumento acentuado nos meses de fevereiro (173,5%) e março (124,6%), os indicadores começaram a apresentar tendência de queda em abril (19,9%). Em maio, a redução aconteceu de forma mais expressiva, com diminuição de 45,5% na média de óbitos.

Veja o número de casos confirmados e mortes por ADS.
Veja o número de casos confirmados e mortes por ADS. (Foto: Reprodução/Sesa)

Até o dia 19 de junho de 2021, o Ceará registrou neste ano maior porcentagem de hospitalizados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas faixas etárias de 50 a 59 anos e de 60 a 69 anos, ambos com 19% em relação ao número total — 51.265 casos. Há ainda números expressivos de casos entre as idades de 30 a 49 anos, com 27% dos casos totais. Quando comparado a 2020, o número de SRAG de 2021 teve um incremento de 110,14% no Ceará.

A positividade dos casos, um dos indicadores mais citados pelas autoridades públicas para flexibilização ou não da economia, está em 39,4% considerando os resultados de todo o Estado. A taxa é considerada como nível de alerta “moderado”, de acordo com classificação definida pela Sesa.

Veja a situação da pandemia de acordo com cada macrorregião

- Macrorregião de Fortaleza

Casos: 2.583 (redução de 19,9%)
Mortes: 91 (redução de 16,5%)

- Macrorregião Norte

Casos: 1.100 (redução de 23,2%)
Mortes: 29 (redução de 43,1%)

- Macrorregião do Cariri

Casos: 1.290 (redução de 6,0%)
Mortes: 58 (aumento de 3,6%)

- Macrorregião do Litoral Leste

Casos: 570 (redução de 30,8%)
Mortes: 22 (manteve igual)

- Macrorregião do Sertão Central

Casos: 506 (redução de 10,8%)
Mortes: 13 (redução de 23,5%)

*As porcentagens se referem a uma comparação dos dados da semana entre os dias 13 e 19 de junho e o período anterior, entre os dias 6 e 12 do mesmo mês

>> Clique para ler a íntegra do boletim divulgado nesta sexta-feira, 25