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Coronavírus
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Vacinação: projeto "Cadastra Eu" atinge marca de 100 atendimentos

A marca foi atingida após mutirão de atendimento ocorrido das 9h às 11h30 neste domingo, 20, no Vila Velha. O projeto iniciou as atividades no último dia 8 de junho

19:28 | 20/06/2021
De acordo com Raquel Lima, 19, pessoas adultas e sem acesso à Internet são as que mais procuram atendimento (Foto: Fernanda Barros)
De acordo com Raquel Lima, 19, pessoas adultas e sem acesso à Internet são as que mais procuram atendimento (Foto: Fernanda Barros)

Cem pessoas já foram cadastradas na plataforma cearense de vacinação contra Covid-19, o Saúde Digital, por meio do projeto “Cadastra Eu”, liderado por estudantes da Universidade Federal do Ceará (UFC). A marca foi atingida após mutirão de atendimento ocorrido das 9h às 11h30 neste domingo, 20, no bairro Vila Velha, em Fortaleza. “Seguimos firmes no objetivo de alcançar mais e mais fortalezenses”, escreveu o projeto em publicação no Instagram.

O projeto, integrado por alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, iniciou as atividades no último dia 8 de junho. Trinta estudantes fazem parte desse esforço coletivo para levar a vacina às pessoas excluídas do universo digital. “Agradecemos a todos que doaram e compartilharam nossa iniciativa”, declararam. O projeto recebe doações financeiras para custear material didático impresso, máscaras PFF2 e outros recursos necessários para a execução dos mutirões.

 
 
 
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De acordo com Raquel Lima, 19, estudante de Publicidade e Propaganda e uma das integrantes do projeto, pessoas adultas e sem acesso à Internet são as que mais procuram atendimento. “A gente tem atendido mais pessoas entre 40 e 65 anos. A maioria ainda não está cadastrada e está completamente avulsa no processo. Não sabe onde olha o agendamento, quais são os pontos de vacinação, não tem acesso à informação… a cada dia, percebemos o quanto essa ação faz a diferença na vida delas”, contou ela ao O POVO.

Embora a maioria dos atendimentos envolva pessoas já adultas, o público mais jovem também tem recorrido à ajuda dos universitários. “Já fizemos alguns cadastros de pessoas na casa dos 20 até 25 anos. Essa semana, mesmo, atendemos uma menina de 22 anos que não sabia como utilizar o sistema. A gente acredita que essa procura se dá porque o site dificulta um pouco o processo. São três etapas e ainda tem a validação do e-mail. Geralmente, as pessoas não validam e aí acabam não completando o cadastro”, explicou Raquel.