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Coronavírus
NOTÍCIA

183 mil doses da Sputnik V podem ser importadas para o Ceará; entenda a decisão

A autorização desta sexta-feira envolve muitas restrições e exige que cada federação faça um acompanhamento do processo de imunização inicial com a vacina russa. Decisão não foi unânime e teve um de cinco votos contra

Leonardo Maia
23:25 | 04/06/2021
Foto de folheto divulgada pela Presidência da Argentina exibindo contêineres com parte de uma remessa da vacina russa Sputnik V COVID-19 na cabine de um avião da Aerolineas Argentinas ao chegar de Moscou, no aeroporto Internacional de Ezeiza, na província de Buenos Aires, Argentina, no dia 24 de maio, 2021 (Foto: ARIA EUGENIA CERUTTI / Presidência Argentina / AFP)
Foto de folheto divulgada pela Presidência da Argentina exibindo contêineres com parte de uma remessa da vacina russa Sputnik V COVID-19 na cabine de um avião da Aerolineas Argentinas ao chegar de Moscou, no aeroporto Internacional de Ezeiza, na província de Buenos Aires, Argentina, no dia 24 de maio, 2021 (Foto: ARIA EUGENIA CERUTTI / Presidência Argentina / AFP)

Total de 183 mil doses da vacina russa Sputnik V poderão ser importadas para o Ceará, conforme decidiu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em reunião nesta sexta-feira, 4. A decisão de autorizar o início do processo de importação acontece com restrições e a quantidade permitida corresponde ao necessário para vacinação de 1% da população de cada um dos estados. (Veja lista completa no fim da matéria)

Para a autorização, o órgão considerou o cenário da pandemia no Brasil, as lacunas de informação ainda existentes na análise dos dados da Sputnik, além dos novos documentos apresentados pelos requerentes. Inicialmente, as doses serão aplicadas em um estudo de efetividade do imunizante, conduzido pelos estados que importarão as doses.

Para que o processo aconteça, a Anvisa estipulou algumas exigências para as federações. São elas: a importação somente de vacinas das fábricas inspecionadas pela Anvisa na Rússia, a obrigação de análise lote a lote que comprove ausência de vírus replicantes e outras características de qualidade e a notificação de eventos adversos graves em até 24 horas. A decisão do órgão aconteceu em uma reunião de pouco mais de 7 horas, com placar de 4 a 1.

LEIA MAIS | Entenda por que a demora na aprovação do uso da Sputnik V no Brasil pela Anvisa

Em seu voto, o diretor relator Alex Campos ponderou que não foram considerados os aspectos regulatórios ordinários que são aplicados pelas áreas técnicas da Anvisa para assegurar a comprovação de qualidade, segurança e eficácia de vacinas tanto na concessão de registro como na autorização de uso emergencial no Brasil. A autorização da importação foi baseada na lei 14.124/2021 e leva em conta o registro concedido pela autoridade sanitária da Rússia.

Por meio de suas redes sociais, o governador Camilo Santana (PT) enfatizou a importância da autorização da Anvisa. "Mesmo de forma excepcional e controlada, com ainda pequena quantidade de doses liberadas, a aprovação já representa um avanço para que tenhamos mais vacinas disponibilizadas à nossa população", disse.

No dia 26 de abril, a Anvisa negou pedidos de importação e uso emergencial da vacina Sputnik V no Brasil por prefeitos e governadores. O Ceará era um dos interessados no desenrolar da reunião, pois aprovou em março, na Assembleia Legislativa, compra direta de 5,87 milhões de doses do imunizante. Desde então, representantes dos poderes Executivo e Legislativos têm criticado a Anvisa para que a autorização seja liberada.

Veja quantas doses cada estado receberá: 

Bahia – 300 mil doses.

Maranhão – 141 mil doses.

Sergipe – 46 mil doses.

Ceará – 183 mil doses.

Pernambuco – 192 mil doses.

Piauí – 66 mil doses.