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Coronavírus
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99,8% da população cearense enfrenta alerta "altíssimo" em relação à pandemia

A porcentagem segue classificação da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e envolve critérios como a taxa de letalidade da doença e o percentual de leitos de UTI ocupados. Somente um município não está com alerta altíssimo

Leonardo Maia
23:45 | 18/05/2021
Medidas de flexibilização ou restrição do isolamento social dependem de indicadores da pandemia. (Foto: BARBARA MOIRA)
Medidas de flexibilização ou restrição do isolamento social dependem de indicadores da pandemia. (Foto: BARBARA MOIRA)

Atualizada às 20h45min de 1°/06/2021

Total de 183 dos 184 municípios cearenses enfrentam nível de alerta “altíssimo” em relação à pandemia do novo coronavírus — a exceção é a cidade de Catarina, no Cariri, com cerca de 20 mil habitantes, que tem risco epidemiológico classificado como “alto”. A classificação é definida pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa) com base nos dados das semanas epidemiológicas 18 e 19 deste ano — período equivalente entre os dias 2 e 15 deste mês. Para cálculo da porcentagem, foram utilizadas projeções para 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os critérios para definir essa categorização, a pasta estadual leva em conta informações como a incidência de casos de Covid-19 por dia, a taxa de letalidade da doença e o percentual de leitos de UTI ocupados. Em relação à pressão assistencial na rede hospitalar, por exemplo, é considerado como nível “altíssimo” os municípios com disponibilidade de UTIs abaixo de 5%.

Considerando todo o território cearense, o número de internações decorrentes de doenças de causas respiratórias é uma das principais preocupações, com nível mais alarmante, ainda que o indicador esteja em tendência decrescente. A taxa de positividade de testes RT-PCR, considerado mais confiável para detectar a doença, é o único em nível “moderado”, também com tendência de queda.

O aumento da positividade dos exames foi uma preocupação da administração estadual durante as últimas semanas, sendo um dos critérios para que o Estado não avançasse na flexibilização econômica no dia 7 de maio. “Como houve esse aumento da positividade e há um nível elevado de ocupação de leitos, o Comitê Científico recomendou não alterar nenhum nível de flexibilização", explicou o governador Camilo Santana (PT) na ocasião.

Em relação à Fortaleza, apenas um dos indicadores está em nível de alerta altíssimo: a taxa de letalidade por Covid-19, que corresponde ao número de mortes em relação às pessoas que apresentam a doença ativa. Na Capital, o número é de 3,6%, acima do registrado pelo Estado, com marca de 2,6%.