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Coronavírus
NOTÍCIA

MS volta a orientar que metade das vacinas CoronaVac seja reservada para 2ª dose

Orientação sobre o novo lote da CoronaVac vai na contramão do que disse o ministro Eduardo Pazuello. Ele recomendou que o novo lote inteiro de vacinas seja usado como 1ª dose

Mirla Nobre
16:33 | 24/02/2021
Apesar da vacina ter sido desenvolvida na China, o país só aprovou a CoronaVac neste sábado, 6
 (Foto: Divulgação)
Apesar da vacina ter sido desenvolvida na China, o país só aprovou a CoronaVac neste sábado, 6 (Foto: Divulgação)

O Ministério da Saúde voltou a orientar que metade das vacinas do novo lote da CoronaVac sejam reservadas para a 2ª dose (D2). A recomendação foi divulgada nessa terça-feira, 23, por meio de um informe técnico da pasta. No entanto, a orientação vai na contramão do que o ministro Eduardo Pazuello havia informado na última sexta-feira, 19, em que recomendou que o novo lote inteiro de vacinas seja usado como 1ª dose (D1).

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Pazuello havia dito a prefeitos que não seria mais necessário reter metade dos lotes da vacina do Instituto Butantan/Sinovac, pois, agora, haveria segurança de que novas remessas chegariam dentro do prazo para a aplicação da 2ª dose. Já no documento da pasta, agora é dito para que estados e municípios estoquem metade das doses da CoronaVac para fazer a segunda aplicação do imunizante contra a Covid-19.

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No informe técnico do dia 23 de fevereiro, o ministério faz a observação de que “ainda não há um fluxo de produção regular” da CoronaVac e que o intervalo de aplicação das doses do imunizante varia entre duas a quatro semanas. Assim, o governo federal orientou para que a segunda dose “seja reservada para garantir que o esquema vacinal seja completado dentro desse período, evitando prejuízo nas ações de vacinação”.

Conforme especialistas, sem a garantia das duas doses, a imunização fica prejudicada. O intervalo recomendado para a aplicação das doses da vacina feita pela farmacêutica chinesa Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan é de até 28 dias e o do imunizante da AstraZeneca/Oxford é de até três meses.

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A divergência entre o Ministério da Saúde e ministro da pasta sobre estocar ou não a segunda dose foi alvo de reclamação de prefeitos, que cobraram de Pazuello a oficialização do que foi negociado na última sexta-feira.

De acordo com o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette (PSB), a falta da recomendação oficial prejudica o planejamento das pessoas e dos gestores. “O ministro nos garantiu, na sexta, que poderíamos utilizar plenamente os novos lotes integralmente como primeira dose. E agora, retorna à posição original de reservar metade dos lotes para a segunda dose com uma orientação oficial”, informa. Ainda segundo Donizette, a pasta e o ministro precisam tomar decisões por critérios técnicos.

A orientação do Ministério da Saúde foi dada no documento em que se detalha a distribuição de novos lotes de imunizantes. No total, serão entregues 2 milhões de doses da vacina de Oxford e 1,2 milhão da CoronaVac. A orientação, desde o início da vacinação no Brasil, foi de reservar a segunda dose da CoronaVac. 

Segundo o ministério, as doses complementares serão enviadas "em prazo oportuno a fim de completar o esquema vacinal". Dessa forma, a remessa feita agora pelo governo pode iniciar a imunização de 2,6 milhões de brasileiros, já que o lote da CoronaVac atenderá 600 mil. As informações são do portal UOL.