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Coronavírus
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Variante do coronavírus de Manaus é confirmada no Ceará; mais 90 casos estão em análise

Os três pacientes são homens com mais de 60 anos. Todos estão internados em hospitais particulares de Fortaleza. Outros 90 casos estão em análise

Érico Firmo
17:56 | 08/02/2021
Teste rápido de COVID-19 (Foto: Mauricio Vieira/Secom-SC)
Teste rápido de COVID-19 (Foto: Mauricio Vieira/Secom-SC)

Foi confirmada em três pacientes do Ceará a presença da variante do coronavírus oriunda de Manaus, informa a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). As análises foram realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará e no Amazonas, pelo sequenciamento total que confirmou em três amostras o genoma específico da linhagem do novo vírus.

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Um caso é em residente no Ceará e dois são viajantes. Segundo a Sesa, o contágio de um residente é indicativo de que já pode haver transmissão comunitária no Estado da variante.

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Os três pacientes são homens com mais de 60 anos. Todos estão internados em hospitais particulares de Fortaleza.

A nova variante pode significar casos mais graves e pode até mesmo afetar a eficácia das vacinas.

Casos em análise

A Secretaria da Saúde e a Fiocruz analisam outros 90 casos suspeitos. Dos casos suspeitos, 68,8% são em viajantes e 31,2% em residentes no Ceará.

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Segundo a Sesa, o fato de os três serem os primeiros confirmados não necessariamente significa que eles foram os primeiros infectados, pois não há ordem cronológica nas amostras confirmadas.

A possibilidade de presença da variante já era cogitada pelas autoridades cearenses há alguns dias. Em 30 de janeiro, O POVO antecipou que profissionais de saúde e gestores de hospitais públicos e particulares apontavam mudanças no perfil de novos pacientes e maior gravidade dos casos como indício.

O secretário da Saúde do Estado, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, disse na semana passada que o crescimento do número de casos em crianças poderia estar relacionado à nova cepa. Na última quinta-feira, O POVO mostrou que 61 pacientes com suspeita eram monitorados no Estado.

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