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Coronavírus
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Nova variante pode ter casos mais graves e afetar eficácia da vacina, diz Cabeto

Secretário da Saúde destaca que a nova onda da Covid-19 no Ceará é diferente da primeira

Érico Firmo
18:46 | 08/02/2021
Dr. Cabeto, secretário da Saúde do Estado do Ceará (Foto: JÚLIO CAESAR)
Dr. Cabeto, secretário da Saúde do Estado do Ceará (Foto: JÚLIO CAESAR)

A nova variante do coronavírus, documentada em Manaus e agora confirmada no Ceará, pode interferir na eficácia da vacina e também significar maior gravidade dos casos, disse em vídeo o secretário da Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto. Porém, ele ressaltou a incerteza que existe em relação à variante.

"Não sabemos ao certo ainda se faz com que os casos fiquem mais graves, se o perfil dá doença está mudando. Me parece que tem sim influências na apresentação clínica, na população acometida e até interferência da eficácia da vacina como nos vimos como no caso da África do Sul. No entanto, é preciso mais tempo para que a gente possa analisar", afirmou o secretário.

Ele destacou a presença de mutações como uma das mudança da nova fase da pandemia no Ceará. "Algumas coisas são particularmente diferentes", disse o secretário.

Ele reforçou o apelo para que as pessoas mantenham o isolamento e as medidas de cuidado contra a Covid-19.

A presença da variante do coronavírus documentada em Manaus foi confirmada em três pacientes pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). As análises foram realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Outros 90 casos suspeitos estão em análise pela Secretaria da Saúde e a Fiocruz, 68,8% em viajantes e 31,2% em residentes no Ceará.

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Presença era esperada

A possibilidade de presença da variante já era cogitada pelas autoridades cearenses há alguns dias. Em 30 de janeiro, O POVO antecipou que profissionais de saúde e gestores de hospitais públicos e particulares apontavam mudanças no perfil de novos pacientes e maior gravidade dos casos como indício.

Na última quinta-feira, O POVO mostrou que 61 pacientes com suspeita eram monitorados no Estado.

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Colaborou Ana Rute Ramires