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Coronavírus
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Butantan está avaliando eficácia da CoronaVac contra cepa amazonense

Dimas explicou que a CoronaVac tem uma vantagem natural contra outras vacinas e que pesquisadores chineses estão fazendo testes contra variantes identificadas na Inglaterra e na África do Sul

00:10 | 30/01/2021
54 MILHÕES de doses de Coronavac feitas pelo Butantan podem ser exportadas (Foto: Carl de Souza/ AFP)
54 MILHÕES de doses de Coronavac feitas pelo Butantan podem ser exportadas (Foto: Carl de Souza/ AFP)

O Instituto Butantan está realizando testes para verificar a eficácia da CoronaVac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês SinoVac, contra a variante do coronavírus que foi descoberta recentemente no Amazonas. Segundo Dimas Covas, diretor da instituição, pesquisadores chineses estão fazendo testes contra variantes identificadas na Inglaterra e na África do Sul.

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"Essa vacina foi testada na China contra variantes inglesa e sul-africana. No Butantan estamos testando se a resposta imunológica também é efetiva contra cepa amazônica. Adianto que, mantendo efetividade contra cepa inglesa e sul-africana, deverá ser eficiente contra cepa amazônica", estimou Dimas em entrevista ao portal Globonews.

Dimas explicou que a CoronaVac tem uma vantagem natural contra outras vacinas nesse aspecto: "A vacina do Butantan é baseada no vírus inteiro inativado. Ele é quebrado em pedaços, então a resposta que induz é ampla. É diferente de outras vacinas que produz resposta só contra proteína S. Vacinas baseadas na proteína S têm preocupação maior que a vacina do Butantan".

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O Instituto Butantan já tem acordo assinado para entregar 46 milhões de doses de CoronaVac para o Ministério da Saúde, que distribui os imunizantes para todo o Brasil.

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