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Coronavírus
NOTÍCIA

13 professores da rede privada da educação infantil testam positivo para Covid-19 em Fortaleza

Mutirão de exames foi feito antes da reabertura das turmas de ensino infantil nas escolas particulares

Ítalo Cosme
16:33 | 10/09/2020
Colégio Maria Ester retornou nesta semana após testagem dos profissionais (Foto: Fabio Lima)
Colégio Maria Ester retornou nesta semana após testagem dos profissionais (Foto: Fabio Lima)

Como protocolo estabelecido por decreto governamental para retorno das aulas presenciais, foram colhidas 5.611 amostras de exames de biologia molecular (RT-PCR) de profissionais da rede privada de educação infantil em Fortaleza. Desses, 13 receberam diagnóstico positivo. Cerca de 0,23% dos exames feitos. É o que informa a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado. 

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A educação infantil particular, da creche a pré-escola, retornou às classes em 1º deste mês, com 30% da capacidade. No entanto, para a volta às aulas presenciais, as instituições foram tomadas pela surpresa da obrigatoriedade de exames para a enfermidade, o que atrasou o retorno de alguns colégios.

A fiscalização e o suporte para a testagem é da Sesa. No entanto, as escolas enfrentam dificuldades para enviar a listagem dos profissionais que estão atuando no retorno. O controle serviria para ajudar o monitoramento. A Pasta não informou quantos ainda serão testados ou se ainda haverá testagem.

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Na última semana, não houve autorização para volta de mais nenhuma etapa de ensino. A expectativa é de que nesta semana sejam liberadas outras turmas. Terminando os 14 dias para observar o impacto da reabertura no cenário epidemiológico. Por outro lado, há imbróglio sobre o retorno na rede pública.

Durante reunião com a representação dos profissionais da educação do Ceará, a secretária Eliana Estrela afirmou que não há cenário favorável para retorno este mês. Mas a decisão deve passar mesmo é pelo crivo do governador Camilo Santana (PT) junto com a equipe da Sesa. A dúvida é se a estrutura das escolas dará conta de cumprir o extenso protocolo decretado pelo próprio petista, o que de fato afasta a possibilidade de retorno. 

Em Fortaleza, os professores já sinalizaram o indicativo de greve caso haja retorno este mês, o que pode atrasar ainda mais. A prefeitura estima cerca de 550 mil para compra de EPIs. Valor mais baixo se comparado ao primeiro pregão lançado pela gestão. Com pressão da categoria, a secretária Dalila Saldanha já se reuniu com os profissionais e tenta apaziguar os ânimos, com a promessa de que o prefeito Roberto Cláudio deve se reunir com a categoria antes do retorno, conforme fontes ouvidas pelo O POVO.