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Coronavírus
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"Uma segunda ou terceira onda é muito mais letal e não é o que queremos no Ceará", afirma secretário

De acordo com Flávio Ataliba, secretário executivo de Planejamento do Estado, um possível relaxamento da população na obediência aos protocolos de saúde poderá acarretar em ondas mais letais do coronavírus na Capital

Filipe Pereira
21:53 | 05/07/2020
MOVIMENTO no espigão da avenida João Cordeiro, em Fortaleza, no último domingo, 5 (Foto: FABIO LIMA)
MOVIMENTO no espigão da avenida João Cordeiro, em Fortaleza, no último domingo, 5 (Foto: FABIO LIMA)

A desobediência aos protocolos de saúde estabelecidos pelos decretos do governo para evitar a contaminação pelo novo coronavírus pode levar Fortaleza a enfrentar ondas mais letais da doença. É o que afirmou o secretário executivo da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag), Flávio Ataliba, durante live nas redes sociais neste domingo, 5, para esclarecer dúvidas sobre o plano de retomada no Ceará.

Neste domingo, mesmo com as restrições ainda previstas com o novo Decreto de isolamento social anunciado no sábado, 4, a Praia do Futuro apresentou movimentação de banhistas durante a manhã. “As pessoas parece que têm a sensação que a doença passou, mas ela não passou. O vírus continua circulando entre nós. Por que se reduziu? Porque tivemos grandes períodos de isolamento social e ao fazer isso a transmissão entre as pessoas é bem menor”, explicou Ataliba.

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Coordenador do plano de retomada da economia no Ceará, ele afirma que caso a população retorne às atividades rotineiras sem cautelas e com “tudo que fazia antes”, possíveis outras ondas de contaminação podem retornar com maior letalidade. “É comprovado e as experiências mostram em outros países que, em pandemias anteriores, uma segunda ou terceira onda que existe numa pandemia é muito mais letal porque as pessoas estão mais desprotegidas e relaxadas àquela situação anterior de pânico, e não é o que queremos que aconteça no Ceará”, disse.

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