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Coronavírus
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Com resultado promissor em estudo, corticoide já foi usado por pacientes em Fortaleza

Protocolo que combina antibiótico azitromicina e do corticoide prednisona tem resultado positivo segundo pesquisa da Universidade de Oxford. Medicamentos foram usados na rede de atenção primária de Fortaleza em meados de abril e podem ter retardado pico do coronavírus na Regional VI

Matheus Facundo
22:42 | 16/06/2020
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jangurussu, em Fortaleza  (Foto: JÚLIO CAESAR)
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Jangurussu, em Fortaleza (Foto: JÚLIO CAESAR)

Utilizada pela rede de atenção primária de saúde de Fortaleza "desde meados de abril", a combinação do antibiótico azitromicina e do corticoide prednisona no tratamento de pacientes com sintomas mais leves de coronavírus pode ter contribuído para atrasar o pico da doença em algumas regionais, como  a VI. De acordo com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) a confirmação deste cenário ainda será analisada, porém já podem ser encontrados indícios, como a menor letalidade na Regional VI em relação aos outros territórios da Capital.

"Em algumas regionais onde a doença demorou a se disseminar, como a regional VI, a gente teve esse protocolo sendo administrado já no início da disseminação da doença naquela área da cidade. E nessa regional de fato a gente tem tido uma taxa de óbitos menor do que em outras regionais e isso é um indício que vamos ainda analisar e examinar os dados", afirma RC.

A informação foi divulgada durante live pelo chefe do Executivo Municipal devido a divulgação, nesta terça-feira, 16, de estudo que apontou que um tipo de medicamento corticoide, a dexametasona, é a primeira droga capaz de reduzir as chances de mortes por Covid-19. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Resultados indicam redução de um terço das mortes em decorrência da doença em pacientes que precisavam de tratamento com oxigênio e receberam o medicamento. "Saiu hoje um trabalho importantíssimo, organizado pela Universidade de Oxford, de uma grande pesquisa que identificou que o uso do corticoide no momento certo reduz o risco do paciente vir a óbito", comentou Roberto Cláudio.

"Bom dizer que em Fortaleza graças à orientação e protocolo da Escola de Saúde Pública do Ceará e com concordância de equipe de especialistas e obviamente de acordo com o profissional médico e o próprio paciente começamos a administrar um protocolo com corticoide e antibiótico em meados e abril e hoje já estamos utilizando em larga escala", afirma RC.

Se confirmado o sucesso dessa terapia, de acordo com o prefeito, será indicado o "efeito benéfico e protetor de vidas" da administração precoce do protocolo. Na Capital, a indicação é administrar os medicamentos nos primeiros dias de sintoma, para impedir a evolução para um quadro de saúde mais grave.