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Coronavírus
NOTÍCIA

Pesquisa chinesa identifica alvo promissor no novo coronavírus para vacinas contra Covid-19

Os pesquisadores também observaram que pacientes curados de Covid-19 produziram anticorpos variados

Catalina Leite
10:00 | 06/05/2020
O pesquisadores se baseara em dados como taxa de infecção e gravidade dos sintomas em seis países: Canadá, China, Coreia do Sul, Itália, Japão, Singapura (Foto: Reprodução/Fiocruz imagens)
O pesquisadores se baseara em dados como taxa de infecção e gravidade dos sintomas em seis países: Canadá, China, Coreia do Sul, Itália, Japão, Singapura (Foto: Reprodução/Fiocruz imagens)

Uma pesquisa da Universidade Tsinghua, na China, identificou um alvo promissor no novo coronavírus para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. O estudo avaliava os anticorpos de 14 pacientes curados da doença e percebeu que a quantidade de anticorpos neutralizantes estava associada contra a proteína S-RBD do Sars-Cov-2, utilizada para se ligar às células humanas.


Dessa forma, os pesquisadores acreditam que a S-RBD é uma proteína chave para ser atacada pelas futuras vacinas. "Mas nossas descobertas precisam de confirmação adicional em uma grande corte de pacientes com Covid-19", reforça o autor do estudo, Fang Cheng, do Hospital Chui Yang Liu, afiliado à Universidade de Tsinghua.


Ainda, o artigo “Detecção de imunidade humoral e celular específica de SARS-CoV-2 em COVID-19 indivíduos convalescentes”, publicado na revista científica Immunity nesse domingo, 3, pontua que os pacientes curados de Covid-19 produziram anticorpos variados contra o vírus. Normalmente, a tendência é que indivíduos produzam anticorpos parecidos para combater a mesma doença.


Os especialistas ainda não sabem porque a resposta imune variou tanto entre os pacientes, mas os resultados foram parecidos com os de outra pesquisa publicada em formato preprint - ou seja, que ainda precisa ser validada por outros cientistas. 


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Outro dado relevante do estudo com 14 pacientes recuperados é o tempo de duração da imunidade dos indivíduos. Oito deles tinham acabado de receber alta, enquanto os seis restantes já estavam há duas semanas curados. De acordo com os pesquisadores, pelo menos até duas semanas a imunidade adaptativa dos pacientes continuou presente no corpo humano.


Isso é importante porque algumas vezes o sistema imunológico vai “perdendo” a imunidade para algumas doenças - seja porque o vírus da doença muda muito, ou porque o corpo não mantém os anticorpos. No caso da H1N1, por exemplo, é preciso tomar a vacina anualmente, pela constante mutação do vírus.