‘Amo minhas cicatrizes’, diz Angelina Jolie sobre mastectomia

‘Amo minhas cicatrizes’, diz Angelina Jolie sobre cirurgia de mastectomia

Em conversa com a rádio France Inter, a artista explicou que prefere as cicatrizes da prevenção à ideia de uma vida perfeita e sem experiências.

Em uma passagem pelos microfones da rádio France Inter, na França, Angelina Jolie revisitou as decisões que tomou em prol de sua longevidade.

Aos 50 anos, a atriz e diretora demonstrou que as marcas físicas deixadas pelas cirurgias preventivas de mastectomia e retirada de ovários, realizadas em 2013, não são motivos de vergonha, mas sim de orgulho e conexão com sua história.

Além da estética: a beleza do imperfeito

Durante a conversa, Jolie subverteu os padrões de beleza de Hollywood ao exaltar as imperfeições que o tempo e as escolhas deixam na pele. Para a artista, a ausência de marcas significaria uma vida não testada.

Ela declarou: "Sempre fui alguém mais interessada nas cicatrizes e na vida que as pessoas carregam. Não me sinto atraída por uma ideia perfeita de uma vida sem cicatrizes". 

Angelina Jolie: o peso da ausência familiar

A motivação para os procedimentos, que visaram reduzir o risco genético de câncer de quase 90%, está profundamente ligada à dor de ter perdido a mãe, Marcheline Bertrand, prematuramente em 2007.

Angelina destacou que sua prioridade absoluta é quebrar o ciclo de perdas precoces em sua família para que seus seis filhos não passem pelo que ela viveu.

"Minhas cicatrizes são uma escolha que fiz para permanecer aqui o maior tempo possível com meus filhos. Amo minhas cicatrizes por causa disso. E sou grata por ter tido a oportunidade e a escolha de fazer algo proativo pela minha saúde", explicou a vencedora do Oscar.

A filosofia de uma vida plena

Ao concluir seu raciocínio na rádio francesa, a estrela de “Malévola” ofereceu uma perspectiva filosófica sobre o envelhecimento e as adversidades.

"Perdi minha mãe jovem e estou criando meus filhos sem uma avó. Então, para mim, isso é a vida. Se você chega ao fim da sua vida sem ter cometido erros, sem ter feito bagunça, sem ter cicatrizes, você não viveu uma vida plenamente suficiente", refletiu.

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