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BBB 21: Após polêmica, Vida&Arte indica obras que valorizam a cultura negra

O racismo na sociedade brasileira e a importância de afirmação da identidade negra se tornaram assuntos na internet após o participante do Big Brother Brasil, Rodolffo Matthaus, dizer falas racistas

15:47 | 07/04/2021
"Brown Skin Girl", álbum visual de Beyonce, foi lançado em 2020. (Foto: Reprodução)

O participante do Big Brother Brasil 2021, Rodolffo Matthaus, estava usando uma fantasia de monstro da pré-história quando comentou para o amigo, Caio, que também estava com a mesma roupa: “Cê tá com o cabelo quase igual ao do João". Logo em seguida, o “brother” João Luiz rebateu: “Não, não é igual. É diferente”. O fato causou discussões nas redes sociais, durante o fim de semana, por causa do racismo presente na fala.

Na segunda-feira, 5, João falou no “Jogo da Discórdia” sobre como o discurso lhe deixou desconfortável e mostrou sua indignação. A partir dessa situação, a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) da Polícia Cívil do Rio de Janeiro investigará o sertanejo Rodolffo.

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Internautas levantaram hashtags em defesa de João, mas também houve usuários que argumentaram a favor do participante acusado de racismo. Para entender a temática, o Vida&Arte separou obras artísticas que mostram a importância de afirmar a identidade negra. 

“Black is King”

"Black is King" (2020) é o segundo álbum visual da cantora Beyoncé. A obra é um complemento do álbum "The Lion King: The Gift" (2019), trilha sonora criada para o remake do filme "O Rei Leão", lançado no mesmo ano. A cantora contou a história da diáspora africana e convidou artistas, produtores e compositores afro-americanos. O álbum conta com o vídeo de "Brown Skin Girl", vencedor do prêmio de Melhor Videoclipe no Grammy 2021. Blue Ivy, filha da cantora, recebeu o primeiro Grammy pela contribuição na música, que fala sobre aceitação e empoderamento de mulheres negras.

“Amoras”

"Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também", diz trecho da música "Amoras", de Emicida. A canção reproduz um diálogo do artista com sua primeira filha, Estela, e fundamenta o primeiro livro infantil do rapper. A obra fala sobre representatividade, preconceito e autoconfiança a partir de referências à resistência, como Zumbi dos Palmares e Martin Luther King. O livro, dedicado a Estela, tem ilustrações de Aldo Fabrini.

“O Pequeno Príncipe Preto”

Antoine de Saint-Exupéry retrata questões humanas por meio das aventuras de um garoto viajante em "O Pequeno Príncipe", um dos maiores clássicos da literatura. O ator, diretor e dramaturgo Rodrigo França escreveu a peça “O Pequeno Príncipe Preto”, que foi assistida por mais de 60 mil pessoas. Uma versão literária da obra foi lançada em 2020. Apesar das semelhanças com o livro original, como a relação com a raposa, a história é expandida ao falar sobre a relação com ancestralidade, a união e o autocuidado.

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“Americanah”

A autora Chimamanda Ngozi Adichie trata sobre imigração, preconceito racial e desigualdade de gêneros na história de "Americanah". O romance aborda a trajetória da protagonista Ifemelu, blogueira aclamada nos Estados Unidos que deixou a Nigéria durante o governo militar. Quinze anos depois, ela retorna ao país de origem tendo como bagagem os desafios que enfrentou durante o período distante.

“Pantera Negra”

O Pantera Negra foi o primeiro herói negro nos quadrinhos, criado na década de 1960, e se tornou referência para jovens. A entrada do personagem no universo cinematográfico da Marvel aconteceu através do filme "Capitão América: Guerra Civil" (2016). Dois anos depois, Pantera Negra ganhou uma aventura solo num filme estrelado quase totalmente com atores negros. O longa acompanha a volta de T'Challa para a nação africana de Wakanda, país fictício, para se tornar rei. “Pantera Negra” venceu três prêmios no Oscar e a continuação está prevista para 2022.

“Cara Gente Branca”

"Cara Gente Branca" é uma série produzida pela Netflix com base em um filme de 2014. Apesar do tom cômico, a obra conta a história de Sam White e outros jovens negros numa universidade majoritariamente branca, e perpassa questões como racismo e a busca pela identidade. As gravações da quarta e última temporada foram interrompidas devido ao coronavírus, mas os episódios anteriores podem ser acessados pela plataforma de streaming.

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