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Testamos: LG K52 tem tela decente e boa bateria, mas desempenho ruim

Aparelho foi lançado em outubro com preço sugerido de R$ 1.499, mas já é encontrado por menos de R$ 1.200 no varejo online; veja impressões

Bemfica de Oliva
07:38 | 15/12/2020
LG K52 atende apenas ao básico, com destaques ficando para tela e bateria (Foto: Bemfica de Oliva)
LG K52 atende apenas ao básico, com destaques ficando para tela e bateria (Foto: Bemfica de Oliva)

No final de outubro a LG lançou três novos aparelhos no Brasil. A família K, que já tinha os modelos K41S, K51S e K61, cresceu: K52, K62 e K62+ são as apostas da fabricante para as vendas de fim de ano no País.

O celular de entrada dessa nova leva, K52, traz tela de 6,6" com resolução HD+, câmera frontal em um entalhe circular, bateria de 4.000 mAh e câmera quádrupla na traseira. Por dentro há um processador MediaTek Helio P22, 64 GB de memória interna e 4 GB de RAM. Estranhamente, a LG optou por uma nomenclatura diferente, no Brasil, em relação ao resto do mundo: lá fora, o celular é chamado de K42, e o K52 é o modelo intermediário - que, no Brasil, se chama K62. Completa o trio o smartphone que em outros países leva o nome de K62, e aqui atende por K62+. Achou confuso? Eu também.

O preço de lançamento do K52 era de R$ 1.499, mas atualmente é possível encontrá-lo com descontos acima de 20% no varejo, com lojas ofertando o aparelho por menos de R$ 1.200. Vale o preço? Usei o K52 como meu celular principal nos últimos dias e conto abaixo tudo o que descobri.

Conteúdo da caixa do LG K52

Caixa do LG K52 não tem grandes surpresas, mas traz uma capa para proteger o aparelho
Caixa do LG K52 não tem grandes surpresas, mas traz uma capa para proteger o aparelho (Foto: Bemfica de Oliva)

Sendo um modelo de entrada, não era de se esperar que o K52 viesse com uma caixa super recheada. Nela se encontram o celular, o cabo USB tipo C, fones de ouvido simples e um carregador de 10 W - nada de carregamento rápido por aqui. De cortesia, uma capa transparente. Não é uma proteção gigantesca, mas um adicional bem vindo para o celular ficar menos sujeito a danos. Fechando o conteúdo, a ferramenta de remoção do chips, além de manuais, guias de segurança e outros folhetos.

Especificações do LG K52

Mesmo no segmento de smartphones básicos, o K52 preocupa por ter um processador Helio P22, da MediaTek. É um componente que, na época de seu lançamento, em 2018, já era considerado de entrada, e levanta a suspeita de não dar conta em um celular de 2020. Falaremos mais sobre isso na última seção, de performance. Completam o pacote 3 GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento interno.

Na conectividade há Bluetooth 5.0, WiFi b/g/n (ou seja, nada de WiFi ac, que permite conectar em redes de 5 GHz, que entregam maior velocidade), GPS e a entrada USB tipo C.

Design e acabamento do LG K52

Design do LG K52 é agradável, apesar da construção em plástico
Design do LG K52 é agradável, apesar da construção em plástico (Foto: Bemfica de Oliva)

O celular é construído ao redor de uma tela de 6,6", que falaremos a seguir. Ela tem um entalhe circular para a câmera frontal, e bordas finas nas laterais e no topo - na parte inferior, há um "queixo", característica já comum em aparelhos de entrada desde a popularização de "telas infinitas.

O corpo, de plástico, tem um acabamento ondulado na traseira. A textura é agradável e segue uma tendência, presente em várias fabricantes, de adicionar detalhes visuais diferenciado nos aparelhos de entrada, de forma a se destacar das outras opções disponíveis nas lojas. Infelizmente, é preciso escolher entre a textura da traseira e a proteção extra devido a capa incluída na caixa.

Na lateral esquerda há três botões: o seletor de volume e um para ativar o Google Assistente. Acima deles, a entrada para chips - é possível usar duas operadoras e um cartão de memória. Na parte inferior, a entrada de fones de ouvido 3,5 mm, a USB tipo C e o alto-falante. A lateral direita traz o botão liga/desliga, que tem um leitor de impressões digitais integrado. Ele é preciso, porém, pelo seu formato afilado, é difícil realizar a configuração inicial - precisei de quase dez minutos para conseguir concluí-la. Não posso dizer, no entanto, que é um problema específico do modelo, pois não cheguei a utilizar outros aparelhos que tenham o leitor integrado ao botão liga/desliga.

Aqui são necessários alguns adendos sobre o botão do Google Assistente e o leitor de digitais. Eles funcionam bem... Até demais. Ao levantar o celular de uma mesa, por exemplo, segurando pelas laterais, é comum ativar um dos dois acidentalmente. No leitor de digitais isso se torna especialmente irritante pois, se o aparelho não detectar a digital correta em cinco tentativas, só é possível desbloqueá-lo com a senha (numérica ou no padrão desenhado, como em qualquer outro aparelho Android). O Google Assistente sendo ativado diversas vezes por acidente fica no meio da tela, e incomoda bastante. Um leitor de digitais na traseira e um botão do Google Assistente que fosse um pouco mais duro de pressionar ajudariam muito.

Com 182 gramas, o aparelho não é extremamente leve, mas também não incomoda no uso cotidiano. As cores disponíveis são cinza/prata, presente no aparelho que nos foi cedido pela LG, e verde, em um tom que lembra acessórios militares.

Tela do LG K52

Eu particularmente tenho problema com telas arredondadas demais nos cantos, como é o caso do K52 e de praticamente qualquer celular à venda atualmente. A impressão que me passam é de desperdício de área útil nos cantos, que poderiam abrigar mais notificações. No entanto, é uma tendência da indústria que não deve mudar tão cedo.

O brilho da tela é satisfatório, mas não muito potente, e a qualidade do painel me surpreendeu. Mesmo tendo resolução HD+ (1600x720 pixels), é difícil distinguir pontos individuais na imagem, na distância de uso habitual, e a reprodução de cores é boa, assim como os ângulos de visão - o painel, do tipo IPS, é de excelente qualidade.

É possível ajustar, nas configurações, o modo "visualização confortável", que reduz a quantidade de luz azul emitida, o que deixa a interface com um tom amarelado porém auxilia no sono de quem tem o costume de usar o aparelho antes de dormir. Falando nisso, há um "modo hora de dormir", que deixa a tela em preto e branco e silencia notificações. Não encontrei, porém, opção para modificar a calibragem das cores, algo comum em aparelhos de outras marcas.

Meu único problema real com a tela foi o entalhe para a câmera frontal. Esta solução vem sendo adotada pelas fabricantes como uma alternativa aos entalhes imensos popularizados com o lançamento do iPhone X, em 2017, ou a adotar mecanismos móveis para guardar a câmera quando não está em uso, como no Motorola One Hyper.

No entanto, a sensação que tive no K52 foi justamente a de espaço desperdiçado: o contorno do entalhe é enorme, e ele deixa uma área "escurecida" ao redor do orifício da câmera. Isso implica que tanto horizontalmente (diminuindo o espaço para notificações) quanto verticalmente (aumentando a altura da barra de status) a sensação visual do entalhe é bastante incômoda. A LG inclui no sistema uma opção de deixar a barra de status em cor preta, o que reduz o incômodo, mas isso só funciona em aplicativos da própria LG.

Câmera do LG K52

A LG tem usado as câmeras como mote de venda nos novos aparelhos da linha K. São quatro sensores ao todo, que até na caixa do celular têm destaque. Eles estão dispostos em um design que se tornou lugar-comum nos aparelhos em 2020, um retângulo escuro com as lentes e o flash parecendo um "cooktop". A própria LG, inclusive, adotou esta nomenclatura para esse elemento do design. Apesar da propaganda, no entanto, há sérias ressalvas sobre este âmbito do smartphone.

Primeiramente, algo que é usado por todas as fabricantes, e que entendo como enganoso: os materiais de divulgação falam em "quatro câmeras", no entanto apenas três podem ser usadas. Há, no conjunto, um sensor de profundidade, que não tem capacidade de tirar fotos.

Restam, então, uma lente principal de 13 megapixels, uma grande-angular de 5 MP e uma macro, de apenas 2 MP. Elas são acompanhadas por um flash de LED comum. Na frente, o sensor tem 8 MP.

A câmera principal tem qualidade decente. Não é espetacular, mas está na média para a faixa de preços. Ela entrega cores boas, porém um tanto lavadas, sem saturação. Esta é uma questão de preferência pessoal, e é comum as fabricantes terem "identidade própria" nas câmeras perceptível justamente pela tonalidade das cores.

Ao mudar para o sensor grande-angular, no entanto, o cenário é totalmente diferente. As imagens perdem definição, tanto pelo sensor de resolução menor quanto pela qualidade do processamento feito pelo celular, e acabam ficando com um "efeito pintura", com reprodução de detalhes baixa. Há também uma correção de lente (ferramenta usada em fotos grande-angular para reduzir o efeito "olho de peixe" deste tipo de lente) muito ruim. Por fim, a saturação das cores é maior que na lente principal, mas isso também não é bom, pois os tons não são reproduzidos naturalmente.

Na galeria abaixo é possível notar a diferença de cores e o "efeito pintura" na foto do espigão, enquanto na imagem com os edifícios ao fundo vê-se que o prédio da direita ficou "curvo", resultado de uma correção de lente mal feita. Na mesma foto, a rede na parte esquerda da imagem aparenta "perder" alguns pedaços, pela baixa resolução. Na imagem do espigão, nota-se a perda de definição das pegadas na areia, e também a saturação exagerada.

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A câmera macro já não me dava grandes expectativas. Com um sensor de apenas 2 MP, eu imaginava que ela produziria imagens de péssima qualidade, que dificilmente seriam aproveitáveis para até mesmo para publicar em redes sociais. Ainda assim, me decepcionei. As fotos são simplesmente terríveis, com baixa definição, e percebe-se claramente que ela está ali apenas para que a fabricante possa dizer que o aparelho tem quatro câmeras. As cores, embora tenham boa saturação, ficam "lavadas", com pouca variedade entre os tons. Por fim, como a lente tem foco fixo, é difícil acertar a distância para as fotos.

É importante ressaltar, no entanto, que este erro não é exclusivo da LG: quase todas as marcas têm incluído câmeras macro em seus aparelhos de entrada, e quase sempre são sensores de 2 MP que não têm utilidade exceto brincar com ele nos primeiros dias de uso do celular.

Clique na imagem para abrir a galeria

A câmera frontal, com 8 MP, entrega imagens de qualidade básica. A definição de cores é mediana, o nível de detalhes é apenas passável, e o modo retrato tem falhas em encontrar o fundo a ser desfocado.

Bateria do LG K52

Outro ponto consideravelmente positivo do LG K52 é a bateria. Em tempos de quarentena, com as saídas de casa seriamente reduzidas e a maior parte do meu uso de internet sendo pelo computador, ela durou três dias sem dificuldades. Em outros cenários, de uso mais intenso, é esperado que ela aguente um dia inteiro antes de precisar ser carregada.

A ressalva cai na conta do carregador, de apenas 10 W. Concorrentes como Motorola e Samsung têm opções, na mesma faixa de preço, que vêm de fábrica com carregadores de 15, 18 e até 20 W. A carga completa leva pouco mais de duas horas. Com 15 minutos na tomada, a bateria foi de 5 a 18%. Meia hora de carregamento levou o número a 28%, enquanto uma hora completa entregou apenas 47% de bateria.

Pelo menos ainda é incluído carregador na caixa, diferentemente do que vem sido feito pela Apple e pela Samsung, por exemplo.

Sistema e aplicativos pré-instalados no LG K52

O K52 vem com o Android 10, personalizado com a interface da LG. Ela lembra bastante a One UI, da Samsung, pelos tons de cor usados e até em alguns ícones. A empresa ainda não informou se haverá atualização para o Android 11 mas, se tratando de um aparelho de entrada, eu não guardaria esperanças - se a atualização vier, possivelmente acontecerá depois que a Google já tiver anunciado a versão 12 do sistema, entre a metade e o final de 2021.

A navegação vem de fábrica sendo controlada por gestos na barra que fica na parte inferior da tela. É possível trocar para as tradicionais tecla "voltar", "home" e "recentes" do Android - foi a primeira configuração que fiz ao ligar o aparelho, aliás.

É possível ainda alternar para o modo noturno, que deixa a interface escura. As opções são de manter o aparelho o tempo todo com a interface clara, o tempo todo com a interface escura, ou variar de acordo com a hora.

A tela inicial pode ser configurada em alguns modos diferentes. "Início" deixa todos os aplicativos na tela inicial, "menu de aplicativos" deixa apenas aqueles selecionados pelo usuário, com o acesso aos outros sendo feito pelo botão de menu ou com um gesto de arrastar o polegar para cima na tela inicial. "EasyHome", por sua vez, deixa apenas "um layout simples com uma fonte grande", nas palavras da própria LG, e pode ser mais adequado a usuários de idade avançada ou que tenham dificuldades de visão.

Senti dificuldade, em todos os modos de tela inicial, pelo fato de que aplicativos instalados são enviados ao fim da lista, sendo necessário selecionar a opção "ordenar aplicativos por" para tê-los em ordem alfabética. O fato de a LG ter uma divisão por pastas com vários aplicativos usados constantemente, como calendário e calculadora, também atrapalha, pois muitas vezes percorri a lista procurando pelo app de contatos, por exemplo, para só depois de algumas tentativas frustradas lembrar que ele estava dentro de uma pasta.

Nas pastas há, inclusive, uma chamada "Recomendado", com jogos e redes sociais pré-instalados. É possível desinstalar estes aplicativos manualmente, mas o fato de estarem ali desde que o aparelho é ligado pela primeira vez incomoda, além de consumir espaço no armazenamento, com muitos usuários sem saber que é possível desinstalar esses aplicativos e liberar alguns MB.

Este é outro ponto complicado do aparelho: para 2020, 64 GB já não é uma quantidade imensa de armazenamento disponível - meu smartphone habitual, um OnePlus 5T, tem 128 GB e mesmo fazendo limpezas constantes nos arquivos, tenho sempre cerca 80 GB ocupados. Por isso, o fato de o K52 já vir desde o primeiro uso com 17 GB de armazenamento consumido pelo sistema me deixou preocupada: no momento em que escrevo esta parte do review, com dez dias de uso, o smartphone já está com 43% da memória cheia. Se eu ficasse com ele por alguns meses, inevitavelmente teria que passar arquivos para o computador com frequência.

Som e ligações no LG K52

O som do LG K52 não é decepcionante, considerando a faixa de preço, mas também não surpreende. Ligações têm qualidade satisfatória e é possível usar, caso a outra pessoa tenha um aparelho compatível, a função VoLTE, que realiza chamadas pela rede 4G e melhora bastante as chamadas.

Não cheguei a testar os fones incluídos na caixa, mas é possível afirmar com tranquilidade que eles não entregaram nada melhor que qualquer outro fone básico de celular que você tenha em casa. Minha recomendação é juntar um pouco mais de dinheiro e comprar um fone melhor, caso esta função seja essencial para você.

O som do alto-falante tem volume satisfatório, mas começa apresentar distorções pouco após a metade do volume máximo. O falante "de orelha", que fica acima da tela e é usado em ligações, não funciona para músicas e filmes. Para ver vídeos ou jogar com o som do próprio celular, somente pelo alto-falante, localizado na parte inferior.

A LG inclui a tecnologia DTS:X, chamado aqui de "Som LG 3D". Ele só funciona, no entanto, com fones ou caixas de som externas. Ele é bem útil, porém, nestas condições, simulando um som surround, parecido aos existentes em cinemas ou home theaters.

Desempenho e jogos no LG K52

Conforme afirmado no começo do texto, não pode-se esperar muito do K52 em termos de performance. O processador Helio P22 tem dois anos de lançado - em termos de tecnologia, o equivalente a eras - e já era um componente para aparelhos de entrada em 2018. Os 3 GB de RAM também mostram que o aparelho não tem vocação para funções pesadas.

De fato, a interface apresenta engasgos no uso cotidiano, e mesmo aplicações leves, como redes sociais, possuem atrasos durante a utilização e demoram a abrir. Alternar entre aplicativos abertos também é uma tarefa demorada. Quando questionei a LG sobre o uso de um processador antigo na nova linha K, a resposta foi que o componente "entrega todo o poder de processamento necessário para a máxima fluidez do sistema operacional". A minha experiência com o aparelho mostrou o contrário: qualquer coisa além de um uso básico para internet e redes sociais - e mesmo nessas funções - vai ter atrasos e lentidão, e não "máxima fluidez".

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Testei três jogos no LG K52 - Free Fire, PlayerUnknown's BattleGrounds (PUBG) e Asphalt 9 (que vem com uma versão demo entre os aplicativos pré-instalados no aparelho) - todos em qualidade baixa. No Asphalt 9, a taxa de quadros ficou um pouco abaixo do ideal, enquanto os outros dois jogos supreendentemente rodaram sem engasgos. Em suma, o aparelho pode atender um uso básico para games, desde que você não seja exigente para a qualidade gráfica.

Conclusão: vale a pena comprar o LG K52? Ele é bom?

A categoria de smartphones entre R$ 1.000 e R$ 1.500 é possivelmente a mais concorrida do mercado brasileiro. É também onde estão posicionados muitos dos aparelhos da LG no País, incluindo-se aí o K52.

Pelo preço inicial, no entanto, o modelo estava pouco equipado para competir com a concorrência. Pouco mais de um mês após o lançamento, no entanto, a redução de cerca de 20% no valor cobrado pelo smartphone o torna uma opção interessante para quem procura um aparelho básico.

O LG K52 não traz nenhuma característica surpreendente, atendendo ao estritamente necessário dentro da sua categoria. Há alguns agrados, como a tela de boa qualidade, mesmo que de resolução apenas HD+, e a bateria com duração satisfatória. No entanto, ele falha em pontos básicos, como a qualidade das câmeras grande-angular e macro - algo que poderia ser relevado, se a fabricante não tivesse insistido tanto neste ponto nas propagandas - e a performance, tendo notáveis engasgos mesmo em tarefas básicas como navegar em redes sociais ou alternar entre aplicativos.

No momento em que este texto é escrito, o menor preço que encontrei para o LG K52 no varejo online foi de R$ 1.099 à vista e R$ 1.149 a prazo. Embora este valor não esteja mais tão desconectado da realidade quanto os R$ 1.499 cobrados no lançamento, eu diria que ainda é mais do que o ideal. Se a LG tivesse posicionado o K52 na categoria de R$ 999, ele seria um concorrente de peso. Na situação atual, porém, é difícil recomendar o aparelho considerando outras opções disponíveis no mercado.

Alternativas ao LG K52

Após saber tudo sobre o LG K52, pode ser interessante comparar o aparelho com alguns dos concorrentes. Todos são mais caros - alguns chegam a custar R$ 300 a mais - porém oferecem vantagens que podem compensar o investimento adicional. Veja abaixo as alternativas, separadas por marca.

LG

A própria LG traz uma boa opção na mesma faixa de preço do K52. Com preços a partir de R$ 1.299 (ou R$ 1.399 a prazo), o K61 é um aparelho um pouco mais antigo, porém traz especificações melhores.

Entre as vantagens estão: a tela de resolução Full HD+; o processador Helio P35, também da MediaTek, mas levemente superior ao P22 do K52; 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. As câmeras também são melhores: 48 MP na principal, 8 MP na lente grande-angular, e um sensor de profundidade de 5 MP; a câmera macro é igual em ambos os modelos, mas a frontal do K61, com 16 MP, é melhor. A vantagem do K52 fica na versão no Android mais recente: o K61 vem com a versão 9, e perde algumas funcionalidades por isso.

Samsung

No país de origem de LG e Samsung, as fabricantes são as principais concorrentes uma da outra. No Brasil, alguns modelos podem fazer frente ao K52.

Por R$ 1.289 (R$ 1.369 a prazo), o A21s traz câmeras melhores na frente (13 MP), no sensor principal (48 MP) e no grande angular (8 MP). A bateria é maior, com 5.000 mAh, e carrega mais rápido, com 15 W. Por dentro, há 4 GB de RAM e o processador Exynos 850, da própria Samsung, mais potente que o do K52. O A21s também tem suporte a WiFi ac, podendo conectar-se a redes sem fio com maior velocidade.

Outra boa opção da Samsung é o M21s. A tela, além de ter resolução Full HD+, possui tecnologia Amoled, com cores mais vívidas e melhor contraste. A bateria de 6.000 mAh é bem acima da média e uma das maiores disponíveis no mercado brasileiro, e tem carregamento de 15 W. Nas fotos, perde-se a lente macro - não que faça muita diferença - e ganha-se na resolução do sensor principal (64 MP, com filmagem em 4K), no grande-angular (8 MP) e no de profundidade (5 MP), além da câmera frontal de 32 MP. Por dentro, o processador Exynos 9611 dá um banho de performance no Helio P22 usado pelo aparelho da LG, e também há 4 GB de memória RAM, permitindo manter mais aplicativos abertos. Fecha o pacote o suporte a WiFi ac. O M21s pode ser encontrado por R$ 1.329 (ou R$ 1.371 a prazo).

Motorola

A fabricante estadunidense, atualmente sob controle da Lenovo, também possui competidores para o K52. Um exemplo é o Moto G9 Play: com bateria de 5.000 mAh, carregamento de 20 W e câmera principal de 48 MP, o modelo tem vantagens sobre o aparelho da LG. Por dentro, o processador Snapdragon 662, da Qualcomm, os 4 GB de RAM e o suporte a WiFi ac também dão vantagens ao smartphone da Motorola. O K52 ganha por ter a lente grande-angular, algo ausente no G9 Plus. Ele pode ser encontrado a partir de R$ 1.229 (ou R$ 1.299 a prazo).

Outra opção da mesma fabricante é o One Fusion, modelo mais recente da linha Motorola One no Brasil. Lançado em junho, ele ganha do K52 nas câmeras (48 MP com filmagem em 4K no sensor principal, 8 MP no grande angular e 5 MP no macro), no armazenamento interno de 128 GB, na bateria de 5.000 mAh e nas especificações internas, com 4 GB de RAM e processador Snapdragon 710, que além de melhor performance traz também suporte a WiFi ac. Ele é, no entanto, um pouco mais caro do valor atual do K52, apesar de estar próximo do preço de lançamento do aparelho da LG: R$ 1.479, à vista ou a prazo.