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Primeiro rim artificial dispensa a necessidade de diálise e transplantes

Do tamanho de um smartphone, o primeiro rim artificial representa um grande avanço na qualidade de vida de pessoas transplantadas. Confira detalhes da criação e como funciona
08:00 | Out. 09, 2021
Autor Nadine Lima
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Nadine Lima Jornal
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Tipo Notícia

O primeiro rim artificial foi desenvolvido pelo "Kidney Project" e executará a maioria das funções biológicas do órgão, dispensando necessidades como diálise e transplantes para pacientes com doença renal. O item foi feito em parceria público-privada entre o Departamento de Saúde e Serviços dos Estados Unidos e a Sociedade Americana de Nefrologia.

Os criadores do "rim bioartificial Kidney X" receberam uma premiação de 650 mil dólares pelo primeiro teste funcional do protótipo, além de ter sido uma das seis equipes vencedoras selecionadas internacionalmente pela primeira demonstração do implante de rim artificial.

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Rim artificial: como funciona? 

O Kidney Project combinou as duas partes essenciais do rim artificial, o hemofiltro e o biorreator, implantando um dispositivo do tamanho de um smartphone para avaliação pré-clínica. O hemofiltro remove resíduos e toxinas do sangue, enquanto o biorreator replica outras funções renais, como o equilíbrio de eletrólitos no sangue.

Para a premiação, a equipe uniu as duas unidades em uma versão reduzida do rim artificial e avaliou seu desempenho em um modelo pré-clínico. As unidades funcionavam em conjunto, alimentadas apenas pela pressão arterial, sem a necessidade de diluidores do sangue ou medicamentos imunossupressores.

Rim artificial: principais vantagens

O primeiro rim artificial irá dispensar a necessidade de imunossupressores para pessoas com transplante renal, além de significar uma grande melhoria na qualidade de vida das pessoas que dependem da hemodiálise para sobreviver. 

Informações da University of California San Francisco

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