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Vacinação contra a gripe começa em 12 de abril; veja quem toma a vacina

Deve haver intervalo entre a vacina contra a gripe e contra a Covid-19

19:15 | 08/04/2021
Vacinação no Brasil é esperança para controlar pandemia de Covid-19. A partir de terça-feira, começa a vacina contra gripe (Foto: Mauro Pimentel/AFP)
Vacinação no Brasil é esperança para controlar pandemia de Covid-19. A partir de terça-feira, começa a vacina contra gripe (Foto: Mauro Pimentel/AFP)

Em 2021, a vacinação é o assunto que domina as discussões políticas, econômicas e dentro das casas. Enquanto a maioria da população ainda aguarda a vez de tomar a vacina contra Covid-19, na próxima segunda-feira, 12 de abril, começa a campanha nacional de vacinação contra a gripe. Coordenada pelo Ministério da Saúde (MS), ela tem previsão de ir até 9 de julho.

Ao todo, 79,7 milhões de pessoas fazem parte do público alvo da campanha. São eles: crianças de 6 meses a 6 anos de idade, gestantes, puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, idosos a partir dos 60 anos, professores, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e pessoas com deficiência permanente.

O restante dos grupos prioritários a serem imunizados são as forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Durante os 88 dias da 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, a meta é vacinar 90% do público alvo da campanha, que será dividido em três etapas de vacinação. As vacinas utilizadas durante a campanha são fornecidas pelo Instituto Butantan.

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A primeira fase será realizada entre os dias 12 de abril e 10 de maio, contemplando crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde, o grupo equivale a 25,2 milhões de brasileiros.

Já a segunda fase está marcada para ter início no dia 11 de maio e deverá ter duração até o dia 8 de junho. Nesta fase cerca de 32,8 milhões de idosos e professores devem ser vacinados.

Por fim, a terceira etapa de vacinação terá o objetivo de imunizar o restante dos grupos prioritários, uma parcela de 21,7 milhões de brasileiros. A última fase da campanha ocorrerá entre os dias 9 de junho e 9 de julho. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50 mil pontos de vacinação estarão espalhados pelo Brasil durante todo o período.

O Ceará aparece como o terceiro estado do Nordeste com o maior número de pessoas que fazem parte do grupo alvo de vacinação. Ao todo, mais de 3,2 milhões de pessoas devem ser contempladas no Estado. Apenas Pernambuco, com 3,5 milhões de pessoas no grupo prioritário, e Bahia, com 5,2 milhões, devem vacinar mais pessoas que o Ceará em todo o Norte-Nordeste.

Tanto a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) quanto a Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) informaram, por meio das equipes de comunicação, que detalhes sobre a campanha de vacinação contra a gripe devem ser repassados nos próximos dias. Ambas aguardam mais informações vindas do Ministério da Saúde. A SMS pede que a população aguarde as recomendações e evite ir aos postos de saúde sem necessidade.

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Intervalo entre vacinas

Pelo informe técnico de vacinação contra gripe, o MS informa que devido a "ausência de estudos de coadministração para a vacinação contra Influenza e Covid-19, não se recomenda a administração simultânea das vacinas". Indica-se que exista um intervalo de 14 dias entre a aplicação dos dois imunizantes.

Grupos prioritários em ambas as campanhas de vacinação (Covid-19 e gripe) devem dar prioridade à administração da vacina que combate o coronavírus. Diferente da campanha de imunização contra a Covid-19, gestantes e crianças fazem parte do grupo prioritário da vacinação contra a gripe.

Os que não fazem parte do grupo prioritário contra a Covid-19 e estiverem no grupo prioritário da vacinação contra a gripe estão aptos a receberem o imunizante contra a influenza. Não existe nenhuma restrição em receber a vacina da gripe junto a outros imunizantes que não o que combate a Covid-19.

O informe técnico do Ministério da Saúde destaca que a" vacinação da população-alvo pode reduzir as sobrecargas nos sistemas de saúde e contribuir com a prevenção de possíveis novos surtos de doenças respiratórias pelo vírus da influenza".

Ainda segundo o Ministério, "não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo SARS-CoV-2". Porém, recomenda-se o adiamento da vacinação contra a influenza nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela Covid-19 em atividade, para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais".

Entre os contaminados pela Covid-19, a vacinação contra a influenza deve ser aplicada após quatro semanas do início dos sintomas ou após quatro semanas da primeira amostra PCR positiva.

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Fases de Vacinação: 

12/4 até 10/5: crianças (6 meses até 6 anos), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde.

11/5 até 8/6: idosos com 60 anos ou mais e professores.

9/6 até 9/7: pessoas com comorbidades ou deficiências permanentes, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema prisional, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

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Campanha Nacional de imunização contra gripe avança nos últimos anos

O relatório apresentado pelo Ministério da Saúde (MS) aponta que o número de brasileiros vacinados contra a gripe aumenta anualmente. Conforme os dados do MS, desde 1999, data em que foi implementada a vacinação contra a influenza sazonal, o Brasil tem alcançado os objetivos do plano.

As metas traçadas ao longo dos anos também passaram por mudanças, indo de 70% da população alvo desde 1999 para 90% a partir de 2017. Desde 2011, de forma progressiva, novos grupos estão fazendo parte do público alvo da campanha.

Em um comparativo entre os anos de 2020 e 2011, o número de doses aplicadas na população brasileira quase triplicou, indo de 25 milhões de imunizados para 73,6 milhões no ano passado.

Em 2020, mais de 700 mil pessoas foram vacinadas contra a influenza em Fortaleza, e mais de 2 milhões de doses foram aplicadas no Ceará. A Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) informou que um balanço mais atualizado, com o número total de vacinados no último ano, deverá ser divulgado nos próximos dias.

Mesmo com o crescente número de vacinados contra a gripe nos últimos anos, os números não retratam a realidade da adesão dos brasileiros ao Calendário Nacional de Vacinação.

Os números mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, desde 2019, nenhuma das campanhas de vacinação do calendário infantil atingiu o objetivo traçado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Desde 2015, quase metade dessas vacinas não alcançaram a meta da campanha. Em 2020, imunizantes contra hepatite B, febre amarela, poliomielite e a segunda dose da Tríplice Viral, que previne a criança de doenças como sarampo, caxumba e rubéola, não alcançaram nem 60% do esperado.

Ainda em 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a hesitação sobre as vacinas é considerada uma das dez maiores ameaças para a saúde global.

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