Projeto proíbe parlamentares de monetizar mandato nas redes

Projeto quer proibir que parlamentares monetizem conteúdos do mandato nas redes sociais

Plataformas de redes sociais ficariam proibidas de oferecer, habilitar ou autorizar a monetização, direta ou indireta, para esses perfis; restrição não se aplicaria a questões da vida pessoal dos mandatários

As contas e perfis digitais de parlamentares que publicam conteúdos sobre o próprio mandato poderão ter a monetização barrada, de acordo com o Projeto de Lei 915/2025. Segundo o autor da proposição, deputado federal Zé Adriano (PP-AC), questões da vida pessoal dos mandatários devem ser preservadas e, por isso, a restrição não se aplicaria a esses casos. 

De acordo com o texto, deputados federais, deputados estaduais e distritais, senadores e vereadores seriam impactados com a mudança. Embora a privacidade deles seja preservada, o autor comenta a crescente exposição virtual de figuras públicas, considerando ser uma "tendência irreprimível de nosso tempo".

As plataformas de redes sociais ficariam proibidas de oferecer, habilitar ou autorizar a monetização, direta ou indireta, para esses perfis. A proibição não se aplica a publicações de outras pessoas que não têm ligação direta, vínculos ou laços com o parlamentar, como um apoiador ou opositor. 

Punições previstas

Caso as plataformas venham a autorizar a prática, poderão ser penalizadas com:

  • Advertência e regularização em até 30 dias
  • Multa de até R$ 500 mil
  • Multa dobrada, com interrupção temporária das operações em âmbito nacional, em caso de reincidência

O que diz o autor

“Esse projeto diz respeito unicamente às atividades do mandato do parlamentar e não à sua vida civil ou comercial, que deve ser preservada e que pode, cada vez mais, dar-se também nas plataformas das redes sociais, como é tendência irreprimível de nosso tempo”, pontuou o deputado Zé Adriano que é autor do texto.

Tramitação

O Projeto, que não recebeu propostas de emendas, encontra-se em aguardo do parecer do relator, deputado federal Amaro Neto (Republicanos-ES), na Comissão de Comunicação. Por tramitar em caráter conclusivo, o texto pode ser aprovado nas comissões sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

Outras comissões, como a de Administração e Serviço Público; e a de Constituição e Justiça e Cidadania, irão analisar o projeto. Se houver aprovação, a propositiva irá ao Senado.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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