Lula nomeia Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça
Wellington foi convidado para o cargo em reunião com o presidente Lula no Palácio do Planalto na tarde desta terça. Nomeação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu, nesta terça-feira, 13, Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública. O convite para Wellington assumir a pasta deixada por Ricardo Lewandowski veio após uma reunião com o petista no Palácio do Planalto na tarde desta terça.
Por atuar na Petrobras, Wellington César fica no Rio de Janeiro. Ele foi chamado a Brasília para conversar com o presidente nesta terça e receber o convite para assumir o Ministério. O encontro também contou com a presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto. A nomeação do advogado será publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
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O desenho final do Ministério da Justiça e Segurança Pública não está fechado. A tendência é que continue como está, com um possível rearranjo interno que sinalize para uma política mais voltada ao combate ao crime organizado, mas sem que haja uma separação em dois ministérios.
Como mostrou a Coluna do Estadão, Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corriam por fora o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.
Wellington contou com o apoio de três figuras influentes do entorno do presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada.
Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington decidiu continuar no MP.
Ele também atuou como procurador-geral de Justiça do Estado da Bahia e procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos.
Wellington assume a pasta deixada por Ricardo Lewandowski, que apresentou pedido de demissão ao presidente Lula na última quinta-feira, 8. O ex-ministro comandava a pasta desde fevereiro de 2024, após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), e deixou o Ministério alegando razões pessoais e familiares.